Entra ano, sai ano e continuando recebendo os mesmos emails e comentários sobre mentiras relacionadas com carros. Nesse 1º de abril vamos relembrar algumas que já deveriam ter sumido, mas continuam voltando a tona com frequência.
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O primeiro motor 1.0 de três cilindros moderno do Brasil foi o da Volkswagen, que continua na ativa (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
Essa é uma mentira sobre carros difícil de entender. Hoje em dia o único motor 1.0 de quatro cilindros restante em nosso mercado é o Fire da Fiat, disponível apenas no Mobi. Os motores atuais de três cilindros possuem projeto moderno, com bloco em alumínio e são mais torcudos em baixa rotação que os 1.0 do passado.
O projeto mais moderno significa que eles têm técnicas de construção mais avançada, materiais mais duráveis, comando variável e alguns adotam corrente metálica no lugar da correia dentada. Por isso, o custo de manutenção é mais baixo.
O incomodo real desses motores de três cilindros é vibrar mais. Alguns carros filtram isso melhor que outros, como é o caso do Chevrolet Onix e do Volkswagen Polo. Se você está de olho em um carro 1.0 de três cilindros e ficou com receio, pode ir tranquilo.
Adiantar a troca de óleo só ajuda quem for realizar o serviço (Foto: Shutterstock)
É comum achar alguns anúncios de carros usados acima do valor comum no mercado e o dono faz uma lista dos cuidados que toma para justificar o preço. É comum encontrar algo do tipo “óleo trocado a cada 8 mil km”, ou seja, 2 mil km antes do prazo recomendado pelo fabricante.
Se o uso do carro não for severo e a troca for feita em menos de um ano, isso é apenas um gasto desnecessário. O óleo dentro da especificação recomendada aguentaria esses quilômetros a mais sem problemas.
No mundo das motos corre uma mentira similar, no caso é sobre trocar o óleo a cada 1.000 km. Antigamente o prazo recomendado era próximo mesmo, mas hoje, com a evolução dos motores e dos lubrificantes, pode ser mais espaçado. O único beneficiado nesses adiantamentos é o mecânico que irá fazer o serviço mais vezes.
A função dos aditivos é limpar o motor, não afeta o motor (Foto: Shutterstock)
A gasolina aditivada padrão possui a mesmíssima octanagem que a gasolina comum. A única diferença é ela vir com aditivos detergentes dispersantes, que tem função de manter o motor limpo por dentro. Ou seja, o desempenho ou o consumo não serão afetados.
Existem dois fatores que podem explicar a popularização dessa mentira automotiva. O primeiro é um carro que estava com sujeira no motor e algumas obstruções ser limpo por uma gasolina aditivada, o que realmente pode trazer melhorias no consumo e no desempenho.
O outro é o posto batizar apenas a gasolina comum, que tem mais demanda, deixando a aditivada com a proporção correta de etanol. Assim, os carros que não são flex irão funcionar melhor com esse combustível.
A única gasolina que pode dar um desempenho melhor para o seu carro é a de alta octanagem, como a Podium da Petrobras. Mas esse efeito só é sentido em carros com taxa de compressão mais alta ou modelos esportivos.
A qualidade dos carros chineses evoluiu bastante desde a chegada do Effa M100 (Foto: GWM | Divulgação)
Não vou mentir, existem alguns colegas da imprensa que possuem traumas de carros chineses da primeira leva. Estou falando de veículos como o Effa M100, o Chery QQ e o Lifan X60. De lá para cá, a qualidade das marcas chinesas melhoraram bastante.
A melhor prova disso está nos novos carros da GWM, que acabaram de estrear no Brasil. Eles chegaram com sistemas híbridos de alta eficiência e um pacote tecnológico invejável, além de um interior bem acabado. Também temos a linha atual da Caoa Chery, que nem parece ser a mesma marca que vendeu o QQ em 2011.
Claro que ainda existem detalhes onde os chineses ainda não alcançaram as marcas tradicionais europeias e japonesas, como o prazer ao dirigir. O chinês prioriza o conforto. Mas eles também aprendem rápido.
Quer conhecer como anda o novo carro chinês que está incomodando marcas tradicionais? Confira na nossa avaliação:
O carro flex é preparado para rodar com ambos combustíveis (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Se o motor do carro é flex, isso quer dizer que ele foi preparado para rodar com o etanol. Existem pessoas que espalham a mentira de que o combustível de origem vegetal pode estragar o motor, mas isso não tem fundamentos.
Os motores flex, quando comparados com os que são movidos apenas por gasolina, trazem tratamento em peças metálicas para evitar corrosão e mangueiras específicas. O grande problema do etanol é aumentar o consumo. A viabilidade de abastecer com ele vai depender da diferença de preço entre os combustíveis em sua região.
O post 1º de abril: 5 mentiras sobre carros que você ainda acredita! apareceu primeiro em AutoPapo.
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1. Motor de três cilindros não presta
O primeiro motor 1.0 de três cilindros moderno do Brasil foi o da Volkswagen, que continua na ativa (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
Essa é uma mentira sobre carros difícil de entender. Hoje em dia o único motor 1.0 de quatro cilindros restante em nosso mercado é o Fire da Fiat, disponível apenas no Mobi. Os motores atuais de três cilindros possuem projeto moderno, com bloco em alumínio e são mais torcudos em baixa rotação que os 1.0 do passado.
O projeto mais moderno significa que eles têm técnicas de construção mais avançada, materiais mais duráveis, comando variável e alguns adotam corrente metálica no lugar da correia dentada. Por isso, o custo de manutenção é mais baixo.
O incomodo real desses motores de três cilindros é vibrar mais. Alguns carros filtram isso melhor que outros, como é o caso do Chevrolet Onix e do Volkswagen Polo. Se você está de olho em um carro 1.0 de três cilindros e ficou com receio, pode ir tranquilo.
2. Antecipar a troca de óleo é bom para o motor
Adiantar a troca de óleo só ajuda quem for realizar o serviço (Foto: Shutterstock)
É comum achar alguns anúncios de carros usados acima do valor comum no mercado e o dono faz uma lista dos cuidados que toma para justificar o preço. É comum encontrar algo do tipo “óleo trocado a cada 8 mil km”, ou seja, 2 mil km antes do prazo recomendado pelo fabricante.
Se o uso do carro não for severo e a troca for feita em menos de um ano, isso é apenas um gasto desnecessário. O óleo dentro da especificação recomendada aguentaria esses quilômetros a mais sem problemas.
No mundo das motos corre uma mentira similar, no caso é sobre trocar o óleo a cada 1.000 km. Antigamente o prazo recomendado era próximo mesmo, mas hoje, com a evolução dos motores e dos lubrificantes, pode ser mais espaçado. O único beneficiado nesses adiantamentos é o mecânico que irá fazer o serviço mais vezes.
3. Gasolina aditivada melhora o consumo ou o desempenho
A função dos aditivos é limpar o motor, não afeta o motor (Foto: Shutterstock)
A gasolina aditivada padrão possui a mesmíssima octanagem que a gasolina comum. A única diferença é ela vir com aditivos detergentes dispersantes, que tem função de manter o motor limpo por dentro. Ou seja, o desempenho ou o consumo não serão afetados.
Existem dois fatores que podem explicar a popularização dessa mentira automotiva. O primeiro é um carro que estava com sujeira no motor e algumas obstruções ser limpo por uma gasolina aditivada, o que realmente pode trazer melhorias no consumo e no desempenho.
O outro é o posto batizar apenas a gasolina comum, que tem mais demanda, deixando a aditivada com a proporção correta de etanol. Assim, os carros que não são flex irão funcionar melhor com esse combustível.
A única gasolina que pode dar um desempenho melhor para o seu carro é a de alta octanagem, como a Podium da Petrobras. Mas esse efeito só é sentido em carros com taxa de compressão mais alta ou modelos esportivos.
4. Carro chinês não presta
A qualidade dos carros chineses evoluiu bastante desde a chegada do Effa M100 (Foto: GWM | Divulgação)
Não vou mentir, existem alguns colegas da imprensa que possuem traumas de carros chineses da primeira leva. Estou falando de veículos como o Effa M100, o Chery QQ e o Lifan X60. De lá para cá, a qualidade das marcas chinesas melhoraram bastante.
A melhor prova disso está nos novos carros da GWM, que acabaram de estrear no Brasil. Eles chegaram com sistemas híbridos de alta eficiência e um pacote tecnológico invejável, além de um interior bem acabado. Também temos a linha atual da Caoa Chery, que nem parece ser a mesma marca que vendeu o QQ em 2011.
Claro que ainda existem detalhes onde os chineses ainda não alcançaram as marcas tradicionais europeias e japonesas, como o prazer ao dirigir. O chinês prioriza o conforto. Mas eles também aprendem rápido.
Quer conhecer como anda o novo carro chinês que está incomodando marcas tradicionais? Confira na nossa avaliação:
5. Etanol estraga o motor
O carro flex é preparado para rodar com ambos combustíveis (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Se o motor do carro é flex, isso quer dizer que ele foi preparado para rodar com o etanol. Existem pessoas que espalham a mentira de que o combustível de origem vegetal pode estragar o motor, mas isso não tem fundamentos.
Os motores flex, quando comparados com os que são movidos apenas por gasolina, trazem tratamento em peças metálicas para evitar corrosão e mangueiras específicas. O grande problema do etanol é aumentar o consumo. A viabilidade de abastecer com ele vai depender da diferença de preço entre os combustíveis em sua região.
5 mentiras sobre carros que você ainda acredita!
- Motor de três cilindros não presta
- Antecipar a troca de óleo é bom para o motor
- Gasolina aditivada melhora o consumo ou o desempenho
- Carro chinês não presta
- Etanol estraga o motor
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