Notícia 10 leis de trânsito que mudaram no governo Bolsonaro

Uma das plataformas de campanha do então candidato à Presidência da República, em 2018 para o governo Bolsonaro, era combater de alguma maneira o que muitos chamam de “indústria da multa”. Mas após assumir o cargo, o futuro ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), promoveu mudanças bem pontuais nas leis de trânsito – algumas alteradas pelo Congresso Nacional.

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Entre os destaques das mudanças na lei de trânsito de 2019 estão as novas regras de pontuação para a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a possibilidade de parcelamento de multas e aumento da idade para criança andar na garupa da moto. Veja as principais alterações no CTB.

Suspensão da CNH​


Desde abril de 2021, a pontuação para a CNH ser suspensa passou a ser de 40 pontos. Mas esse não é o limite máximo. Isso porque, conforme o tipo de infração, elas passam a ter peso maior no coeficiente de pontuação e o motorista pode ter a carteira cassada com 30 ou mesmo 20 pontos (como era antes).

modelo novo da cnh carteira nacional de habilitacao fisica sendo segurada por jovem

O governo Bolsonaro aliviou a vida de quem “anda fora da faixa” no trãnsito (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)

Por exemplo, se o condutor, dentre as infrações, tiver uma gravíssima, seu limite de pontos cai para 30. Se forem duas as autuações gravíssimas, aí a carteira será suspensa com 20 pontos. Ou seja, 40 pontos é o limite para quem não receber nenhuma infração gravíssima no período.

Vale lembrar que as irregularidades que preveem a suspensão automática da CNH foram mantidas. No caso da Lei Seca, por exemplo, quem for flagrado no bafômetro tem o documento suspenso imediatamente.

Validade da CNH no governo Bolsonaro​


O prazo de vencimento da CNH também foi uma das mais importantes leis de trânsito que mudaram nos últimos anos. Motoristas com até 50 anos de idade passam a gozar de carteiras com validade de 10 anos na hora da renovação.

Já para os condutores entre 50 e 69 anos, o prazo se mantém como antigamente: cinco anos. Para quem tem 70 anos ou mais, a validade da CNH fica em três anos.

Exame toxicológico​


Motoristas profissionais também foram impactados pelas mudanças nas leis de trânsito. Condutores de transportes de cargas e habilitados nas categorias C, D ou E têm de realizar o teste toxicológico a cada 2,5 anos. ao contrário dos cinco anos anteriores. Motoristas que não se submeterem ao exame têm a CNH suspensa por três meses e recebem multa no valor de R$ 1.467,35.

Transporte de crianças​


Também chamada da “Lei da cadeirinha”, estabeleceu que crianças com menos de 10 anos de idade, ou que não tenham 1,45 metro de altura, precisam viajar no banco traseiro e em dispositivo de retenção (cadeirinha, booster etc, de acordo com a idade e peso).

crianca brasileira seria em cadeirinha no banco traseiro do carro

Lei da Cadeirinha também passou por revisão durante o governo Bolsonaro (Foto: Shutterstock)

O limite anterior às mudanças nas leis de trânsito era de até 7,5 anos. O não cumprimento da norma consiste em infração gravíssima (7 pontos na CNH) e multa (R$ 293,47).

Crianças em motos​


Outra alteração diz respeito ao transporte dos pequenos, desta vez em motos. Desde abril de 2021 o CTB estabelece como 10 anos a idade mínima para a criança poder viajar na garupa da motocicleta. Anteriormente, era necessário ter 7 anos ou mais.

O transporte indevido de crianças na garupa da moto é infração gravíssima, prevê multa de R$ 293,47 e suspensão do direito de dirigir.

Faróis de dia​


Os carros que não são equipados com DRL devem transitar com a luz baixa dos faróis acionadas, mesmo de dia, em rodovias de pista simples situadas fora dos perímetros urbanos. Ônibus de passageiros, quando em faixas ou pistas exclusivas, também são obrigados a acender o farol durante o dia.

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Rodar com faróis ligados durante o dia só é obrigatório em pistas simples e fora dos limites urbanos (Foto: Hyundai | Divulgação)

Blindagem​


As novas regras de trânsito que entraram em vigor em abril de 2021 dispensaram a autorização do Exército Brasileiro para fazer a blindagem em automóveis de passeio. A exigência do Certificado de Segurança Veicular (CSV) foi mantida.

Documentos digitais​


Entre as leis de trânsito que mudaram está a dos documentos emitidos a partir de janeiro de 2021. Tanto o Certificado de Registro do Veículo (CRV) quanto o Certificado de Registro de Licenciamento (CRLV) passaram a ser digitais. Já a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV-e), que antes vinha em branco no verso do documento, só é emitida quando o dono for vender o carro.

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Documento no smartphone tem a mesma validade da cédula impressa (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)

Recall no documento​


Por falar em documento do automóvel, o CRV agora precisa trazer informações de recalls envolvendo o carro e que não foram feitos no prazo de um ano – a partir da data de início da convocação. O veículo somente será licenciado posteriormente com a comprovação do atendimento à campanha.

Multas com desconto e parceladas​


O pagamento das infrações também está entre as leis de trânsito que mudaram de 2019 para cá. O motorista que não entrar com recurso e optar pelo sistema de notificação eletrônica, pode pagar a multa até o vencimento com 40% de desconto.

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O governo Bolsonaro aliviou a barra para quem não respeita as regras de trânsito, parcelando multas (Foto: Shutterstock)

Ao mesmo tempo, outra lei possibilitou o parcelamento das multas de trânsito. Conforme o Detran estadual, elas podem ser pagas em até 10 vezes com vencimentos a cada 30 dias. Outra novidade é que os condutores que não tenham cometido nenhuma infração nos últimos 12 meses têm a opção de trocar a multa por advertência.


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