Há 20 anos, quando alguém falava em SUV as opções eram veículos grandes como o Chevrolet Blazer e o Ford Explorer, ou verdadeiros jipinhos como o Suzuki Vitara e o Mitsubishi TR4. O que mudou isso no Brasil foi o EcoSport, lançado no início de 2003.
O SUV compacto da Ford foi fruto do projeto Amazon, sendo a opção familiar para completar a família do Fiesta produzido em Camaçari (BA). Mas não era para o EcoSport ter a carroceria que conhecemos, e sim ser mais próximo de uma minivan.
O visual inspirado no Explorer agradou em cheio as famílias brasileiras
O interior era simples, porém vinha equipado de acordo com o gosto da época
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A base do projeto foi o Ford Fusion europeu, uma mistura de hatch com minivan que trazia teto alto e interior amplo. A filial brasileira da montadora fez um estilo próprio, inspirado no Explorer norte-americano e pegando carona na moda aventureira lançada pela Fiat Palio Weekend.
A combinação de visual atrativo, preço similar ao de peruas compactas e mecânica confiável foi um sucesso. O Ford EcoSport virou o sonho de consumo das famílias, mesmo sem ter atributos racionais como a praticidade das minivans e o porta-malas das stations.
Versão com tração integral trazia suspensão traseira independente
O câmbio automático antecedeu o que hoje é norma
O EcoSport foi lançado em três níveis de acabamento: XL, XLS e XLT. Os motores podiam ser o 1.0 supercharger, o 1.6 Zetec Rocam ou o 2.0 Duratec. A opção intermediária foi a mais bem sucedida, sendo popular até hoje no mercado de usados.
Para quem exigia aptidão fora de estrada além do vão livre grande, veio a versão 4WD em 2005. Ela trazia o 2.0 Duratec aliado a um sistema de tração integral da Mazda, que permitia bloquear o diferencial central em 50% para cada eixo. Essa versão também trazia suspensão traseira multilink.
Em 2005 saiu de cena o motor 1.0 supercharger e o 1.6 virou flex. No ano seguinte o 2.0 4×2 ganhou opção de câmbio automático, já antecedendo a tendência atual da popularização desse tipo de caixa.
Versões 1.6 ainda são as mais procuradas
Primeira geração só existiu na América do Sul, a partir da segunda virou um carro global
Até a chegada do Renault Duster, em 2011, o EcoSport reinava sozinho no segmento de SUVs compactos. A Fiat brigava com sua linha Adventure, porém eram apenas variações de suas peruas e minivans. Já o Chevrolet Tracker era mais caro e mais rústico.
A fórmula do EcoSport agradou até na matriz, que exigiu uma segunda geração global baseada na plataforma do novo Fiesta. O Brasil ficou responsável pelo projeto, que também foi produzido na Europa e na Índia, sendo vendida em todos os continentes do globo.
Os rivais foram aparecendo, cada um focando em um aspecto e muitos deixando de lado a pegada fora de estrada. Hoje o segmento de SUVs compactos é o mais concorrido do Brasil, com praticamente todo grande fabricante oferecendo uma opção.
Já a Ford, pulou fora do barco quando encerrou a produção nacional. Não existem informações oficiais sobre o assunto, porém muitos especialistas apontam o sucesso do EcoSport como um fator decisivo para a marca não ter fechado as fábricas brasileiras antes.
Mesmo sendo desenvolvido no Brasil, o EcoSport de segunda geração chegou a todos os continentes
No exterior havia uma nova geração do SUV em desenvolvimento, fruto de parceria com a indiana Mahindra. O projeto foi cancelada com a saída da Ford da Índia, motivada pelas baixas vendas no país.
Hoje o SUV desse segmento que a Ford oferece é o Puma, derivado da última geração do Fiesta. Esse modelo é menos aventureiro que o EcoSport, com pegada mais urbana e esportiva.
Já no Brasil, o que pode ser chamado de sucessor do EcoSport é o Jeep Renegade. Ele também tem o visual fora de estrada e segue sendo sonho de consumo das famílias, mesmo tendo porta-malas apertado. Soa familiar?
O post 20 anos de EcoSport: como a Ford inaugurou um segmento apareceu primeiro em AutoPapo.
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O SUV compacto da Ford foi fruto do projeto Amazon, sendo a opção familiar para completar a família do Fiesta produzido em Camaçari (BA). Mas não era para o EcoSport ter a carroceria que conhecemos, e sim ser mais próximo de uma minivan.
O visual inspirado no Explorer agradou em cheio as famílias brasileiras
O interior era simples, porém vinha equipado de acordo com o gosto da época
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A base do projeto foi o Ford Fusion europeu, uma mistura de hatch com minivan que trazia teto alto e interior amplo. A filial brasileira da montadora fez um estilo próprio, inspirado no Explorer norte-americano e pegando carona na moda aventureira lançada pela Fiat Palio Weekend.
A combinação de visual atrativo, preço similar ao de peruas compactas e mecânica confiável foi um sucesso. O Ford EcoSport virou o sonho de consumo das famílias, mesmo sem ter atributos racionais como a praticidade das minivans e o porta-malas das stations.
As variedades do EcoSport
Versão com tração integral trazia suspensão traseira independente
O câmbio automático antecedeu o que hoje é norma
O EcoSport foi lançado em três níveis de acabamento: XL, XLS e XLT. Os motores podiam ser o 1.0 supercharger, o 1.6 Zetec Rocam ou o 2.0 Duratec. A opção intermediária foi a mais bem sucedida, sendo popular até hoje no mercado de usados.
Para quem exigia aptidão fora de estrada além do vão livre grande, veio a versão 4WD em 2005. Ela trazia o 2.0 Duratec aliado a um sistema de tração integral da Mazda, que permitia bloquear o diferencial central em 50% para cada eixo. Essa versão também trazia suspensão traseira multilink.
Em 2005 saiu de cena o motor 1.0 supercharger e o 1.6 virou flex. No ano seguinte o 2.0 4×2 ganhou opção de câmbio automático, já antecedendo a tendência atual da popularização desse tipo de caixa.
Falta de concorrência adiou a saída da Ford do Brasil
Versões 1.6 ainda são as mais procuradas
Primeira geração só existiu na América do Sul, a partir da segunda virou um carro global
Até a chegada do Renault Duster, em 2011, o EcoSport reinava sozinho no segmento de SUVs compactos. A Fiat brigava com sua linha Adventure, porém eram apenas variações de suas peruas e minivans. Já o Chevrolet Tracker era mais caro e mais rústico.
A fórmula do EcoSport agradou até na matriz, que exigiu uma segunda geração global baseada na plataforma do novo Fiesta. O Brasil ficou responsável pelo projeto, que também foi produzido na Europa e na Índia, sendo vendida em todos os continentes do globo.
Os rivais foram aparecendo, cada um focando em um aspecto e muitos deixando de lado a pegada fora de estrada. Hoje o segmento de SUVs compactos é o mais concorrido do Brasil, com praticamente todo grande fabricante oferecendo uma opção.
Já a Ford, pulou fora do barco quando encerrou a produção nacional. Não existem informações oficiais sobre o assunto, porém muitos especialistas apontam o sucesso do EcoSport como um fator decisivo para a marca não ter fechado as fábricas brasileiras antes.
Mesmo sendo desenvolvido no Brasil, o EcoSport de segunda geração chegou a todos os continentes
No exterior havia uma nova geração do SUV em desenvolvimento, fruto de parceria com a indiana Mahindra. O projeto foi cancelada com a saída da Ford da Índia, motivada pelas baixas vendas no país.
Hoje o SUV desse segmento que a Ford oferece é o Puma, derivado da última geração do Fiesta. Esse modelo é menos aventureiro que o EcoSport, com pegada mais urbana e esportiva.
Já no Brasil, o que pode ser chamado de sucessor do EcoSport é o Jeep Renegade. Ele também tem o visual fora de estrada e segue sendo sonho de consumo das famílias, mesmo tendo porta-malas apertado. Soa familiar?
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