Você se considera um proprietário que tem muito cuidado com o automóvel? Tem muito motorista por aí que afirma cuidar do veículo como se fosse o próprio filho, mas acaba tomando algumas decisões que podem prejudicar o bom funcionamento e a vida útil do carro.
Muitas vezes a atitude não é tomada por maldade, as vezes acontece por falta de conhecimento, de grana, ou por ignorância mesmo. Por isso, fique atento a alguns desse hábitos que comprovam que o motorista não tem cuidado com o carro.
VEJA TAMBÉM:
Foto: Reprodução
Os pneus são importantíssimos para a segurança e bom funcionamento do veículo e negligenciá-los indicam que o motorista não tem muitos cuidados com o carro.
Em algumas situações que é preciso trocar apenas um dos compostos o proprietário se sente atraído por comprar um pneu de marca diferente por ele ser mais barato do que os outros três que estão equipados no seu veículo.
No entanto, isso não é o certo a se fazer, pois pneus de modelos diferentes possuem comportamentos dinâmicos diferentes. Eles possuem os desenhos da banda de rodagem, índices de aderência e extração de água do solo diferentes e, por isso, não se comportam da mesma maneira.
O proprietário até pode usar pneus de duas marcas distintas, desde que elas sejam iguais no mesmo eixo (exemplo dois da marca Continental na frente e outros dois da Pirelli atrás). No entanto, isso não é o mais recomendado.
Mudar o diâmetro das rodas pode comprometer o funcionamento do carro (Foto: Reprodução)
O motorista pode querer mudar o diâmetro das rodas e dos pneus por diferentes razões: seja para o carro ficar com um visual mais chamativo, ou para economizar, adquirindo pneus menores e mais baratos no momento de substituí-los.
No entanto, fazer essa alteração sem seguir um critério é um indicativo de que o proprietário não tem cuidado com o carro. Por isso, os padrões devem ser seguidos por dois motivos: andar em conformidade com a lei, segurança.
Segundo o Artigo 8º do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), fica proibido “o aumento ou diminuição do diâmetro externo do conjunto pneu/roda”.
Desse modo, é possível instalar uma roda maior, por exemplo, desde que ela seja montada em um pneu de perfil mais baixo, de modo que o diâmetro dos dois componentes juntos não seja alterado.
Pelo lado técnico também existem critérios a serem seguidos para que a dirigibilidade, e os sistemas eletrônicos do veículo não sejam comprometidos.
Por isso, a regra é praticamente a mesma escrita pela lei. De acordo com Carlos Quadrelli, gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone fazer alterações sem critério algum ainda atrapalha o bom funcionamento do veículo :
A manutenção preventiva evita dores de cabeça para o dono do carro (Foto: Shutterstock)
Outro hábito que indica que o motorista não cuida bem do carro – talvez esse seja o principal – é negligenciar as manutenções preventivas.
Qualquer modelo, independentemente de ser de uma marca altamente confiável ou não, precisa passar por essas revisões que são estabelecidas pela montadora por um prazo de tempo ou quilometragem.
No entanto, nem todos os proprietários estão dispostos a fazer esse investimento e acreditam que isso é apenas conversa para aumentar o lucro das fabricantes.
Mas não é verdade. Seguindo essas recomendações a vida útil do carro aumenta de forma considerável, além de que, em alguns casos, pode impedir o aumento do consumo de combustível, por exemplo.
Ademais, fazendo a manutenção preventiva você evita a manutenção corretiva. Nesse segundo caso ela é feita quando algum componente do veículo sofre um dano muito grande e repará-lo vai pesar muito mais no bolso do motorista.
O aditivo da gasolina deve conter agentes detergentes dispersantes (Foto: Shutterstock)
Não utilizar o aditivo no combustível quando o carro está abastecido com gasolina também não é um bom sinal.
A gasolina tem um elevado teor de carbono que, dentro do motor, forma depósitos carboníferos na cabeça do pistão devido ao alto índice de carbono presente no combustível fóssil.
Com a alta temperatura da combustão interna, esses depósitos carboníferos se transformam em uma espécie de carvão, que torna a queima de combustível irregular, resultando no fenômeno da pré-ignição.
Como consequência, o carro perde desempenho, potência e aumenta o consumo e as emissões.
Por isso é importante abastecer com a gasolina aditivada do posto. Caso não confie no estabelecimento, você pode optar pelos frascos de aditivos que podem ser encontrados em supermercados, por exemplo.
Mas lembre-se, eles devem ter propriedades detergentes e dispersantes. Esses que prometem mais desempenho, por exemplo, de nada adiantam.
No entanto, não aditivar o carro quando abastecido a álcool não quer dizer, necessariamente, que o motorista não cuida bem do carro. Isso porque o etanol tem um teor de carbono muito baixo e, portanto, não precisa de aditivos.
O óleo do motor não precisa de aditivo, pois já vem aditivado de fábrica (Foto: Montagem AutoPapo | André Almeida)
Nos tópicos citados acima os casos acontecem porque o proprietário quer economizar algum trocado no final do mês e, em detrimento disso, acaba deixando o carro mal cuidado.
No entanto, no caso dos usuários de condicionadores de metal é o contrário. Ele faz um investimento maior acreditando que aquilo vai ser bom para o seu carro, o que não é verdade.
Os condicionadores de metais são vendidos como aditivos para o óleo do motor, com a alegação de que ele protege contra a oxidação, desgaste e coisas do tipo.
No entanto, o óleo do motor não precisa de aditivos pois ele já vem ‘turbinado’ de fábrica e, nesse caso, misturar aditivos pode resultar em uma reação química que danifica o motor do seu carro.
Alguns desses condicionadores de metais possuem cloro em sua composição. Essa substância forma cloreto ácido, que prejudica os rolamentos e outros componentes metálicos do motor.
Existem alguns casos de gente que testa esses produtos e tem alguns bons resultados a curto prazo. No entanto, o uso contínuo acaba danificando os componentes metálicos.
O post 5 hábitos que mostram que o motorista não tem cuidado com o carro apareceu primeiro em AutoPapo.
Continue lendo...
Muitas vezes a atitude não é tomada por maldade, as vezes acontece por falta de conhecimento, de grana, ou por ignorância mesmo. Por isso, fique atento a alguns desse hábitos que comprovam que o motorista não tem cuidado com o carro.
VEJA TAMBÉM:
- Itens que ninguém se lembra de colocar na lista de manunteção
- Por que o estepe temporário está ficando comum? Ele é confiável?
- Comprou um carro usado? Então troque essas 5 peças do seu veículo
1- Pneus marcas diferentes
Foto: Reprodução
Os pneus são importantíssimos para a segurança e bom funcionamento do veículo e negligenciá-los indicam que o motorista não tem muitos cuidados com o carro.
Em algumas situações que é preciso trocar apenas um dos compostos o proprietário se sente atraído por comprar um pneu de marca diferente por ele ser mais barato do que os outros três que estão equipados no seu veículo.
No entanto, isso não é o certo a se fazer, pois pneus de modelos diferentes possuem comportamentos dinâmicos diferentes. Eles possuem os desenhos da banda de rodagem, índices de aderência e extração de água do solo diferentes e, por isso, não se comportam da mesma maneira.
O proprietário até pode usar pneus de duas marcas distintas, desde que elas sejam iguais no mesmo eixo (exemplo dois da marca Continental na frente e outros dois da Pirelli atrás). No entanto, isso não é o mais recomendado.
2 – trocar diâmetro das rodas/pneus sem seguir um critério
Mudar o diâmetro das rodas pode comprometer o funcionamento do carro (Foto: Reprodução)
O motorista pode querer mudar o diâmetro das rodas e dos pneus por diferentes razões: seja para o carro ficar com um visual mais chamativo, ou para economizar, adquirindo pneus menores e mais baratos no momento de substituí-los.
No entanto, fazer essa alteração sem seguir um critério é um indicativo de que o proprietário não tem cuidado com o carro. Por isso, os padrões devem ser seguidos por dois motivos: andar em conformidade com a lei, segurança.
Segundo o Artigo 8º do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), fica proibido “o aumento ou diminuição do diâmetro externo do conjunto pneu/roda”.
Desse modo, é possível instalar uma roda maior, por exemplo, desde que ela seja montada em um pneu de perfil mais baixo, de modo que o diâmetro dos dois componentes juntos não seja alterado.
Pelo lado técnico também existem critérios a serem seguidos para que a dirigibilidade, e os sistemas eletrônicos do veículo não sejam comprometidos.
Por isso, a regra é praticamente a mesma escrita pela lei. De acordo com Carlos Quadrelli, gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone fazer alterações sem critério algum ainda atrapalha o bom funcionamento do veículo :
O diâmetro externo do pneu substituto deve ser igual ao do pneu original, já que o velocímetro e os sistemas de ABS e de controle de tração, entre outros, utilizam essa medida como referência.
- O autopapo te ensina o passo a passo de como fazer essa alteração no seu veículo
3 – Não fazer manutenções preventivas
A manutenção preventiva evita dores de cabeça para o dono do carro (Foto: Shutterstock)
Outro hábito que indica que o motorista não cuida bem do carro – talvez esse seja o principal – é negligenciar as manutenções preventivas.
Qualquer modelo, independentemente de ser de uma marca altamente confiável ou não, precisa passar por essas revisões que são estabelecidas pela montadora por um prazo de tempo ou quilometragem.
No entanto, nem todos os proprietários estão dispostos a fazer esse investimento e acreditam que isso é apenas conversa para aumentar o lucro das fabricantes.
Mas não é verdade. Seguindo essas recomendações a vida útil do carro aumenta de forma considerável, além de que, em alguns casos, pode impedir o aumento do consumo de combustível, por exemplo.
Ademais, fazendo a manutenção preventiva você evita a manutenção corretiva. Nesse segundo caso ela é feita quando algum componente do veículo sofre um dano muito grande e repará-lo vai pesar muito mais no bolso do motorista.
- Veja quais itens devem ser substituídos de forma preventiva
4 – Ignorar o aditivo de combustível em carros a gasolina
O aditivo da gasolina deve conter agentes detergentes dispersantes (Foto: Shutterstock)
Não utilizar o aditivo no combustível quando o carro está abastecido com gasolina também não é um bom sinal.
A gasolina tem um elevado teor de carbono que, dentro do motor, forma depósitos carboníferos na cabeça do pistão devido ao alto índice de carbono presente no combustível fóssil.
Com a alta temperatura da combustão interna, esses depósitos carboníferos se transformam em uma espécie de carvão, que torna a queima de combustível irregular, resultando no fenômeno da pré-ignição.
Como consequência, o carro perde desempenho, potência e aumenta o consumo e as emissões.
Por isso é importante abastecer com a gasolina aditivada do posto. Caso não confie no estabelecimento, você pode optar pelos frascos de aditivos que podem ser encontrados em supermercados, por exemplo.
Mas lembre-se, eles devem ter propriedades detergentes e dispersantes. Esses que prometem mais desempenho, por exemplo, de nada adiantam.
No entanto, não aditivar o carro quando abastecido a álcool não quer dizer, necessariamente, que o motorista não cuida bem do carro. Isso porque o etanol tem um teor de carbono muito baixo e, portanto, não precisa de aditivos.
5 – Usuários de condicionadores de metal
O óleo do motor não precisa de aditivo, pois já vem aditivado de fábrica (Foto: Montagem AutoPapo | André Almeida)
Nos tópicos citados acima os casos acontecem porque o proprietário quer economizar algum trocado no final do mês e, em detrimento disso, acaba deixando o carro mal cuidado.
No entanto, no caso dos usuários de condicionadores de metal é o contrário. Ele faz um investimento maior acreditando que aquilo vai ser bom para o seu carro, o que não é verdade.
Os condicionadores de metais são vendidos como aditivos para o óleo do motor, com a alegação de que ele protege contra a oxidação, desgaste e coisas do tipo.
No entanto, o óleo do motor não precisa de aditivos pois ele já vem ‘turbinado’ de fábrica e, nesse caso, misturar aditivos pode resultar em uma reação química que danifica o motor do seu carro.
Alguns desses condicionadores de metais possuem cloro em sua composição. Essa substância forma cloreto ácido, que prejudica os rolamentos e outros componentes metálicos do motor.
Existem alguns casos de gente que testa esses produtos e tem alguns bons resultados a curto prazo. No entanto, o uso contínuo acaba danificando os componentes metálicos.
O post 5 hábitos que mostram que o motorista não tem cuidado com o carro apareceu primeiro em AutoPapo.
Continue lendo...