O jeitinho brasileiro virou sinônimo de práticas ruins na sociedade. No carro, essa “criatividade” também é péssima. Geralmente, são gambiarras que os donos fazem em seus automóveis para economizar, mas que vão estourar lá na frente.
A “economia” que o proprietário acha que está fazendo vai se tornar uma conta bem cara. Pior: as gambiarras no veículo que vão estourar na frente ainda põem em risco a própria segurança do motorista, do passageiro e de terceiros.
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Confira 7 gambiarras nos carros que vão estourar lá na frente e te dar dor de cabeça.
Fazer gambiarra em um item fundamental para a segurança veicular é uma economia porca e de risco. É o que propõem alguns pseudo-borracheiros, que oferecem essa alternativa com o forte apelo de custar um décimo do preço de um pneu novo. Porém, que compromete toda a dirigibilidade do carro.
A frisagem – ou riscagem – consiste em pegar um pneu velho e com desgaste e utilizar uma peça de ferro aquecida para aprofundar os sulcos da banda de rodagem. Só que a borracha já está desgastada e a peça passou da hora de ser trocada. E o que essa “frisagem” faz é expor ainda mais a estrutura metálica que existe dentro do pneu.
Desta forma, a aderência do pneu não vai melhorar, pelo contrário, ficará mais comprometida já que a camada de borracha está menor, o que impacta diretamente na estabilidade em curvas e frenagens. Além disso, os sulcos falsos não vão minimizar os riscos de aquaplanagem em pistas molhadas como um pneu dentro de sua vida útil.
Tem mais: com a estrutura mais fraca, qualquer pedra ou buraco pode ocasionar no estouro da peça. Isso em alta velocidade pode fazer o veículo até capotar e causar ferimentos (inclusive fatais) aos ocupantes.
Você já leu aqui no AutoPapo que a água que vai no radiador e no sistema de arrefecimento deve ser desmineralizada. Água potável contém minerais que tem uma calcificação natural, que podem comprometer alguns componentes.
Ainda tem o cloro presente na água que consumimos da torneira. A substância tem alto poder corrosivo, o que pode causar oxidação em partes metálicas do sistema. Por isso, use água desmineralizada toda vez que for mexer no sistema de arrefecimento, sem esquecer do aditivo indicado pela fabricante no manual do proprietário.
Outro “serviço” que põe em risco a segurança do motorista e passageiros. O disco de freio já desgastado passa por uma espécie de nivelamento ou “raspagem” para deixá-lo mais “liso” e corrigir as imperfeições normais com as quais a peça fica com o passar do tempo.
Porém, o passe no freio pode provocar pequenas rachaduras no disco. Essas fissuras comprometem a frenagem e podem resultar até em quebra da peça durante o acionamento do sistema.
Aqui, começamos pela retórica necessária: você usaria uma camisinha já usada? Amortecedor recondicionado é uma das grandes gambiarras que vão estourar lá na frente. Trata-se de uma peça usada que já perdeu sua eficiência, mas que recebe um banho de loja para ser vendida mais barata no mercado.
O amortecedor só recebe uma pintura e um fluido novo, muito provavelmente fora dos parâmetros exigidos para o seu funcionamento adequado. Além disso, a peça ainda tem 50 componentes internos que não tem como ser substituídos no recondicionamento.
O resultado de amortecedores fora dos padrões é o comprometimento da estabilidade do veículo e do conforto, já que a peça não terá a mesma eficácia em filtrar bem buracos e outras oscilações da pista.
Foto: Adobe Stock
Tem gente que acha que economiza ao colocar uma bateria de menor amperagem do que a original do veículo. Mas o que vai acontecer é que o motorista terá dificuldades na hora de dar a partida do veículo e alguns componentes elétricos podem não funcionar direito.
Quem coloca a peça de amperagem maior também não faz bom negócio. Lembre-se que o alternador do veículo foi dimensionado para carregar aquele tipo de bateria. Desta forma, será difícil repor a carga no alternador e até mesmo de fazer esta carga durar.
Foto: Adobe Stock
Isso já compromete a reputação de muitos carros por aí. Passada as revisões, o sujeito para no posto de combustível e o frentista oferece aquela completada com o óleo mais barato. Aí começa a mais clássica gambiarra que vai estourar lá na frente.
Como já explicado aqui no AutoPapo, os motores são projetados para rodarem com determinado tipo de lubrificante, com a viscosidade e aditivos adequados, e projetados para fazer o motor funcionar na temperatura correta.
O óleo errado vai comprometer a lubrificação das partes metálicas, ou mesmo forçar os componentes a um esforço para o qual não foram projetados. Também pode prejudicar a vida útil do motor, já que ele não vai trabalhar na temperatura correta. Por fim, vai resultar na formação de borra e até na quebra do propulsor.
Outra clássica gambiarra no meio automotivo. O filamento metálico do fusível se rompeu e o improviso surge na forma de um pedaço de fio ou de um parafuso colocado no lugar da peça. Além de ser uma economia das mais porcas que se tem notícia – um kit de fusíveis custa R$ 10 – é um jeitinho que tem tudo para dar problema a curto prazo.
Aquele parafuso – ou fio – até vai funcionar em um primeiro momento. Porém, não vamos esquecer que o fusível é um componente importante para proteger o sistema elétrico do carro em caso de pane ou sobrecarga. No caso de uma sobrecarga elétrica, a gambiarra pode causar um superaquecimento na fiação e resultar até em incêndio.
O post 7 gambiarras no seu carro que vão ‘estourar’ lá na frente apareceu primeiro em AutoPapo.
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A “economia” que o proprietário acha que está fazendo vai se tornar uma conta bem cara. Pior: as gambiarras no veículo que vão estourar na frente ainda põem em risco a própria segurança do motorista, do passageiro e de terceiros.
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Confira 7 gambiarras nos carros que vão estourar lá na frente e te dar dor de cabeça.
Frisar os pneus
Fazer gambiarra em um item fundamental para a segurança veicular é uma economia porca e de risco. É o que propõem alguns pseudo-borracheiros, que oferecem essa alternativa com o forte apelo de custar um décimo do preço de um pneu novo. Porém, que compromete toda a dirigibilidade do carro.
A frisagem – ou riscagem – consiste em pegar um pneu velho e com desgaste e utilizar uma peça de ferro aquecida para aprofundar os sulcos da banda de rodagem. Só que a borracha já está desgastada e a peça passou da hora de ser trocada. E o que essa “frisagem” faz é expor ainda mais a estrutura metálica que existe dentro do pneu.
Desta forma, a aderência do pneu não vai melhorar, pelo contrário, ficará mais comprometida já que a camada de borracha está menor, o que impacta diretamente na estabilidade em curvas e frenagens. Além disso, os sulcos falsos não vão minimizar os riscos de aquaplanagem em pistas molhadas como um pneu dentro de sua vida útil.
Tem mais: com a estrutura mais fraca, qualquer pedra ou buraco pode ocasionar no estouro da peça. Isso em alta velocidade pode fazer o veículo até capotar e causar ferimentos (inclusive fatais) aos ocupantes.
Água da torneira no radiador
Você já leu aqui no AutoPapo que a água que vai no radiador e no sistema de arrefecimento deve ser desmineralizada. Água potável contém minerais que tem uma calcificação natural, que podem comprometer alguns componentes.
Ainda tem o cloro presente na água que consumimos da torneira. A substância tem alto poder corrosivo, o que pode causar oxidação em partes metálicas do sistema. Por isso, use água desmineralizada toda vez que for mexer no sistema de arrefecimento, sem esquecer do aditivo indicado pela fabricante no manual do proprietário.
Dar passe no freio
Outro “serviço” que põe em risco a segurança do motorista e passageiros. O disco de freio já desgastado passa por uma espécie de nivelamento ou “raspagem” para deixá-lo mais “liso” e corrigir as imperfeições normais com as quais a peça fica com o passar do tempo.
Porém, o passe no freio pode provocar pequenas rachaduras no disco. Essas fissuras comprometem a frenagem e podem resultar até em quebra da peça durante o acionamento do sistema.
Amortecedor recondicionado
Aqui, começamos pela retórica necessária: você usaria uma camisinha já usada? Amortecedor recondicionado é uma das grandes gambiarras que vão estourar lá na frente. Trata-se de uma peça usada que já perdeu sua eficiência, mas que recebe um banho de loja para ser vendida mais barata no mercado.
O amortecedor só recebe uma pintura e um fluido novo, muito provavelmente fora dos parâmetros exigidos para o seu funcionamento adequado. Além disso, a peça ainda tem 50 componentes internos que não tem como ser substituídos no recondicionamento.
O resultado de amortecedores fora dos padrões é o comprometimento da estabilidade do veículo e do conforto, já que a peça não terá a mesma eficácia em filtrar bem buracos e outras oscilações da pista.
Bateria fora da amperagem
Foto: Adobe Stock
Tem gente que acha que economiza ao colocar uma bateria de menor amperagem do que a original do veículo. Mas o que vai acontecer é que o motorista terá dificuldades na hora de dar a partida do veículo e alguns componentes elétricos podem não funcionar direito.
Quem coloca a peça de amperagem maior também não faz bom negócio. Lembre-se que o alternador do veículo foi dimensionado para carregar aquele tipo de bateria. Desta forma, será difícil repor a carga no alternador e até mesmo de fazer esta carga durar.
‘Óleo de Gol’
Foto: Adobe Stock
Isso já compromete a reputação de muitos carros por aí. Passada as revisões, o sujeito para no posto de combustível e o frentista oferece aquela completada com o óleo mais barato. Aí começa a mais clássica gambiarra que vai estourar lá na frente.
Como já explicado aqui no AutoPapo, os motores são projetados para rodarem com determinado tipo de lubrificante, com a viscosidade e aditivos adequados, e projetados para fazer o motor funcionar na temperatura correta.
O óleo errado vai comprometer a lubrificação das partes metálicas, ou mesmo forçar os componentes a um esforço para o qual não foram projetados. Também pode prejudicar a vida útil do motor, já que ele não vai trabalhar na temperatura correta. Por fim, vai resultar na formação de borra e até na quebra do propulsor.
Fusíveis do carro
Outra clássica gambiarra no meio automotivo. O filamento metálico do fusível se rompeu e o improviso surge na forma de um pedaço de fio ou de um parafuso colocado no lugar da peça. Além de ser uma economia das mais porcas que se tem notícia – um kit de fusíveis custa R$ 10 – é um jeitinho que tem tudo para dar problema a curto prazo.
Aquele parafuso – ou fio – até vai funcionar em um primeiro momento. Porém, não vamos esquecer que o fusível é um componente importante para proteger o sistema elétrico do carro em caso de pane ou sobrecarga. No caso de uma sobrecarga elétrica, a gambiarra pode causar um superaquecimento na fiação e resultar até em incêndio.
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