A indústria automotiva tradicionalmente adora fazer inovações que vão bem além da engenharia. Até para se destacar em relação à concorrência, é preciso ter algum item diferente ou novidade. Só que muitas vezes as montadoras acabam por lançar modinhas irritantes e pouco úteis para o motorista.
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O que é pior, obviamente. No livre mercado, tais “inovações” são copiadas e seguidas quase que em rebanho pela concorrência. Tem de tudo. Desde painéis digitais ruins, a acabamentos internos esquisitos ou mesmo itens dispensáveis que persistem nos carros até hoje. Confira 7 modinhas irritantes das montadoras.
Quando a General Motors equipou versões especiais ou esportivas de seus modelos (Monza EF500, Vectra GSI etc), o painel de instrumentos digital logo fez soar um “uau” no mercado. O item era considerado bastante exclusivo para a época e associado a carros mais caros.
Quadro digital surgiu nos anos 1980, mas voltou nos últimos anos inclusive nos populares (Foto: Arquivo AutoPapo)
Ficamos um bom tempo sem as marcas generalistas investirem em painéis digitais, enquanto modelos mais modernos e configuráveis começaram a despontar em fabricantes de luxo, como Land Rover. No início dos anos 2010 a GM voltou a usar um quadro parcialmente digital no Sonic, em um equipamento que lembrava o cluster de motos.
A partir daí, começaram a aparecer as telinhas TFT dentro dos painéis em conjunto com os instrumentos analógicos. Até que o Grupo Volkswagen começou a popularizar o sensacional Active Info Display, o seu cluster configurável e eletrônico, e a Peugeot o inovador conceito de i-Cockpit.
Acabou que muitas marcas seguiram a modinha, só que várias em uma espécie de rascunho mal feito e pouco funcional. Hoje, o que parece é que algumas montadoras têm o cluster eletrônico só para dizerem que têm. É o caso dos painéis de modelos como o Citroën C3 ou o Renault Kwid, e mesmo do Hyundai HB20.
Centrais multimídias automotivas grandes e intuitivas não são uma modinha irritante das marcas, pelo contrário. O que irrita mesmo é quando as montadoras tascam comandos simples dentro e exclusivamente do sistema de infoentretenimento.
Para reduzir custo de produção e otimizar montagem, a central multimídia incorporou funções que dependiam de botões físicos (Foto: Ford | Divulgação)
Quem já não ficou perdido ao ter de regular a temperatura e a velocidade do ar-condicionado na central? Ou de verificar informações do computador de bordo? Tem carro em que até aumentar o volume do som é complicado.
Farol escurecido é marca registrada dos modelos esportivados, como o Chevrolet Tracker RS (Foto: GM | Divulgação)
Outro item que era exclusivo de carros esportivos, aventureiros ou esportivados e que virou uma modinha irritante entre as marcas. Hoje, boa parte dos carros já vem com lentes escurecidas nos faróis e lanternas, muitas vezes sem qualquer relação com a versão do carro em si – e que nem confere um visual harmonioso.
Quer coisa mais irritante do que essa modinha de acabamento em preto brilhante que as marcas de automóveis resolveram propagar? Não que a peça seja feia ou de mau gosto, mas o problema está geralmente na qualidade – longe de ser o black piano usado por uma Audi ou uma Mercedes.
Acabamento Black Piano virou modinha na indústria por remeter a sofisticação, mas acumula poeira e marca de dedos (Foto: Jeep | Divulgação)
O que acontece é que a peça brilhante vira um depósito de poeira e digitais visíveis. E que se você não tomar cuidado, ainda pode manchar ao limpar. Em muitos modelos de carros, mais uma vez parece que o black piano está lá só para a marca dizer que tem. E o que seria um sopro de requinte na cabine, pode virar um remendo que destoa do acabamento.
Se você oferece mudanças sequenciais no câmbio automático, elas que funcionem ao gosto do motorista. Mas o que se vê na maioria dos carros ATs é justamente o contrário. Você seleciona terceira e a central eletrônica já emenda para a quarta sem te pedir permissão.
Em nome da eficiência, programação das transmissões não deixam motorista ter pleno comando das marchas (Foto: Arquivo AutoPapo)
Se você quer reduzir mais para uma ultrapassagem ou curva, e a rotação estiver alta, não tem jeito: o câmbio vai automaticamente para a marcha que o conjunto entender como a mais apropriada para aquela situação.
As alças de segurança pouco a pouco somem dos carros. A justificativa é de que, com a eficiência dos cintos de segurança e o aumento no nível de segurança passiva dos automóveis, o item teria se tornado dispensável.
Mas que p#%&*@!!!! (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
Na verdade, uma boa desculpa para as montadoras economizarem. E a gente que fique sem onde se segurar no desespero quando pega carona com aquele cunhado barbeiro…
Alças do tipo pescoço de ganso são mais baratas de fabricar, mas roubam espaço do bagageiro (Foto: Marcelo Jabulas | AutoPapo)
Essa modinha irritante nenhuma montadora parece estar disposta a tirar de cena. Os famigerados pescoços de ganso, as alças das dobradiças das tampas do porta-malas, parecem existir desde que a roda foi inventada. Dificultam a colocação de bagagens mais altas ou acabam machucando malas e outros objetos que estejam no espaço.
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O que é pior, obviamente. No livre mercado, tais “inovações” são copiadas e seguidas quase que em rebanho pela concorrência. Tem de tudo. Desde painéis digitais ruins, a acabamentos internos esquisitos ou mesmo itens dispensáveis que persistem nos carros até hoje. Confira 7 modinhas irritantes das montadoras.
Modinha do painel digital
Quando a General Motors equipou versões especiais ou esportivas de seus modelos (Monza EF500, Vectra GSI etc), o painel de instrumentos digital logo fez soar um “uau” no mercado. O item era considerado bastante exclusivo para a época e associado a carros mais caros.
Quadro digital surgiu nos anos 1980, mas voltou nos últimos anos inclusive nos populares (Foto: Arquivo AutoPapo)
Ficamos um bom tempo sem as marcas generalistas investirem em painéis digitais, enquanto modelos mais modernos e configuráveis começaram a despontar em fabricantes de luxo, como Land Rover. No início dos anos 2010 a GM voltou a usar um quadro parcialmente digital no Sonic, em um equipamento que lembrava o cluster de motos.
A partir daí, começaram a aparecer as telinhas TFT dentro dos painéis em conjunto com os instrumentos analógicos. Até que o Grupo Volkswagen começou a popularizar o sensacional Active Info Display, o seu cluster configurável e eletrônico, e a Peugeot o inovador conceito de i-Cockpit.
Acabou que muitas marcas seguiram a modinha, só que várias em uma espécie de rascunho mal feito e pouco funcional. Hoje, o que parece é que algumas montadoras têm o cluster eletrônico só para dizerem que têm. É o caso dos painéis de modelos como o Citroën C3 ou o Renault Kwid, e mesmo do Hyundai HB20.
Comandos básicos na central multimídia
Centrais multimídias automotivas grandes e intuitivas não são uma modinha irritante das marcas, pelo contrário. O que irrita mesmo é quando as montadoras tascam comandos simples dentro e exclusivamente do sistema de infoentretenimento.
Para reduzir custo de produção e otimizar montagem, a central multimídia incorporou funções que dependiam de botões físicos (Foto: Ford | Divulgação)
Quem já não ficou perdido ao ter de regular a temperatura e a velocidade do ar-condicionado na central? Ou de verificar informações do computador de bordo? Tem carro em que até aumentar o volume do som é complicado.
Faróis e lanternas com lentes escurecidas
Farol escurecido é marca registrada dos modelos esportivados, como o Chevrolet Tracker RS (Foto: GM | Divulgação)
Outro item que era exclusivo de carros esportivos, aventureiros ou esportivados e que virou uma modinha irritante entre as marcas. Hoje, boa parte dos carros já vem com lentes escurecidas nos faróis e lanternas, muitas vezes sem qualquer relação com a versão do carro em si – e que nem confere um visual harmonioso.
Acabamento de black piano
Quer coisa mais irritante do que essa modinha de acabamento em preto brilhante que as marcas de automóveis resolveram propagar? Não que a peça seja feia ou de mau gosto, mas o problema está geralmente na qualidade – longe de ser o black piano usado por uma Audi ou uma Mercedes.
Acabamento Black Piano virou modinha na indústria por remeter a sofisticação, mas acumula poeira e marca de dedos (Foto: Jeep | Divulgação)
O que acontece é que a peça brilhante vira um depósito de poeira e digitais visíveis. E que se você não tomar cuidado, ainda pode manchar ao limpar. Em muitos modelos de carros, mais uma vez parece que o black piano está lá só para a marca dizer que tem. E o que seria um sopro de requinte na cabine, pode virar um remendo que destoa do acabamento.
Trocas de marchas sequenciais pouco permissivas
Se você oferece mudanças sequenciais no câmbio automático, elas que funcionem ao gosto do motorista. Mas o que se vê na maioria dos carros ATs é justamente o contrário. Você seleciona terceira e a central eletrônica já emenda para a quarta sem te pedir permissão.
Em nome da eficiência, programação das transmissões não deixam motorista ter pleno comando das marchas (Foto: Arquivo AutoPapo)
Se você quer reduzir mais para uma ultrapassagem ou curva, e a rotação estiver alta, não tem jeito: o câmbio vai automaticamente para a marcha que o conjunto entender como a mais apropriada para aquela situação.
Sumiço da alça PQP
As alças de segurança pouco a pouco somem dos carros. A justificativa é de que, com a eficiência dos cintos de segurança e o aumento no nível de segurança passiva dos automóveis, o item teria se tornado dispensável.
Mas que p#%&*@!!!! (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
Na verdade, uma boa desculpa para as montadoras economizarem. E a gente que fique sem onde se segurar no desespero quando pega carona com aquele cunhado barbeiro…
Pescoço de ganso no porta-malas
Alças do tipo pescoço de ganso são mais baratas de fabricar, mas roubam espaço do bagageiro (Foto: Marcelo Jabulas | AutoPapo)
Essa modinha irritante nenhuma montadora parece estar disposta a tirar de cena. Os famigerados pescoços de ganso, as alças das dobradiças das tampas do porta-malas, parecem existir desde que a roda foi inventada. Dificultam a colocação de bagagens mais altas ou acabam machucando malas e outros objetos que estejam no espaço.
O post 7 modinhas irritantes das montadoras que invadiram os carros apareceu primeiro em AutoPapo.
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