Um comercial do Volkswagen Polo está despertando a ira de conservadores e religiosos: tudo porque a peça, desenvolvida para o Instagram, mostra um casal homossexual junto ao hatch. Originalmente, o vídeo foi veiculado em 2021, mas nesta semana acabou viralizando em grupos de WhatsApp e nas redes sociais. Muitos comentaristas criticaram a ação com declarações homofóbicas.
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Enquanto no exterior as peças publicitárias com referências ao público LGBTQIA+ são comuns – na década de 1990, a Subaru foi pioneira nas propagandas com foco nesse público -, no Brasil esse tipo de campanha ainda é pouco usual.
Mas o caso é que o comercial do Volkswagen Polo não é o primeira ação a tratar do tema do preconceito: outros fabricantes já abordaram a discriminação anteriormente, inclusive contra outros grupos minoritários.
Assista ao comercial do Volkswagen Polo:
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Entre as fabricantes de veículos estabelecidas no Brasil, a Fiat é, certamente, a que fez mais ações provocativas de marketing. A última polêmica envolvendo a marca ocorreu no ano passado, quando o jogador de vôlei Maurício Souza, então do Minas Tênis Clube, postou publicações de cunho homofóbico no Twitter: o estopim do caso foi a releitura do desenho do Super-Homem, que retratou o filho herói como bissexual.
A Fiat, que patrocinava o clube, pressionou para que o jogador se retratasse. Ele, então, postou um vídeo pedindo desculpas “a quem se sentiu ofendido”, mas dizendo que continuaria “defendendo o que acredita”. Logo em seguida, o Minas Tênis Clube rescindiu o contrato do atleta.
A ação causou uma onda de críticas nas redes sociais: algumas pessoas chegaram a propor um boicote aos veículos Fiat. Pelo visto não deu certo, já que, no ano passado, a marca liderou o mercado brasileiro.
Antes disso, porém, a Fiat já havia criado polêmica em outras ocasiões. Uma delas foi o comercial de lançamento do Brava, que relacionava o hatch médio aos 7 pecados capitais, como inveja, orgulho e avareza… A peça recebeu críticas de consumidores religiosos, mas ganhou até uma continuação, quando o fabricante lançou a versão esportiva HGT. Nela, o fabricante anunciava o surgimento de um novo pecado: a pressa!
Assista ao comercial do Fiat Brava:
Outra série de propagandas polêmicas falava sobre “mudança de conceitos”. A mais lembrada abordava o tema do racismo: mostrava um casal em um Fiat Palio, quando o marido, negro, sofria um ato de preconceito. Porém, ao contrário do que aconteceu com o comercial do Volkswagen Polo, essa peça teve boa recepção do público.
Muito antes da Volkswagen retratar um casal homossexual no comercial do Polo, a Chevrolet já havia insinuado um beijo gay em uma propaganda do Vectra GT. A diferença é que o casal em questão era formado por duas mulheres. Entretanto, o vídeo da marca foi bem mais discreto, até porque a cena durava poucos segundos.
Pintura de faixa dentro da própria fábrica da Nissan foi suficiente para despertar raiva
Outra que já incentivou a diversidade e acabou causando a ira dos consumidores mais conservadores foi a Nissan. E olha que a ação foi muito mais discreta que o comercial da Volkswagen com o Polo: a empresa simplesmente pintou uma faixa de pedestres com as cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBTQIA+. Outro detalhe é que a intervenção nem foi realizada em via pública, e sim dentro da própria fábrica da empresa.
Citroën recebeu críticas ao batizar cor de Rouge Lucifer; empresa acabou mudando o nome para Rouge Luc
O simples nome de uma cor disponibilizada para veículos Citroën foi capaz de despertar polêmica. Era um tom de vermelho que se chamava Rouge Lucifer e compôs a paleta do fabricante há cerca de 20 anos. Consumidores religiosos pressionaram a marca, que acabou rebatizando a opção de Rouge Luc.
Um comercial da Mercedes-Benz mostrou que o preconceito pode ir muito além de questões raciais ou de gênero: a classe social, pura e simples, já basta para despertar intolerância. Tudo porque a empresa colocou o a música “Passinho do Volante” – para quem não reconheceu, é aquela cujo refrão diz “ahhhh, lelek, lek, lek” -, de MC Federado e os Leleks, em um comercial do Classe A.
Foi o suficiente para despertar uma onda de críticas do público conservador. A alegação era que o funk, gênero musical que se surgiu em comunidades e acabou se popularizando, não combinava com a tradição aristocrática dos veículos da marca. O caso é que o comercial causou enorme repercussão: provavelmente, era exatamente isso que a Mercedes-Benz pretendia.
Assista ao comercial do Mercedes Classe A:
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Enquanto no exterior as peças publicitárias com referências ao público LGBTQIA+ são comuns – na década de 1990, a Subaru foi pioneira nas propagandas com foco nesse público -, no Brasil esse tipo de campanha ainda é pouco usual.
Mas o caso é que o comercial do Volkswagen Polo não é o primeira ação a tratar do tema do preconceito: outros fabricantes já abordaram a discriminação anteriormente, inclusive contra outros grupos minoritários.
Assista ao comercial do Volkswagen Polo:
Marcas que polemizaram antes do comercial do Polo
O AutoPapo relembra 5 fabricantes de veículos que já fizeram ações de marketing polêmicas no Brasil e acabaram causando a ira do público conservador. Confira o listão!
1. Fiat
Entre as fabricantes de veículos estabelecidas no Brasil, a Fiat é, certamente, a que fez mais ações provocativas de marketing. A última polêmica envolvendo a marca ocorreu no ano passado, quando o jogador de vôlei Maurício Souza, então do Minas Tênis Clube, postou publicações de cunho homofóbico no Twitter: o estopim do caso foi a releitura do desenho do Super-Homem, que retratou o filho herói como bissexual.
A Fiat, que patrocinava o clube, pressionou para que o jogador se retratasse. Ele, então, postou um vídeo pedindo desculpas “a quem se sentiu ofendido”, mas dizendo que continuaria “defendendo o que acredita”. Logo em seguida, o Minas Tênis Clube rescindiu o contrato do atleta.
A ação causou uma onda de críticas nas redes sociais: algumas pessoas chegaram a propor um boicote aos veículos Fiat. Pelo visto não deu certo, já que, no ano passado, a marca liderou o mercado brasileiro.
Antes disso, porém, a Fiat já havia criado polêmica em outras ocasiões. Uma delas foi o comercial de lançamento do Brava, que relacionava o hatch médio aos 7 pecados capitais, como inveja, orgulho e avareza… A peça recebeu críticas de consumidores religiosos, mas ganhou até uma continuação, quando o fabricante lançou a versão esportiva HGT. Nela, o fabricante anunciava o surgimento de um novo pecado: a pressa!
Assista ao comercial do Fiat Brava:
Outra série de propagandas polêmicas falava sobre “mudança de conceitos”. A mais lembrada abordava o tema do racismo: mostrava um casal em um Fiat Palio, quando o marido, negro, sofria um ato de preconceito. Porém, ao contrário do que aconteceu com o comercial do Volkswagen Polo, essa peça teve boa recepção do público.
2. Chevrolet
Muito antes da Volkswagen retratar um casal homossexual no comercial do Polo, a Chevrolet já havia insinuado um beijo gay em uma propaganda do Vectra GT. A diferença é que o casal em questão era formado por duas mulheres. Entretanto, o vídeo da marca foi bem mais discreto, até porque a cena durava poucos segundos.
3. Nissan
Pintura de faixa dentro da própria fábrica da Nissan foi suficiente para despertar raiva
Outra que já incentivou a diversidade e acabou causando a ira dos consumidores mais conservadores foi a Nissan. E olha que a ação foi muito mais discreta que o comercial da Volkswagen com o Polo: a empresa simplesmente pintou uma faixa de pedestres com as cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBTQIA+. Outro detalhe é que a intervenção nem foi realizada em via pública, e sim dentro da própria fábrica da empresa.
4. Citroën
Citroën recebeu críticas ao batizar cor de Rouge Lucifer; empresa acabou mudando o nome para Rouge Luc
O simples nome de uma cor disponibilizada para veículos Citroën foi capaz de despertar polêmica. Era um tom de vermelho que se chamava Rouge Lucifer e compôs a paleta do fabricante há cerca de 20 anos. Consumidores religiosos pressionaram a marca, que acabou rebatizando a opção de Rouge Luc.
5. Mercedes-Benz
Um comercial da Mercedes-Benz mostrou que o preconceito pode ir muito além de questões raciais ou de gênero: a classe social, pura e simples, já basta para despertar intolerância. Tudo porque a empresa colocou o a música “Passinho do Volante” – para quem não reconheceu, é aquela cujo refrão diz “ahhhh, lelek, lek, lek” -, de MC Federado e os Leleks, em um comercial do Classe A.
Foi o suficiente para despertar uma onda de críticas do público conservador. A alegação era que o funk, gênero musical que se surgiu em comunidades e acabou se popularizando, não combinava com a tradição aristocrática dos veículos da marca. O caso é que o comercial causou enorme repercussão: provavelmente, era exatamente isso que a Mercedes-Benz pretendia.
Assista ao comercial do Mercedes Classe A:
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