Nessa quinta (24) o Brasil irá enfrentar a Sérvia na Copa do Mundo, no Catar. Mas no mundo automotivo esses países já competiram entre si, mas o campo foi as ruas dos EUA. A briga foi no mercado de carros compactos de entrada.
Nos anos 80 os carros japoneses já estavam bem consolidados e já cobravam pela qualidade. Isso abriu espaço para novos competidores no segmento de carros de entrada. Foi nessa época que o empresário Malcolm Bricklin, o mesmo que levou a Subaru aos EUA, decidiu levar um carro iugoslavo para ser o modelo mais barato do país.
O Yugo traz parentesco com carros da Fiat (Foto: Yugo | Divulgação)
Esse carrinho era feito na Iugoslávia, em um local que hoje fica na Sérvia (Foto: Yugo | Divulgação)
O Yugo tinha ambição grande se comparando com Ford T e Fusca (Foto: Yugo | Divulgação)
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O carrinho fabricado pela Zastava foi vendido nos EUA como Yugo e chegou se comparando com o Ford Modelo T e o Fusca, carros populares históricos. A estratégia de Bricklin era de usar publicidade bem-humorada e vener o Yugo até para quem já tinha outros carros, sendo o compacto econômico para o uso diário.
A fábrica da Zastava ficava em Kragujevac, cidade que hoje fica localizada na Sérvia. A empresa tinha uma parceria com a Fiat, por isso o Yugo usava motores e plataforma derivados dos usados pelos 127 e 128. E por causa dos EUA, fizeram uma versão com câmbio automático.
A Volkswagen exportou os derivados do Gol para os EUA com o nome Fox (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Modelo de exportação trazia melhorias como injeção eletrônica e painel das versões mais caras (Foto: Volkswagen | Divulgação)
A Volkswagen foi ícone no segmento de carros compactos nos EUA com o Fusca, assim como foi em muitos outros mercados. O fim do besouro por lá trouxe o Golf como carro de entrada, mas o hatch cresceu e junto cresceu o seu preço.
Em 1987 o nosso Voyage e a Parati passaram a ser importados para os EUA com o nome Fox. Os carros receberam muitas mudanças, recebendo até injeção eletrônica no 1.8 AP.
A ideia era de entrar na briga dos carros baratos nos EUA com um veículo maior e com motorização mais potente. A falta de câmbio automático atrapalhou um pouco nas vendas. Apesar disso, o Fox conseguiu bons resultados de vendas e possui seus fãs por lá até hoje.
No período de tempo onde esses compactos do Brasil e da Sérvia competiram entre si, a situação econômica dos EUA estava melhorando. Com a virada dos anos 90 o petróleo já estava baixo a ponto de SUVs grandalhões virarem o carro padrão das famílias e esse segmento de carros baratos vindos de cantos diferentes do mundo sumir.
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Nos anos 80 os carros japoneses já estavam bem consolidados e já cobravam pela qualidade. Isso abriu espaço para novos competidores no segmento de carros de entrada. Foi nessa época que o empresário Malcolm Bricklin, o mesmo que levou a Subaru aos EUA, decidiu levar um carro iugoslavo para ser o modelo mais barato do país.
O Yugo traz parentesco com carros da Fiat (Foto: Yugo | Divulgação)
Esse carrinho era feito na Iugoslávia, em um local que hoje fica na Sérvia (Foto: Yugo | Divulgação)
O Yugo tinha ambição grande se comparando com Ford T e Fusca (Foto: Yugo | Divulgação)
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O carrinho fabricado pela Zastava foi vendido nos EUA como Yugo e chegou se comparando com o Ford Modelo T e o Fusca, carros populares históricos. A estratégia de Bricklin era de usar publicidade bem-humorada e vener o Yugo até para quem já tinha outros carros, sendo o compacto econômico para o uso diário.
A fábrica da Zastava ficava em Kragujevac, cidade que hoje fica localizada na Sérvia. A empresa tinha uma parceria com a Fiat, por isso o Yugo usava motores e plataforma derivados dos usados pelos 127 e 128. E por causa dos EUA, fizeram uma versão com câmbio automático.
Quando começou o Brasil x Sérvia nas ruas dos EUA
A Volkswagen exportou os derivados do Gol para os EUA com o nome Fox (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Modelo de exportação trazia melhorias como injeção eletrônica e painel das versões mais caras (Foto: Volkswagen | Divulgação)
A Volkswagen foi ícone no segmento de carros compactos nos EUA com o Fusca, assim como foi em muitos outros mercados. O fim do besouro por lá trouxe o Golf como carro de entrada, mas o hatch cresceu e junto cresceu o seu preço.
Em 1987 o nosso Voyage e a Parati passaram a ser importados para os EUA com o nome Fox. Os carros receberam muitas mudanças, recebendo até injeção eletrônica no 1.8 AP.
A ideia era de entrar na briga dos carros baratos nos EUA com um veículo maior e com motorização mais potente. A falta de câmbio automático atrapalhou um pouco nas vendas. Apesar disso, o Fox conseguiu bons resultados de vendas e possui seus fãs por lá até hoje.
No período de tempo onde esses compactos do Brasil e da Sérvia competiram entre si, a situação econômica dos EUA estava melhorando. Com a virada dos anos 90 o petróleo já estava baixo a ponto de SUVs grandalhões virarem o carro padrão das famílias e esse segmento de carros baratos vindos de cantos diferentes do mundo sumir.
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