Não é um negócio que acontece rotineiramente: afinal não é todo dia que se vende uma fábrica de automóveis. E, por isso, tanta fofoca, com direito a “fake news” (e “true news”) sobre a venda das instalações da Ford em Camaçari (BA) para a chinesa BYD.
É verdade que já rola há meses um namoro entre norte-americanos e chineses. Natural, pois a Ford quer vender sua fábrica fechada desde janeiro de 2021. E a BYD já fabrica (em Campinas-SP), há alguns anos, baterias, células fotovoltaicas e chassis para ônibus e caminhões. Aumenta agora seu portfolio com os automóveis: começou importando mas pretende produzi-los localmente. Exatamente o mesmo roteiro de outra poderosa chinesa, a Great Wall Motors (GWM). Que comprou a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP).
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Então, já teve jornalista afobado que deu como concluído o negócio entre BYD e Ford. E até outro mal-informado que noticiou a “doação” pelo governo da Bahia da fábrica de Camaçari para a marca chinesa.
Planta de Camaçari (BA) poderia ser o caminho mais rápido para a BYD começar a produzir no Brasil (Foto: BYD | Divulgação)
Então, a verdade é que a BYD precisa ampliar suas instalações industriais para produzir também automóveis. E sabe ser mais vantajoso adquirir um prédio pronto – mesmo com as modificações necessárias – que construir um novo, mais caro e mais demorado. E a enorme fábrica de Camaçari (capacidade para produzir 300 mil carros por ano) comporta com folga todas as necessidades da chinesa.
Claro que o governo baiano é o cupido deste namoro, pois tem o maior interesse em reativar a fábrica da Ford e recuperar parte dos empregos perdidos há dois anos. E vem participando ativamente das negociações, oferecendo vantagens (isenções tributárias) para a BYD assumir as instalações e reiniciar as operações.
EcoSport era um dos modelos produzidos na planta de Camaçari (Foto: Ford | Divulgação)
Ford e BYD, consultadas, confirmam as negociações, mas negam que estejam concluídas e dizem que “ainda terá que passar muita água sob a ponte” até que o namoro vire casamento.
Quando à noticiada “doação” da fábrica: desde quando governo pode doar (num país de regime capitalista…) imóvel de empresa privada?
O post BYD e Ford: namoro ainda não chegou ao altar apareceu primeiro em AutoPapo.
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É verdade que já rola há meses um namoro entre norte-americanos e chineses. Natural, pois a Ford quer vender sua fábrica fechada desde janeiro de 2021. E a BYD já fabrica (em Campinas-SP), há alguns anos, baterias, células fotovoltaicas e chassis para ônibus e caminhões. Aumenta agora seu portfolio com os automóveis: começou importando mas pretende produzi-los localmente. Exatamente o mesmo roteiro de outra poderosa chinesa, a Great Wall Motors (GWM). Que comprou a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP).
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Então, já teve jornalista afobado que deu como concluído o negócio entre BYD e Ford. E até outro mal-informado que noticiou a “doação” pelo governo da Bahia da fábrica de Camaçari para a marca chinesa.
Planta de Camaçari (BA) poderia ser o caminho mais rápido para a BYD começar a produzir no Brasil (Foto: BYD | Divulgação)
Então, a verdade é que a BYD precisa ampliar suas instalações industriais para produzir também automóveis. E sabe ser mais vantajoso adquirir um prédio pronto – mesmo com as modificações necessárias – que construir um novo, mais caro e mais demorado. E a enorme fábrica de Camaçari (capacidade para produzir 300 mil carros por ano) comporta com folga todas as necessidades da chinesa.
Claro que o governo baiano é o cupido deste namoro, pois tem o maior interesse em reativar a fábrica da Ford e recuperar parte dos empregos perdidos há dois anos. E vem participando ativamente das negociações, oferecendo vantagens (isenções tributárias) para a BYD assumir as instalações e reiniciar as operações.
EcoSport era um dos modelos produzidos na planta de Camaçari (Foto: Ford | Divulgação)
Ford e BYD, consultadas, confirmam as negociações, mas negam que estejam concluídas e dizem que “ainda terá que passar muita água sob a ponte” até que o namoro vire casamento.
Quando à noticiada “doação” da fábrica: desde quando governo pode doar (num país de regime capitalista…) imóvel de empresa privada?
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