Um sedan totalmente elétrico e bastante rápido: os dois motores elétricos desenvolvem 494 cv de potência e 69 kgfm de torque permitem acelerar de zero a 100 km/h em apenas 3,9 segundos. Mas o veículo também é grande e luxuoso, com mais de 2 toneladas de peso, 5 metros de comprimento, 3 m de distância entre-eixos e interior sofisticado. Esse é o Han, que chega ao Brasil para servir de vitrine para a marca chinesa BYD (sigla de Build Your Dreams).
O fabricante deixa claro que o objetivo do sedan não é alcançar grandes volumes de vendas – essa missão é do SUV Tan, já vendido no país -, e sim causar impacto no mercado e ajudar a construir uma imagem de tecnologia. O preço, inclusive, já revela que será difícil ver um BYD Han nas ruas: cada uma das 50 unidades do primeiro lote importado ao Brasil custa R$ 539.990.
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Os pacotes de equipamentos e motorização são fechados, e o comprador escolhe apenas as cores do interior e da carroceria. Existem cinco opções: vermelho, branco, azul, preto e cinza.
Ousada, a marca chinesa aponta como concorrentes sedans de alto luxo de marcas tradicionais, como Porsche Taycan, BMW Série 7 e Mercedes Classe S, entre outros medalhões. De acordo com a BYD, o Han compete não apenas modelos elétricos, mas também híbridos, mas também com híbridos e até com veículos com motorização tradicional, a combustão.
Para isso, aposta em uma autonomia de até 500 km no ciclo NEDC, proporcionada por baterias em fosfato de ferro e lítio de 76,9 kWh. O tempo máximo de recarga em um terminal AC (que já vem com o veículo) é de 12 horas. Em uma estação rápida, porém, bastam 25 minutos para uma recarga de 30% a 80%.
A BYD oferece uma garantia de 8 anos sem limite de quilometragem para as baterias. Para o veículo como um todo, esse prazo é de 5 anos ou 500 mil quilômetros. Por enquanto, há só uma concessionária BYD no país, localizada em São Paulo (SP). Entretanto, ainda neste ano, a empresa promete ter uma rede de 15 autorizadas espalhadas por todas as regiões. Em 2023, a marca pretende chegar a 45 pontos de assistência.
Outra vantagem dessa solução, segundo o fabricante, é o baixo risco de incêndio em acidentes. No mais, no quesito segurança, o modelo conta com toda a sorte de auxílios de direção semiautônoma, além de nove airbags.
Porém, o maior destaque do BYD Han é o interior. Espaçoso e sofisticado, traz uma série de telas multifuncionais, inclusive para os ocupantes do banco traseiro. A principal delas, localizada no centro do painel, tem 15,6 polegadas e função giratória: ao toque de um botão (no volante ou no próprio equipamento), é possível deixá-la em posição horizontal, como uma televisão, ou vertical, como um tablet.
Além das funções de conectividade tradicionais, a central multimídia inclui uma câmera voltada para os ocupantes: o objetivo é permitir a realização de uma videoconferência a bordo. Contudo, o recurso mais inusitado é uma ferramenta de karaokê! Nos veículos mostrados à imprensa, essa função ainda estava em mandarim, mas a BYD afirma que isso não ocorrerá nos exemplares colocados à venda.
Outro destaque a bordo é o acabamento, que realmente parece estar à altura dos ditos concorrentes: luxuoso, emprega couro legítimo, madeira de lei (não é apenas imitação feita em plástico) e alumínio. Claro, há teto solar panorâmico e ajustes elétricos de tudo, até da coluna de direção e dos bancos traseiros. Em relação ao segmento, porém, há uma falta: função de massagem nas poltronas, que trazem “apenas” aquecimento e ventilação.
Entretanto, do lado de fora, o BYD Han impressiona menos que do lado de dentro. Não que ele não seja bonito, pelo contrário: o design é arrojado e aerodinâmico, o que encontra comprovação no cx de apenas 0,23. As rodas de 19 polegadas, além de belas, exibem discos de freio Brembo perfurados À noite, a iluminação totalmente em LED, tanto nos faróis quanto nas lanternas, ajuda a destacar o sedan elétrico.
Porém, o caso é que, apesar de imponente, parece faltar personalidade ao sedan. Por mais que o design seja obra de Wolfgang Egger, que já trabalhou na Audi, as linhas da carroceria são um tanto genéricas: lembram os veículos da Tesla e também os da própria marca alemã. Já a traseira parece ter traços dos modelos da Porsche.
O AutoPapo ainda participará do test drive do BYD Han e, logo mais, atualizará esta matéria com as impressões sobre a dirigibilidade do sedan.
O post BYD Han: sedan elétrico chinês é luxuoso, mas custa mais de meio milhão apareceu primeiro em AutoPapo.
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O fabricante deixa claro que o objetivo do sedan não é alcançar grandes volumes de vendas – essa missão é do SUV Tan, já vendido no país -, e sim causar impacto no mercado e ajudar a construir uma imagem de tecnologia. O preço, inclusive, já revela que será difícil ver um BYD Han nas ruas: cada uma das 50 unidades do primeiro lote importado ao Brasil custa R$ 539.990.
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Os pacotes de equipamentos e motorização são fechados, e o comprador escolhe apenas as cores do interior e da carroceria. Existem cinco opções: vermelho, branco, azul, preto e cinza.
BYD Han encara Porsche, BMW, Mercedes e Audi
Ousada, a marca chinesa aponta como concorrentes sedans de alto luxo de marcas tradicionais, como Porsche Taycan, BMW Série 7 e Mercedes Classe S, entre outros medalhões. De acordo com a BYD, o Han compete não apenas modelos elétricos, mas também híbridos, mas também com híbridos e até com veículos com motorização tradicional, a combustão.
Para isso, aposta em uma autonomia de até 500 km no ciclo NEDC, proporcionada por baterias em fosfato de ferro e lítio de 76,9 kWh. O tempo máximo de recarga em um terminal AC (que já vem com o veículo) é de 12 horas. Em uma estação rápida, porém, bastam 25 minutos para uma recarga de 30% a 80%.
A BYD oferece uma garantia de 8 anos sem limite de quilometragem para as baterias. Para o veículo como um todo, esse prazo é de 5 anos ou 500 mil quilômetros. Por enquanto, há só uma concessionária BYD no país, localizada em São Paulo (SP). Entretanto, ainda neste ano, a empresa promete ter uma rede de 15 autorizadas espalhadas por todas as regiões. Em 2023, a marca pretende chegar a 45 pontos de assistência.
Segurança e conectividade: tem até karaokê
Outra vantagem dessa solução, segundo o fabricante, é o baixo risco de incêndio em acidentes. No mais, no quesito segurança, o modelo conta com toda a sorte de auxílios de direção semiautônoma, além de nove airbags.
Porém, o maior destaque do BYD Han é o interior. Espaçoso e sofisticado, traz uma série de telas multifuncionais, inclusive para os ocupantes do banco traseiro. A principal delas, localizada no centro do painel, tem 15,6 polegadas e função giratória: ao toque de um botão (no volante ou no próprio equipamento), é possível deixá-la em posição horizontal, como uma televisão, ou vertical, como um tablet.
Além das funções de conectividade tradicionais, a central multimídia inclui uma câmera voltada para os ocupantes: o objetivo é permitir a realização de uma videoconferência a bordo. Contudo, o recurso mais inusitado é uma ferramenta de karaokê! Nos veículos mostrados à imprensa, essa função ainda estava em mandarim, mas a BYD afirma que isso não ocorrerá nos exemplares colocados à venda.
BYD Han tem interior sofisticado
Outro destaque a bordo é o acabamento, que realmente parece estar à altura dos ditos concorrentes: luxuoso, emprega couro legítimo, madeira de lei (não é apenas imitação feita em plástico) e alumínio. Claro, há teto solar panorâmico e ajustes elétricos de tudo, até da coluna de direção e dos bancos traseiros. Em relação ao segmento, porém, há uma falta: função de massagem nas poltronas, que trazem “apenas” aquecimento e ventilação.
Entretanto, do lado de fora, o BYD Han impressiona menos que do lado de dentro. Não que ele não seja bonito, pelo contrário: o design é arrojado e aerodinâmico, o que encontra comprovação no cx de apenas 0,23. As rodas de 19 polegadas, além de belas, exibem discos de freio Brembo perfurados À noite, a iluminação totalmente em LED, tanto nos faróis quanto nas lanternas, ajuda a destacar o sedan elétrico.
Porém, o caso é que, apesar de imponente, parece faltar personalidade ao sedan. Por mais que o design seja obra de Wolfgang Egger, que já trabalhou na Audi, as linhas da carroceria são um tanto genéricas: lembram os veículos da Tesla e também os da própria marca alemã. Já a traseira parece ter traços dos modelos da Porsche.
O AutoPapo ainda participará do test drive do BYD Han e, logo mais, atualizará esta matéria com as impressões sobre a dirigibilidade do sedan.
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