Aumenta a quantidade de influencers (palpiteiros) num setor que exige conhecimento técnico. E daí, uma avalanche de palpites errados.
Listei 10 palpites mais absurdos que já vi por aí.
“Não pode rodar com menos de ¼ de combustível no tanque”. Alguém leu isso no manual? Ou ouviu isso de alguma concessionária ou fábrica? Mas os palpiteiros (que estão tomando conta do mercado) insistem em levar Fake News, quase sempre alarmistas. E ainda explicam “tecnicamente”: “a bomba de combustível é refrigerada pelo líquido em sua volta. Se ele estiver abaixo, ela pode esquentar e até se queimar”.
Nada disso: o que refrigera a bomba é o combustível que passa internamente, aspirado por ela mesma. O que deve se evitar é deixar o tanque quase vazio para não se aspirar as últimas gotas com sujeirinhas em seu fundo. Mesmo assim, existe um filtro que atenua o problema.
VEJA TAMBÉM:
Aí os palpiteiros se dividem. Alguns sugerem aumentar a pressão recomendada pelo manual para reduzir o consumo. Outros, com pressão inferior para deixar o carro mais “macio”. Os primeiros não estão totalmente errados, pois maior pressão reduz atrito e também o consumo. Mas se esquecem de que ela induz ao desgaste irregular e mais rápido do pneu, que pode acabar custando mais que a economia de combustível.
Além de deixar o carro mais “duro” e aumentar o esforço de componentes da suspensão. Já a pressão inferior à recomendada também é danosa. Pode até deixar o carro mais “macio”, porém também provoca um desgaste maior dos pneus e ainda compromete a estabilidade e a frenagem do automóvel.
Sopa no mel para os chatos de plantão. “Onde já se viu reduzir o numero de cilindros?” é o que perguntam com insistência, tentando provar que o motor vai perder durabilidade. Ignoram toda a engenharia aplicada pela fábrica, pois o que define sua resistência é o projeto, são os materiais utilizados, os processos de manufatura, os testes de dinamômetro, etc.
Os tricilíndricos já existem no mundo inteiro, em quase todas as marcas e nunca sinalizaram durar menos que os de quatro (ou mais) cilindros.
Outro prato cheio para eles. “O álcool reduz a vida útil do motor, corrói seus componentes, suja os bicos, tem menor poder energético e exige maior taxa de compressão” e mais um sem fim de bobagens. Esquecendo-se de que convivemos muitos anos com motores a álcool em todos os automóveis, na década de 80 (Pró-Álcool). Sem nenhum dos problemas de que são acusados hoje.
Pelo contrário, são mais limpos, possuem apenas 1/3 do carbono contido na gasolina, octanagem mais elevada, emitem menos gases poluentes e a cana ainda absorve CO2 ao crescer no campo.
CARRO AUTOMÁTICO NÃO PEGA NO TRANCO DE JEITO NENHUM
Só mesmo a falta de conhecimento mínimo de mecânica para uma afirmação inconsequente como esta. No câmbio automático (convencional), o conversor de torque (que substitui a embreagem) fica imóvel com o motor desligado. Então não adianta “embalar o carro a 60km/h em Neutro e jogar Drive” pois câmbio e motor não serão acoplados.
“Descer de ponto morto economiza combustível”. É o contrário, em todos os carros modernos, com injeção ao invés de carburador. Pois, engrenado, as rodas movimentam o motor sem alimentação. De ponto- morto, ele precisa receber combustível para continuar funcionando.
Foto: AutoPapo | Ernani Abrahão
O carro entra fervendo na oficina. E o mecânico, formado na UFQ (Universidade Fundo do Quintal), joga fora a válvula. “Só é necessária em países frios de Primeiro Mundo…”. E o carro sai “perfeito” da oficina, sem voltar a ferver. O problema estava mesmo na válvula emperrada, mas ela deveria ter sido substituída, para evitar de o motor trabalhar em baixas temperaturas. Depois, o consumo aumenta e o dono do carro não sabe porquê….
Os palpiteiros discutem: qual gasolina aumenta a potência? A aditivada ou a Premium? A rigor, nenhuma das duas! Só a Premium, no caso de carros com alta taxa de compressão (importados sofisticados, esportivos, de luxo, etc). Em motores normais, usar a Premium é jogar dinheiro no lixo. E a aditivada, embora a propaganda de todas insinue o contrário, só mantem o motor limpo.
A foto ‘clássica’ do carro flex…
Claro que não, embora a internet (porta-voz oficinal das fake news) insista no contrário. Pode-se usar só etanol ou só gasolina durante meses, sem problema. Na troca para o outro, o sistema de injeção recebe sinal de um sensor acusando qual deles está no tanque e ajusta o motor.
Não acredite nesta balela de que postos sem bandeira fornecem combustível adulterado. A qualidade do que sai das bombas não está na marca, mas na honestidade do posto. Corre-se o mesmo risco de receber no tanque gasolina com metanol (álcool tóxico e proibido) num Shell, Ipiranga como num outro sem bandeira.
Listei 10 palpites mais absurdos que já vi por aí.
1. Tanque na reserva queima a bomba
“Não pode rodar com menos de ¼ de combustível no tanque”. Alguém leu isso no manual? Ou ouviu isso de alguma concessionária ou fábrica? Mas os palpiteiros (que estão tomando conta do mercado) insistem em levar Fake News, quase sempre alarmistas. E ainda explicam “tecnicamente”: “a bomba de combustível é refrigerada pelo líquido em sua volta. Se ele estiver abaixo, ela pode esquentar e até se queimar”.
Nada disso: o que refrigera a bomba é o combustível que passa internamente, aspirado por ela mesma. O que deve se evitar é deixar o tanque quase vazio para não se aspirar as últimas gotas com sujeirinhas em seu fundo. Mesmo assim, existe um filtro que atenua o problema.
VEJA TAMBÉM:
2. Pressão do pneu
Aí os palpiteiros se dividem. Alguns sugerem aumentar a pressão recomendada pelo manual para reduzir o consumo. Outros, com pressão inferior para deixar o carro mais “macio”. Os primeiros não estão totalmente errados, pois maior pressão reduz atrito e também o consumo. Mas se esquecem de que ela induz ao desgaste irregular e mais rápido do pneu, que pode acabar custando mais que a economia de combustível.
Além de deixar o carro mais “duro” e aumentar o esforço de componentes da suspensão. Já a pressão inferior à recomendada também é danosa. Pode até deixar o carro mais “macio”, porém também provoca um desgaste maior dos pneus e ainda compromete a estabilidade e a frenagem do automóvel.
3. Três cilindros

Sopa no mel para os chatos de plantão. “Onde já se viu reduzir o numero de cilindros?” é o que perguntam com insistência, tentando provar que o motor vai perder durabilidade. Ignoram toda a engenharia aplicada pela fábrica, pois o que define sua resistência é o projeto, são os materiais utilizados, os processos de manufatura, os testes de dinamômetro, etc.
Os tricilíndricos já existem no mundo inteiro, em quase todas as marcas e nunca sinalizaram durar menos que os de quatro (ou mais) cilindros.
4. Etanol
Outro prato cheio para eles. “O álcool reduz a vida útil do motor, corrói seus componentes, suja os bicos, tem menor poder energético e exige maior taxa de compressão” e mais um sem fim de bobagens. Esquecendo-se de que convivemos muitos anos com motores a álcool em todos os automóveis, na década de 80 (Pró-Álcool). Sem nenhum dos problemas de que são acusados hoje.
Pelo contrário, são mais limpos, possuem apenas 1/3 do carbono contido na gasolina, octanagem mais elevada, emitem menos gases poluentes e a cana ainda absorve CO2 ao crescer no campo.
5. Carro automático pega no tranco

CARRO AUTOMÁTICO NÃO PEGA NO TRANCO DE JEITO NENHUM
Só mesmo a falta de conhecimento mínimo de mecânica para uma afirmação inconsequente como esta. No câmbio automático (convencional), o conversor de torque (que substitui a embreagem) fica imóvel com o motor desligado. Então não adianta “embalar o carro a 60km/h em Neutro e jogar Drive” pois câmbio e motor não serão acoplados.
6. “Banguela”
“Descer de ponto morto economiza combustível”. É o contrário, em todos os carros modernos, com injeção ao invés de carburador. Pois, engrenado, as rodas movimentam o motor sem alimentação. De ponto- morto, ele precisa receber combustível para continuar funcionando.
7. Válvula termostática

Foto: AutoPapo | Ernani Abrahão
O carro entra fervendo na oficina. E o mecânico, formado na UFQ (Universidade Fundo do Quintal), joga fora a válvula. “Só é necessária em países frios de Primeiro Mundo…”. E o carro sai “perfeito” da oficina, sem voltar a ferver. O problema estava mesmo na válvula emperrada, mas ela deveria ter sido substituída, para evitar de o motor trabalhar em baixas temperaturas. Depois, o consumo aumenta e o dono do carro não sabe porquê….
8. Desempenho
Os palpiteiros discutem: qual gasolina aumenta a potência? A aditivada ou a Premium? A rigor, nenhuma das duas! Só a Premium, no caso de carros com alta taxa de compressão (importados sofisticados, esportivos, de luxo, etc). Em motores normais, usar a Premium é jogar dinheiro no lixo. E a aditivada, embora a propaganda de todas insinue o contrário, só mantem o motor limpo.
9. Flex vicia?

A foto ‘clássica’ do carro flex…
Claro que não, embora a internet (porta-voz oficinal das fake news) insista no contrário. Pode-se usar só etanol ou só gasolina durante meses, sem problema. Na troca para o outro, o sistema de injeção recebe sinal de um sensor acusando qual deles está no tanque e ajusta o motor.
10. Posto bandeira branca
Não acredite nesta balela de que postos sem bandeira fornecem combustível adulterado. A qualidade do que sai das bombas não está na marca, mas na honestidade do posto. Corre-se o mesmo risco de receber no tanque gasolina com metanol (álcool tóxico e proibido) num Shell, Ipiranga como num outro sem bandeira.