Notícia Carros difíceis de substituir: esses 5 foram praticamente ‘imortais’

Nós da imprensa e muitos leitores mais entusiastas gostamos de discutir méritos dos carros novos e evoluções técnicas, porém o mercado nem sempre quer saber de modernidade. Muitos sucessos de vendas se devem por tradição e fama, o que fazem alguns modelos serem difíceis de substituir.

Você certamente conhece alguém que comprou um carro, gostou tanto que sempre troca por um igual. Ou então são empresas que padronizam a frota. Esses são os modelos que as fabricantes têm a maior dificuldade para criar um sucessor. Listamos abaixo os que foram mais duros na queda.

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1. Volkswagen Fusca​

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O Fusca tem uma legião de fãs que não o troca por nada (Foto: Volkswagen | Divulgação)
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O Brasilia usava a mecânica do Fusca em uma carroceria mais prática (Foto: Volkswagen | Divulgação)
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O Gol foi bem sucedido. Bem até demais (Foto: Volkswagen | Divulgação)

O Fusca é a Volkswagen, a marca alemã foi criada após a Segunda Guerra Mundial em torno desse projeto de carro popular feito nos anos 30. Apesar de nossa lista focar no Brasil, é bom lembrar que foi difícil substituir o besouro até no exterior, tarefa que o Golf teve que enfrentar.

Voltando ao nosso país tropical, a Volkswagen tentou suceder o Fusca pela primeira vez com o Brasilia. Esse hatch reaproveitava a mecânica refrigerada a ar e o motor traseiro, mas usava uma carroceria de estilo moderno e mais prática.

De 1973 a 1982 o Brasília viveu às sombras do Fusca. Em 1980 veio a segunda tentativa, que foi com o Gol. Demorou um pouco mas ele finalmente conseguiu substituir o velho besouro, que saiu de linha em 1986. Até voltar para um segundo round em 1993, que durou pouco tempo.

2. Fiat Mille​

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Assim como o Fusca, o Mille fez sucesso por ser robusto e simple (Foto: Fiat | Divulgação)
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O Palio Fire deveria ser o substituto, mas virou companheiro de concessionária (Foto: Fiat | Divulgação)

A Fiat nacionalizou o Uno para substituir o 147, que foi uma tarefa fácil. Ele estourou quando veio os incentivos aos carros 1.0, de onde nasceu o popular Mille. A chegada do Palio deveria aposentar o hatch dos anos 80, mas não conseguiu.

Palio e Mille conviveram juntos por muitos anos. O novo Uno, lançado em 2010, não tirou o veterano de campo. E no fim das contas, a Fiat oferecia três carros de entrada diferentes.

O Mille foi finalmente derrotado no final de 2013, já que em 2014 os airbags passariam a ser obrigatórios. Seu legado continuou até o final de 2021 com o novo Uno, que também teve que ser aposentado pela força da legislação.

3. Chevrolet Astra​

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O publico de carro médio costuma gostar mais de novidade, mas se apegou ao Astra (Foto: Chevrolet | Divulgação)
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O Vectra GT era um belo substituto (Foto: Chevrolet | Divulgação)

No segmento de carros médios é mais fácil substituir um carro datado, já que o consumidor é mais interessado em novidades. O Chevrolet Astra, entretanto, foi um caso mais difícil. Em tese, o Vectra GT, lançado em 2007, deveria ser seu sucessor.

Na prática, a novidade não abalou o Astra. Mesmo perdendo versões, o hatch mais velho continuou vendendo mais que o Vectra GT. Em 2011 ambos saíram de linha juntos para dar lugar ao Cruze, que por sinal nunca repetiu as voas vendas do Astra.

4. Fiat Palio​

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O novo Palio não conseguiu matar o antigo (Foto: Fiat | Divulgação)
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Ao longo de 23 anos, perua passou por quatro reestilizações, mas nunca ganhou uma geração inteiramente nova (Foto: Fiat | Divulgação)

Anteriormente falamos que o Palio não derrubou o Mille, mas isso não significa que ele não tenha sido um sucesso e encontrou seu nicho. O novo Uno, de certa forma, poderia ser seu sucessor, já que ficava embrenhado junto da versão antiga Fire e dos modelos 1.0 e 1.4.

Em 2011 veio uma nova geração do Palio, que matou os modelos mais equipados. Porém o Fire continuou firme e forte, saindo de linha junto da geração nova em 2017. Nem mesmo o urbano Mobi foi ameaça.

A perua Weekend durou ainda mais que o hatch, foi até 2020. Ela morreu sem concorrentes e tinha venda cativa com frotas, taxistas e serviu como viatura policial. Sua saída não conseguiu ser coberta por outro modelo da Fiat, foi tão difícil de substituir que deixou uma lacuna no mercado.

5. Volkswagen Gol​

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O Gol repetiu a teimosia do Fusca (Foto: Volkswagen | Divulgação)
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O Fox era um carro inteligente, porém o consumidor do Gol era tradicionalista (Foto: Volkswagen | Divulgação)
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O Polo Track agora é o carro de entrada da marca e tem uma missão importante (Foto: Volkswagen | Divulgação)

O Fusca foi difícil de substituir, então é obvio que o sucessor também não ia morrer fácil. A Volkswagen começou a ensaiar o fim do Gol nos anos 90, quando sua plataforma já estava datada e o motor AP era ofuscado por propulsores mais modernos.

Primeiro veio o Polo, para pegar clientes das versões mais caras com seu conjunto refinado. O golpe de misericórdia era para ser do inteligente Fox, que tinha uma cabine espaçosa e acabamento simples. Mas o Gol continuou, obrigando o novato a subir de categoria.

Até mesmo o Up veio com essa função. Mas o Gol foi tão difícil de substituir que tanto o Fox quanto o Up nasceram e morreram sem derrubá-lo.

A nova geração do Gol continuou o sucesso desse nome no mercado e vendeu bem até sair de linha no final de 2022. Seu sucessor é o Polo Track, que acabou de estrear no mercado e não sabemos ainda se vai repetir o sucesso. Bons atributos ele tem, falta saber se os consumidores concorda.


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