Notícia Carros japoneses têm defeitos sim; conheça os mais irritantes

Os carros japoneses já conquistaram o mundo: o Corolla foi por anos o carro mais vendido no mundo, a picape Hilux é referência mundial em seu segmento, o jipe Land Cruiser foi o primeiro veículo visto por muitos povos isolados na África e a Toyota junto da Honda desbancaram os carros de passeio da General Motors, Ford e Chrysler nos EUA.

No Brasil temos o Corolla dominando o mercado de sedãs médios desde a geração apelidada de “Brad Pitt”, a Hilux lidera com folga o segmento de picapes médias e no mês de abril o Honda HR-V foi o carro mais vendido do país no varejo.

VEJA TAMBÉM:


Todo esse sucesso pode ser creditado a eficiência, durabilidade e confiabilidade dos carros japoneses. Mas isso não significa que eles não tenham defeitos. Pode ser por questões culturais do país ou normas das empresas, algumas características são comuns entre Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi e Suzuki.

Talvez os carros da Mazda também tenham essas chatices, mas infelizmente a marca não venda aqui para sabermos. Quer saber quais são os defeitos de (quase) todos carros japoneses? Confira na lista:

1. Comandos dos vidros​

honda civic si 2007 interior detalhe comando dos vidros porta do motorista

Só o motorista pode ter one-touch e ainda pode bloquear até o passageiro dianteiro (Foto: Honda | Divulgação)

Se você entrar em alguns dos carros zero km mais simples disponíveis no Brasil, como o Fiat Mobi Like, o Fiorino e o Citroën C3 Live, vai encontrar vidros elétricos com função one touch para subir e descer. Entre na luxuosa Nissan Frontier Platinum, que custa R$324.990, e você terá a função de um toque apenas para descer o do motorista.

Essa característica de ter a descida expressa apenas para o vidro do motorista era o padrão nos carros japoneses. A Toyota foi a primeira a entender que o consumidor brasileiro gosta do one-touch em todos os vidros, com a Honda vindo em seguida. A Nissan insiste e não oferecer a funcionalidade.

Outro função relacionada com os vidros que os japoneses não curtem colocar em seus carros é subir todos quando o carro é trancado. Nos Toyota, pelo menos, é possível fazer isso apertando e segurando o botão de trancar.

Muitos consumidores colocam módulos com essas funções vendidos no mercado de acessórios. Na hora de comprar um carro japonês usado é preciso tomar cuidado com esse tipo de equipamento, pois uma instalação mal-feita pode causar problemas na parte elétrica.

Por fim, existe um último defeito nos carros japoneses relacionado com os vidros: o botão de desativar as janelas traseiras também bloqueia a do passageiro.

2. Demora para adotar tecnologia e equipamentos​

toyota corolla 2015 frente 1

Demorou para o Corolla ter controle de estabilidade no Brasil, item que existia no exterior desde gerações anteriores (Foto: Toyota | Divulgação)

Esse defeito dos carros japoneses é mais voltado para as filiais brasileiras destas marcas. O público desses carros costuma ser taxado de conservador, mas isso não significa que são luditas.

O Toyota Corolla, por exemplo, só foi ter controle de estabilidade em 2018. Nesse ano já existiam compactos com esse equipamento. O Honda Fit só recebeu airbags laterais e de cortina no fim de sua carreira, em 2018. Já o novíssimo Nissan Sentra estreia com freio de estacionamento por pedal, assim como o Corolla Cross.

Quando o Etios chegou ao Brasil, ele chamou atenção por ser um lançamento com acionamento via cabo do acelerador e da embreagem. Em 2012 o acelerador eletrônico e a embreagem hidráulica já eram padrões em carros novos.

Na Honda demoraram a adotar os amortecedores com batente hidráulico, tecnologia criada no Brasil que evita a pancada seca quando a suspensão chega ao final do curso. O primeiro nacional da marca com isso foi o WR-V, sendo seguido pelo atual geração do City.

“Os japoneses demoram a colocar tecnologia, mas quando colocam fazem bem feito” dirá algum fanático. O problema é que muitos desses itens que faltam por aqui já existiam nesses carros em outros mercados. O Fit oferece seis airbags desde a primeira geração em outros mercados e o Corolla Cross tem freio de estacionamento eletrônico na Europa.

Hoje os japoneses estão mais espertos na hora de trazer novidades: pacote ADAS, centrais com conectividade sem fio e injeção direta já são praticamente padrão nos carros da Toyota e Honda. A geração atual do Corolla ainda foi além e adotou suspensão traseira multilink. O mesmo não pode ser dito de seu SUV.

3. Desligou o carro, nada mais funciona​

honda city interior detalhe cahve ignicao

Pode nem terminar de subir os vidros após tirar a chave (Foto: Honda | Divulgação)

Quem nunca passou pela situação de chegar cedo para buscar alguém e resolveu ficar no carro ouvindo música ou rádio para esperar? Em um carro europeu é possível continuar com a música após desligar o carro, mas no japonês tem que deixá-la acionada na posição “acessórios”.

Pode ser uma função feita para evitar que a bateria seja drenada por alguma distração, mas tem seus incômodos. Em um posto de gasolina, por exemplo, o som será interrompido caso a tampa do tanque precise da chave para abrir.

Os vidros elétricos também são desativados com o carro desligado. E como falamos anteriormente, eles não costumam subir com o comando da chave. Se algum passageiro esqueceu de fechar a janela e você só notou depois de sair, terá que voltar ao carro, colocar a chave no contato e só aí conseguirá fechar o vidro.

4. Regulagem de folga das válvulas​

motor 1 4 flex honda fit idsi 2007

Alguns japoneses modernos exigem regulagem de folga das válvulas, assim como um Ford Corcel (Foto: Honda | Divulgação)

Hoje as evoluções nos motores focam em reduzir os custos e a frequência das manutenções. Um bom exemplo disso é o valor menor das revisões do motor Firefly da Fiat quando comparado ao antigo Fire.

Os japoneses sempre primam pela facilidade de manutenção. O cofre do motor de seus carros são sempre bem organizados e com fácil acesso para o que precisa ser verificado ou trocado com frequência. Outro fator que deixa claro isso é o uso de corrente metálica para acionar o comando.

Mas por algum motivo, os japoneses insistiram nos tuchos convencionais por muito tempo. Honda e Toyota usavam isso até outro dia. A Nissan já havia adotado os tuchos hidráulicos, mas voltou ao sistema antigo na nova geração do Sentra.

O tucho é um componente acionado pelo comando e que faz a abertura da válvula. Existe o convencional, chamado popularmente de “mecânico” e o hidráulico. O convencional é a forma antiga de fazer esse serviço e exige que o serviço da regulagem de folga das válvulas seja feita com certa periodicidade.

Os tuchos hidráulicos existem no Brasil desde os anos 60, o Chevrolet Opala já trazia isso. Em um carro comum ele traz a vantagem de não exigir a regulagem de folga. Ou seja, um serviço a menos para o motorista preocupar em fazer.

Uma vantagem dos tuchos convencionais é no uso esportivo, principalmente em motores que atingem altas rotações. Isso faz sentido para o Civic Si, que beira as 9 mil rotações por minuto. Mas faz sentido no Fit de primeira geração, que tinha a faixa vermelha começando em 6 mil rpm?

5. Preços altos​

toyota corolla se g 2007 interior visto de cima

O Toyota Corolla era mais caro que Chevrolet Vectra e Renault Megane, mas não entregava mais equipamentos que os rivais para justificar (Foto: Toyota | Divulgação)

Para muitos consumidores, o preço é um fator decisivo na compra de um carro novo. Esses geralmente nem passam perto dos carros japoneses, já que ele quase sempre estão entre os mais caros de seus segmentos.

O valor mais alto não pode ser justificado pelos equipamentos, já que os japoneses são bem pragmáticos nisso. Talvez a mecânica explique: em uma época que era comum ter motores com bloco de ferro, 2 válvulas por cilindro e comando simples, a Toyota trazia um 1.8 com bloco de alumínio, 16 válvulas e duplo comando variável no Corolla.

Já a Honda sempre foi primorosa na engenharia de seus carros, com o Civic trazendo suspensão do tipo duplo A na dianteira até a sexta geração e sempre tendo independente na traseira. Só que esses esmeros sozinhos não fecham a conta do preço alto.

Para as montadoras isso não chega a ser problema, já que o público é extremamente fidelizado. É difícil ver o dono de um Toyota ou Honda considerar carros de outras marcas, a não ser que esteja de olho em um segmento onde sua marca não tenha produto.

Bônus: Os fãs​


Os fãs mais ferrenhos de qualquer coisa costumam ser chatos para quem está de fora dessa entourage. Um dos principais defeitos dos carros japoneses são os donos que adoram chamar carros com marcas europeias de bomba ou vangloriar do consumo de seu híbrido.

Até mesmo o autor dessa lista comete isso, ao encher a paciência dos colegas de redação sobre a quantidade de coisa que levou em seu Fit. O dono de carro japonês pode sim ter orgulho que seu carro não dá problemas ou que sua Hilux rebocou um caminhão atolado, mas não precisa falar do assunto o tempo todo.

O post Carros japoneses têm defeitos sim; conheça os mais irritantes apareceu primeiro em AutoPapo.

Continue lendo...
 
Top