Em uma estratégia incomum de gestão de crise e transparência, o CEO da Xiaomi, Lei Jun, realizou uma transmissão ao vivo de cinco horas no último sábado (3). O objetivo foi desmontar, peça por peça, o novo SUV elétrico Xiaomi YU7. A ação foi uma resposta direta a uma série de vídeos manipulados e boatos que circulavam nas redes sociais chinesas questionando a segurança e a integridade estrutural do veículo.
Durante a live, que atraiu milhões de espectadores, o executivo buscou traduzir dados complexos de engenharia para rebater narrativas de desinformação. O desmonte serviu para expor a qualidade dos materiais internos e esclarecer o funcionamento de sistemas críticos do automóvel.
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Xiaomi YU7 é o primeiro SUV da marca (Foto: Xiaomi | Divulgação)
O ponto alto da transmissão foi a resposta técnica sobre imagens que mostravam rodas do veículo se desprendendo. Lei Jun explicou que, em colisões severas do tipo small overlap (quando a batida ocorre na quina do carro), o desprendimento é um recurso de segurança ativa proposital. A estrutura é projetada para ejetar a roda para fora, impedindo que o componente seja empurrado contra a cabine e esmague as pernas dos ocupantes, dissipando a energia do impacto.
O executivo também desmentiu vídeos que alegavam falha de frenagem a 200 km/h. Segundo Jun, as imagens foram editadas maliciosamente a partir de testes extremos de laboratório feitos com o modelo esportivo SU7 Ultra, e não refletem o comportamento do SUV nas ruas. Outra correção envolveu a autonomia: o dado de 1.300 km, citado em campanhas, refere-se a uma jornada longa com uma recarga rápida intermediária, e não a uma carga única de bateria.
Xiaomi SU7 também teve suas críticas adereçadas pelo CEO (Foto: Xiaomi | Divulgação)
A “autópsia” do veículo serviu também para reforçar o posicionamento de mercado da gigante de tecnologia. A Xiaomi confirmou ter vendido 410 mil veículos em 2025 e estabeleceu uma meta ambiciosa de 550 mil unidades para 2026. Segundo a marca, o YU7 desmontado na live não será vendido ao consumidor final; ele será remontado e utilizado exclusivamente para novos testes de controle de qualidade.
Para Lei Jun, na era digital, a confiança do consumidor depende de o produto ser um “livro aberto”. A transmissão completa pode ser vista abaixo:
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Durante a live, que atraiu milhões de espectadores, o executivo buscou traduzir dados complexos de engenharia para rebater narrativas de desinformação. O desmonte serviu para expor a qualidade dos materiais internos e esclarecer o funcionamento de sistemas críticos do automóvel.
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Desmistificando a ‘roda voadora’ e freios
Xiaomi YU7 é o primeiro SUV da marca (Foto: Xiaomi | Divulgação)
O ponto alto da transmissão foi a resposta técnica sobre imagens que mostravam rodas do veículo se desprendendo. Lei Jun explicou que, em colisões severas do tipo small overlap (quando a batida ocorre na quina do carro), o desprendimento é um recurso de segurança ativa proposital. A estrutura é projetada para ejetar a roda para fora, impedindo que o componente seja empurrado contra a cabine e esmague as pernas dos ocupantes, dissipando a energia do impacto.
O executivo também desmentiu vídeos que alegavam falha de frenagem a 200 km/h. Segundo Jun, as imagens foram editadas maliciosamente a partir de testes extremos de laboratório feitos com o modelo esportivo SU7 Ultra, e não refletem o comportamento do SUV nas ruas. Outra correção envolveu a autonomia: o dado de 1.300 km, citado em campanhas, refere-se a uma jornada longa com uma recarga rápida intermediária, e não a uma carga única de bateria.
Transparência e metas agressivas para 2026
Xiaomi SU7 também teve suas críticas adereçadas pelo CEO (Foto: Xiaomi | Divulgação)
A “autópsia” do veículo serviu também para reforçar o posicionamento de mercado da gigante de tecnologia. A Xiaomi confirmou ter vendido 410 mil veículos em 2025 e estabeleceu uma meta ambiciosa de 550 mil unidades para 2026. Segundo a marca, o YU7 desmontado na live não será vendido ao consumidor final; ele será remontado e utilizado exclusivamente para novos testes de controle de qualidade.
Para Lei Jun, na era digital, a confiança do consumidor depende de o produto ser um “livro aberto”. A transmissão completa pode ser vista abaixo:
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