Notícia Cinco motos trail antigas que as montadoras poderiam se inspirar

O primeiro trimestre de 2023 já se foi e com ele se despediu também a Honda XRE 300, o que gerou muita repercussão. A marca já registrou a XRE 300 Sahara, que deve substituir a falecida e a Yamaha também está se atualizando trazendo a Ténéré 700. Todas essas novidades vem da alta demanda e gosto pelas trilheiras. Mas essa simpatia não é de agora, pois as motos trail já fazem sucesso há muitos anos.

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Para relembrar os leitores, e quem sabe até dar uma dica para as montadoras de quais modelos se inspirar para trazer novas motocicletas, listamos cinco motos trail que fizeram sucesso no Brasil.

1 – Honda NX 350 Sahara

Honda NX 350 Sahara

Honda NX 350 Sahara (Foto: Internet | Reprodução)
  • Começando pela gigante (de pequeno/médio porte) Sahara, que fez muito sucesso no mercado das motocicletas entre 1990 e 1999, tempo que fixou em produção, ela já está servindo de modelo para a nova Honda XRE Sahara 300. Imponente na aparência, ela inspirou a Honda Falcon, que a substituiu, e também a grande Africa Twin.
  • A NX 350 Sahara porta um motor monocilíndrico de 339 cm², que era capaz de atingir até 31,5 cv a 7.500 rpm e 3,13 kgfm de torque a 6.500 rpm. O modelo já possuía um câmbio de 6 velocidades.

2 – Yamaha DT 200

Yamaha DT 200

Yamaha DT 200 (Foto: Internet | Reprodução)
  • A irmã mais nova e maior da DT 180 chegou ao mercado em 1991. O modelo 200 veio em um período que a Yamaha necessitava de uma concorrente para modelos de pequena média capacidade como as às Agrale 27.5 e 30.0.
  • Com uma clássica estética da época e chassi pintado, a Yamaha DT 200 rendia 25 cv a 8.500 rpm e 2,15 kgfm a 8.000 rpm. Dentre as motos trail, o modelo se destacava pelo seu funcionamento em altas rotações, consequentemente atingindo muita força e potência.

3 – Honda XR Tornado

Honda XR Tornado

Honda XR Tornado (Foto: Internet | Reprodução)
  • Sem dúvidas o motor da XR Tornado ficou na memória dos engenheiros da Honda, que inclusive o adaptaram para a XRE e CB 300. O problema foi que a atualização causou o famigerado problema da trinca do cabeçote. Muitos criticaram também a redução do câmbio que era de seis velocidades, na tornado, para cinco.
  • O modelo de propulsor de 249 cm³, 23,2 cv a 7.500 rpm e 2,41 kgfm de torque a 6.00 rpm era tão bem quisto que se não fosse a regulamentação para redução de emissões brasileiras teria continuado no mercado – na Argentina por exemplo, ela segue nas vendas.

4 – Yamaha XT 600Z Ténéré

Yamaha XT 600Z Ténéré

Yamaha XT 600Z Ténéré (Foto: Internet | Reprodução)
  • Muito querida no mercado, a Ténéré está em linha até hoje. O modelo lançado no Brasil em 1988 foi o maior da Yamaha com motor quatro tempos, na época. Ela era capaz de atingir 42 cv a 6.500 rpm e 5.1 kgfm a 5500 rpm. A antiga se destacava pela sua robustez e também pelo tamanho de seu tanque, que tinha 23 l e chegava a 30 l no exterior.
  • Atualmente quem cogita vir para o mercado nacional é Yamaha Ténéré 700. Na sua versão europeia, a big trail vendida no velho mundo é uma trilheira que porta um motor de 689 cm³ de 4 tempos e 2 cilindros e com refrigeração líquida. Capaz de 73,4 cv de potência a 900 rpm e 6,9 kgfm de torque a 7.750 rpm, a Yamaha Ténéré 700 possui um consumo de cerca de 24 km/l.

5 – Agrale Elefantre

Agrale Elefantre

Agrale Elefantre (Foto: Internet | Reprodução)
  • Lançada em 1985, a famosa Elefantre marcou uma segunda geração nos modelos da também produtora de máquinas agrícolas, a Agrale. A brasileira que era fabricada em Manaus (AM) pode ser considerada uma evolução das Elefant 16.5, Elefant 27.5 e Dakar 30.0.
  • Assim como o nome, os modelos são parecidos com um diferencial na partida. A irmã mais nova e mais feroz já vinha com a opção de partida elétrica. A Agrale Elefantre tem um ponto dentre essas cinco motos trail que as montadoras realmente poderiam aderir para sempre, ela foi feita com o objetivo de atender o público e ser uma melhoria no mercado, não apenas para ser um lançamento (embora menos potente que sua irmã mais velha).
  • Seu motor de 190 cm³ era capaz de atingir até 26,5 cv de potência e 2,2 kgfm de torque. Há quem diga que um pecado do modelo foi ter usado freios a tambor, ao invés de seguir com os inovadores freios a disco da antiga Elefant 27.5 (a primeira do tipo com a tecnologia).

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