Versão corrige alguns pontos e pode ser atrativo para quem busca custo-benefício sem perder em estilo
A Citroën resgata a nomenclatura XTR na linha 2026 do C3. Ícone nos anos 2000 com o antigo C3 “bolinha”, a sigla volta posicionada como topo de linha entre as versões equipadas com o motor 1.0 Firefly aspirado.
Com preços entre R$ 90 mil e R$ 100 mil, dependendo de promoções e opcionais, o C3 XTR aposta em visual aventureiro e melhorias internas.
Visual
O pacote visual segue a fórmula conhecida do segmento com grade com acabamento em cinza acetinado, molduras pretas nos faróis de neblina, adesivos exclusivos no capô e nas portas. Porém, o principal diferencial está nos pneus Pirelli Scorpion ATR 205/60 R15, de uso misto. Além de reforçarem o apelo visual, ele ajuda o modelo a enfrentar vias urbanas degradadas. Na iluminação, há DRL em LED, mas os faróis são halógenos.
Interior
O painel de instrumentos é digital de 7 polegadas, o mesmo utilizado no Aircross. Agora há conta-giros e possibilidade de personalização de layout. O acabamento conta com utilização de soft touch no painel e inscrição XTR, apoios de braço dianteiros com revestimento sintético, além dos bancos com material sintético e costuras verdes exclusivas da versão.
Os comandos dos vidros traseiros passam a estar concentrados na porta do motorista. Porém, para os ocupantes traseiros, o acionamento dos vidros é feito por botões no console central.
Com 2,54 m de entre-eixos, o C3 ganha em espaço interno, o que melhora a ergonomia dos passageiros. O porta-malas tem capacidade para 315 litros, um dos maiores da categoria.
Teste
Utilizando o motor 1.0 Firefly aspirado de 75 cv de potência e câmbio manual de 5 marchas, o C3 XTR entrega desempenho adequado ao uso urbano. A suspensão privilegia conforto, absorvendo bem as irregularidades da via, assim como os pneus mais “borrachudos” ajudam nesse quesito.A posição mais elevada para dirigir, pode agradar quem busca uma sensação “parecida” com a de dirigir um SUV compacto, sem subir de categoria. Porém, pode desagradar quem busca uma posição para dirigir mais baixa, como é proposto pelo Peugeot 208.
Em consumo, o hatch compacto chegou a 16 km/l abastecido com gasolina em uso urbano. Claro que, a proposta visual do C3 XTR traz elementos aventureiros, mas na prática, ele cumpre bem a função de ser um carro para uso cotidiano dentro da cidade.
Comparativo
Em comparação com o Renault Kwid Outsider e Fiat Mobi Trekking, que um pegada visual mais aventureira, o C3 se destaca em espaço interno e capacidade do porta-malas, além de maior altura do solo, utilização de pneus mistos, mas acaba ficando atrás do Kwid no número de airbags.
Porém, ao comparar com carros maiores como Volkswagen Polo Track e a versão de entrada do Hyundai HB20, o C3 XTR oferece acabamento interno mais elaborado, traz painel digital, mas fica atrás em estrutura e segurança ativa.
Vale a pena?
O C3 XTR 2026 faz sentido dentro da proposta urbana e aventureira leve. Entretanto, a limitação em segurança passiva e ausência de assistências de condução restringem seu apelo diante de concorrentes mais atualizados em estrutura e tecnologia.
É um hatch compacto com bom espaço, foco em custo-benefício e visual chamativo. Ficar atento às promoções feitas pela Citroën, pode garantir um bom preço para você que está de olho no C3 XTR. Vale lembrar que, a versão XTR se posiciona como a mais completa e mais refinada na linha do C3 com motor aspirado, se posicionando abaixo do C3 You, versão topo de linha com motor 1.0 turbo.
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