Repercutiu no meio da última semana a notificação judicial que a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo – apresentou contra a Shineray, alegando que a fabricante comete erros graves em seu processo de fabricação e deixa de fora da montagem itens fundamentais para conter a emissão de poluentes.
No mesmo dia em que o caso se tornou público, a fabricante divulgou posicionamento à imprensa, no qual afirmou optar por se manifestar nos autos do processo e reiterou seu compromisso com a qualidade e o cumprimento das normas vigentes.
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Em várias publicações e posts sobre o assunto em redes sociais, usuários se solidarizam à Shineray, assim como outros, que se apresentam como clientes, relatam seus problemas. Os argumentos são os mais variados, mas mostra que assunto gerou impacto na comunidade das duas rodas.
Boa parte dos comentários se baseiam em teoria da conspiração: a suposição de que a marca incomoda as fabricantes líderes Honda e Yamaha e que isso teria motivado a notificação. Outros apontam que há sim peças com baixa qualidade e que há necessidade de uma averiguação rígida.
As maiores queixas são de falhas na fabricação do sistema de escapamento (Foto: Shineray | Ricardo Henri)
Atualmente, a Shineray é a terceira maior comerciante de motos no Brasil atualmente. Mesmo com a má fama decorrente dos seus primeiros modelos mais simples e trazidos em meados de 2015, a fabricante resistiu e, após as altas da pandemia da Covid-19, deu um salto nas vendas.
Em 2025, 130,6 mil unidades emplacadas asseguraram à chinesa 5,94% de todo o mercado de motos no país, o que também representou o crescimento da marca em 69,7%, comparado ao último ano. Com estes números, a Shineray encostou na Honda e principalmente na Yamaha quando o assunto é quem vende mais.
O preço baixo é o principal responsável por tudo isso. A fabricante tem cinco modelos dentre o top 10 de motos mais baratas do Brasil. A saída para muitas pessoas que precisam de um veículo em conta para se locomover.
Tanto Honda quanto Yamaha estão no mercado nacional desde a década de 1970 e foram as primeiras fabricantes de motos a se instalarem oficialmente no Brasil. Desde então, ambas conquistaram a confiabilidade dos cidadãos e dominam o mercado com tranquilidade.
Motos mias simples, fabricadas pela própria marca, devem ser as principais acusadas (Foto: Shineray | Divulgação)
A Honda é detentora de cerca de 70% do mercado de comercialização de motos nacional, e a Yamaha varia entre os anos na casa dos 12% a 18%, números conquistados pela da confiabilidade.
As japonesas ainda têm um leque de motos muito amplo por aqui. A Honda está em todos os tipos de moto, das street até as superesportivas e off-road. A Yamaha garante as linhas mais baixas, mas foca em motos mais esportivas e com um requinte maior.
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No mesmo dia em que o caso se tornou público, a fabricante divulgou posicionamento à imprensa, no qual afirmou optar por se manifestar nos autos do processo e reiterou seu compromisso com a qualidade e o cumprimento das normas vigentes.
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Em várias publicações e posts sobre o assunto em redes sociais, usuários se solidarizam à Shineray, assim como outros, que se apresentam como clientes, relatam seus problemas. Os argumentos são os mais variados, mas mostra que assunto gerou impacto na comunidade das duas rodas.
Boa parte dos comentários se baseiam em teoria da conspiração: a suposição de que a marca incomoda as fabricantes líderes Honda e Yamaha e que isso teria motivado a notificação. Outros apontam que há sim peças com baixa qualidade e que há necessidade de uma averiguação rígida.
As maiores queixas são de falhas na fabricação do sistema de escapamento (Foto: Shineray | Ricardo Henri)
Shineray ganha mercado
Atualmente, a Shineray é a terceira maior comerciante de motos no Brasil atualmente. Mesmo com a má fama decorrente dos seus primeiros modelos mais simples e trazidos em meados de 2015, a fabricante resistiu e, após as altas da pandemia da Covid-19, deu um salto nas vendas.
Em 2025, 130,6 mil unidades emplacadas asseguraram à chinesa 5,94% de todo o mercado de motos no país, o que também representou o crescimento da marca em 69,7%, comparado ao último ano. Com estes números, a Shineray encostou na Honda e principalmente na Yamaha quando o assunto é quem vende mais.
O preço baixo é o principal responsável por tudo isso. A fabricante tem cinco modelos dentre o top 10 de motos mais baratas do Brasil. A saída para muitas pessoas que precisam de um veículo em conta para se locomover.
A hegemonia das japonesas
Tanto Honda quanto Yamaha estão no mercado nacional desde a década de 1970 e foram as primeiras fabricantes de motos a se instalarem oficialmente no Brasil. Desde então, ambas conquistaram a confiabilidade dos cidadãos e dominam o mercado com tranquilidade.
Motos mias simples, fabricadas pela própria marca, devem ser as principais acusadas (Foto: Shineray | Divulgação)
A Honda é detentora de cerca de 70% do mercado de comercialização de motos nacional, e a Yamaha varia entre os anos na casa dos 12% a 18%, números conquistados pela da confiabilidade.
As japonesas ainda têm um leque de motos muito amplo por aqui. A Honda está em todos os tipos de moto, das street até as superesportivas e off-road. A Yamaha garante as linhas mais baixas, mas foca em motos mais esportivas e com um requinte maior.
- É fato que a Shineray ganhando espaço na base do mercado de motocicletas, que também é o nicho mais expressivo. Mas apesar do avanço, a Honda, por exemplo, continua sendo responsável por 20% da comercialização de todas as motos do Brasil apenas com a sua clássica CG. Ou seja, num universo de 2,1 milhões de motos emplacadas em 2025, a street japonesa vendeu mais de 400 mil. Numero que é quase o triplo de toda produção da Shineray.
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