Assim como no mundo dos carros que o mesmo modelo pode ser vendido por duas montadoras do mesmo grupo, como por exemplo a nova Fiorino da Peugeot, chamada de Partner Rapid, no mundo dos caminhões isso também pode acontecer. A prática é comum com marcas de um mesmo grupo, mas também é comum a venda de uma mesma cabine para outro fabricante.
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Trata-se de uma estratégia para reduzir custos de desenvolvimento e também de produção. Para a marca que fornece, é uma maneira de garantir economia de escala e acelerar a amortização do projeto. Para a marca que compra, é uma forma de evitar investimentos com estruturas como prensas, pintura, que exigem aportes que podem inviabilizar o projeto. E para o caminhoneiro ou frotista, o compartilhamento de cabines pode contribuir para um menos custo de reparabilidade.
Volkswagen Meteor foi construído com base no MAN TGX Efficient Line 3 (Foto: VWCO | Divulgação
MAN TGX Efficient Line 3 (Foto: MAN | Divulgação)
Não é segredo que a Volkswagen é dona da também alemã, MAN, que tem em sua linha de produtos como vans e caminhões. Em setembro de 2020 o modelo Meteor foi apresentado ao mercado brasileiro, porém o modelo usa a cabine do MAN TGX Efficient Line 3, pesado desenvolvido para o mercado europeu e que já está em saída de linha com o lançamento da nova geração do TGX. No Brasil, o Meteor tem crescido nas vendas e a sua irmã, a MAN que tinha operações no Brasil e estranhamente vendia a geração passada do TGX está de despedida do mercado.
Aqui vamos a uma cabine amplamente usada por várias montadoras que não são do mesmo grupo, mas para entender melhor vamos separar pelos grupos.
Volvo e Renault são do mesmo grupo, com isso o uso da mesma cabine (Foto: Volvo Group | Divulgação)
No Brasil, o Volvo VM, atual semi-pesado mais vendido do segmento. Ele usa a mesma cabine que o Renault D series, que é vendido no mercado europeu. De fato, o Volvo VM também usa o mesmo interior do Renault Premium. Ainda falando do mercado europeu, a Volvo também usa a mesma cabine nos modelos FE e FL.
Três diferentes fabricantes e a mesma cabine, no caso da Peterbilt e Kenworth, apenas um logo diferente na grade (Foto: Paccar Group | Divulgação)
O Grupo Paccar, e dono da holandesa DAF e das americanas Peterbilt e Kenworth. As três utilizam a mesma cabine em três dos seus modelos, sendo a série LF da DAF, essa que seria um modelo leve, que ainda não é comercializada no Brasil. Já as americanas usam nos modelos Model 220 e K270, esses que também são destinados ao segmento de entregas urbanas.
Com a nova geração da DAF, o XF, é esperado que toda a linha da DAF seja atualizada, o que pode levar a montadora a deixar de usar a cabine para o LF.
Sisu Super Polar tem versão híbrida para aplicações pesadas Foto: Sisu | Divulgação)
Mercedes-Benz Arocs 1845 LS 4x2 (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
A montadora finlandesa Sisu, que tem mais de 90 anos de mercado, é especializada no desenvolvimento de tecnologias e caminhões para aplicações severas. Para modelos pesados, a marca parceria da Mercedes-Benz sempre usou as cabines do modelos Actros e Arocs. E em sua linha Polar, às cabine são da série Arocs, pesado para mineração que já foi lançada no Brasil.
Outra curiosidade é que a Sisu oferta uma versão híbrida do pesado Polar, que quando precisa de mais força para subir um longo aclive, o motor elétrico é ativado dando mais cavalos ao modelo.
Tatra vai ser a nova montadora de caminhões no Brasil Foto: Tatra | Divulgação)
DAF CF (Foto: DAF | Divulgação)
A montadora da República Tcheca Tatra, é líder em desenvolvimento de tecnologias voltadas para aplicações off-road, como por exemplo um chassi 8×8 com suspensão independente em cada roda. Apesar da tecnologia aplicada em seus chassis, a fabricante usa motores e cabines do grupo PACCAR, ou seja, DAF, em especial a cabine do DAF CF.
A marca já está construindo a sua planta fabril no Brasil e trabalhará junto a DAF do Brasil assim como faz no mercado europeu, e cada uma terá a sua fatia no mercado, atuando como concorrentes de forma normal, assim como acontece com as demais montadoras do mesmo grupo que atuam num mesmo país.
Uma unidade do GINAF já esteve em solo brasileiro (foto: Ginaf | Divulgação)
DAF CF (Foto: DAF | Divulgação)
Ford Cargo (Foto: Ford | Divulgação)
A holandesa GINAF, começou com uma revendedora de caminhões que fazia modificações das unidades do GMC Diamond, que sobraram do exército norte-americano. Em 1960, a revendedora passou a ser uma montadora com cabines da DAF. Em 2011 a montadora pediu falência e logo em seguida foi comprada pela chinesa CHTC.
Em 2020 foi vendida e voltou a ser controlada por um grupo holandês. O seu último projeto Ginaf HD5395TS era equipado com motor Cummins de 610 cv, configuração de chassi 10×6 e capacidade de carga de 70 toneladas. A cabine era do Ford Cargo, modelo lançado no Brasil em 2013. Atualmente a linha Cargo pode ser encontrada na Turquia, onde o modelo ainda é comercializado.
Curiosamente, uma unidade do Ginaf HD5395TS chegou no Brasil e em 2020 foi arrematada em um site de leilão. O valor não foi divulgado. Existem outros modelos que usam outras cabines, principalmente no mercado chinês, mas separei esses modelos, mas se conhece outros modelos e queira comentar, fique a vontade.
O post Conheça os caminhões com cara de um e cabine de outro apareceu primeiro em AutoPapo.
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Trata-se de uma estratégia para reduzir custos de desenvolvimento e também de produção. Para a marca que fornece, é uma maneira de garantir economia de escala e acelerar a amortização do projeto. Para a marca que compra, é uma forma de evitar investimentos com estruturas como prensas, pintura, que exigem aportes que podem inviabilizar o projeto. E para o caminhoneiro ou frotista, o compartilhamento de cabines pode contribuir para um menos custo de reparabilidade.
Volkswagen Meteor/MAN TGX Efficient Line 3
Volkswagen Meteor foi construído com base no MAN TGX Efficient Line 3 (Foto: VWCO | Divulgação
MAN TGX Efficient Line 3 (Foto: MAN | Divulgação)
Não é segredo que a Volkswagen é dona da também alemã, MAN, que tem em sua linha de produtos como vans e caminhões. Em setembro de 2020 o modelo Meteor foi apresentado ao mercado brasileiro, porém o modelo usa a cabine do MAN TGX Efficient Line 3, pesado desenvolvido para o mercado europeu e que já está em saída de linha com o lançamento da nova geração do TGX. No Brasil, o Meteor tem crescido nas vendas e a sua irmã, a MAN que tinha operações no Brasil e estranhamente vendia a geração passada do TGX está de despedida do mercado.
Volvo VM/DAF LF/Renault D Series/Peterbilt Model 220/Kenworth K270
Aqui vamos a uma cabine amplamente usada por várias montadoras que não são do mesmo grupo, mas para entender melhor vamos separar pelos grupos.
Volvo Group – Volvo VM e Renault D series
Volvo e Renault são do mesmo grupo, com isso o uso da mesma cabine (Foto: Volvo Group | Divulgação)
No Brasil, o Volvo VM, atual semi-pesado mais vendido do segmento. Ele usa a mesma cabine que o Renault D series, que é vendido no mercado europeu. De fato, o Volvo VM também usa o mesmo interior do Renault Premium. Ainda falando do mercado europeu, a Volvo também usa a mesma cabine nos modelos FE e FL.
Paccar Group – DAF LF, Peterbilt Model 220 e Kenworth K270
Três diferentes fabricantes e a mesma cabine, no caso da Peterbilt e Kenworth, apenas um logo diferente na grade (Foto: Paccar Group | Divulgação)
O Grupo Paccar, e dono da holandesa DAF e das americanas Peterbilt e Kenworth. As três utilizam a mesma cabine em três dos seus modelos, sendo a série LF da DAF, essa que seria um modelo leve, que ainda não é comercializada no Brasil. Já as americanas usam nos modelos Model 220 e K270, esses que também são destinados ao segmento de entregas urbanas.
Com a nova geração da DAF, o XF, é esperado que toda a linha da DAF seja atualizada, o que pode levar a montadora a deixar de usar a cabine para o LF.
Caminhões Sisu Polar e Mercedes-Benz Arocs
Sisu Super Polar tem versão híbrida para aplicações pesadas Foto: Sisu | Divulgação)
Mercedes-Benz Arocs 1845 LS 4x2 (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
A montadora finlandesa Sisu, que tem mais de 90 anos de mercado, é especializada no desenvolvimento de tecnologias e caminhões para aplicações severas. Para modelos pesados, a marca parceria da Mercedes-Benz sempre usou as cabines do modelos Actros e Arocs. E em sua linha Polar, às cabine são da série Arocs, pesado para mineração que já foi lançada no Brasil.
Outra curiosidade é que a Sisu oferta uma versão híbrida do pesado Polar, que quando precisa de mais força para subir um longo aclive, o motor elétrico é ativado dando mais cavalos ao modelo.
Tatra Phoenix/DAF CF
Tatra vai ser a nova montadora de caminhões no Brasil Foto: Tatra | Divulgação)
DAF CF (Foto: DAF | Divulgação)
A montadora da República Tcheca Tatra, é líder em desenvolvimento de tecnologias voltadas para aplicações off-road, como por exemplo um chassi 8×8 com suspensão independente em cada roda. Apesar da tecnologia aplicada em seus chassis, a fabricante usa motores e cabines do grupo PACCAR, ou seja, DAF, em especial a cabine do DAF CF.
A marca já está construindo a sua planta fabril no Brasil e trabalhará junto a DAF do Brasil assim como faz no mercado europeu, e cada uma terá a sua fatia no mercado, atuando como concorrentes de forma normal, assim como acontece com as demais montadoras do mesmo grupo que atuam num mesmo país.
Caminhões GINAF, DAF CF e Ford Cargo
Uma unidade do GINAF já esteve em solo brasileiro (foto: Ginaf | Divulgação)
DAF CF (Foto: DAF | Divulgação)
Ford Cargo (Foto: Ford | Divulgação)
A holandesa GINAF, começou com uma revendedora de caminhões que fazia modificações das unidades do GMC Diamond, que sobraram do exército norte-americano. Em 1960, a revendedora passou a ser uma montadora com cabines da DAF. Em 2011 a montadora pediu falência e logo em seguida foi comprada pela chinesa CHTC.
Em 2020 foi vendida e voltou a ser controlada por um grupo holandês. O seu último projeto Ginaf HD5395TS era equipado com motor Cummins de 610 cv, configuração de chassi 10×6 e capacidade de carga de 70 toneladas. A cabine era do Ford Cargo, modelo lançado no Brasil em 2013. Atualmente a linha Cargo pode ser encontrada na Turquia, onde o modelo ainda é comercializado.
Curiosamente, uma unidade do Ginaf HD5395TS chegou no Brasil e em 2020 foi arrematada em um site de leilão. O valor não foi divulgado. Existem outros modelos que usam outras cabines, principalmente no mercado chinês, mas separei esses modelos, mas se conhece outros modelos e queira comentar, fique a vontade.
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