Notícia Conheça os cinco piores carros da Volkswagen nesses 70 anos de Brasil

A Volkswagen está comemorando 70 anos de Brasil e aproveitou a ocasião para anunciar seus primeiros elétricos. A campanha estrelada por Maria Rita celebra o passado da marca enquanto mostra a nova Kombi elétrica.

Por muitos anos ela esteve no topo do ranking dos carros mais vendidos, com o Fusca e o Gol virando paixões nacionais. Hoje ela volta a essa posição com o Polo. Mas nem só de acertos é feita uma marca, a Volkswagen também produziu sua cota de carros ruins.

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1. Gol G4​

volkswagen gol trend 2008 prata frente parado

O G4 foi um grande passo para trás quando comparado com o G3

O Gol foi um projeto brasileiro da Volkswagen, com a missão de ser o sucessor do Fusca. Um carro assim já existia na Europa, o Golf, mas para reduzir os custos foi criado um hatch de motor longitudinal por aqui com peças em comum com o médio Passat.

Essa configuração de motor obriga que o carro tenha um cofre do motor maior e rouba espaço do interior. Mas no fim o Gol conseguiu conquistar o brasileiro com o desempenho do motor AP e suas diversas versões de carroceria.

A segunda geração veio com desenho mais moderno, porém mantendo a arquitetura de motor longitudinal. A cada mudança, a Volkswagen melhorava o Gol, chegando a ter cinco opções de motores e equipamentos como airbag duplo no modelo chamado de G3.

A sequencia de melhorias acabou quando veio a reestilização em 2005, batizada como G4. A Volkswagen havia o Fox tentando suceder o Gol, para não haver conflitos, o veterano foi piorado para virar um carro de entrada.

O desenho até agrada a alguns, porém no interior era indiscutível o retrocesso: o painel passou a ser uma peça única de plástico com formato simples, os instrumentos vieram do Fox e trazia um conta-giros minúsculo, muitos equipamentos foram cortados e fizeram redução até no tamanho do trilho dos bancos.

Isso não abalou as vendas, o Gol continuou sendo o carro mais vendido do Brasil. Isso obrigou a subir o nível do Fox. A Volkswagen voltou a caprichar no Gol com a geração toda nova, que trazia motor transversal, plataforma mais moderna e resolvia problemas de ergonomia do compacto.

2. Volkswagen Logus​

volkswagen logus preto frente parado em gramado

A matriz pediu para que a produção do Logus fosse encerrada devido a baixa qualidade

A AutoLatina foi uma parceria entre a Volkswagen e a Ford que rendeu alguns carros gêmeos curiosos. O Logus era um sedã de duas portas derivado da plataforma do Escort, que por sua vez era um bom carro originalmente.

O projeto da Volkswagen não foi tão esmerado quanto o original, resultando em uma série de problemas. A rigidez torcional era baixa, o que fazia o vigia se soltar caso o carro passe por inclinações fortes.

Ele também adotava carburador eletrônico, em uma época onde a injeção eletrônica multiponto estava se popularizando pelo segmento. O Logus saiu de linha a pedidos da matriz alemã da Volkswagen, após analisar todos os carros vendidos no Brasil.

3. Última fase do Santana​

volkswagen santana prata frente parado

Simplificações no acabamento fez que o Santana saísse de linha sem a dignidade que teve no passado

Os anos 80 foram tempos de gasolina cara, isso fez do Volkswagen Santana um carro executivo de sucesso frente ao Chevrolet Opala. A virada para os anos 90 e a vinda de importados não parou o Santana, que foi reestilizado e ficou mais equipado.

O final dessa década começou a mostrar o cansaço da plataforma antiga do Santana. Seu principal rival, o Chevrolet Monza, saiu de linha para dar lugar ao moderno Vectra. Nos anos 2000 a situação ficou ainda mais difícil, com a popularização dos japoneses, o Fiat Marea e o Ford Focus.

Os públicos que se manteveram fiéis ao sedã médio da marca alemã foram os frotistas, órgãos públicos e os taxistas. e foi nisso que a Volkswagen focou com a última fase do Santana.

O carro foi simplificado, perdendo as versões de luxo e recebendo bancos dianteiros do Gol. Uma opção de GNV homologado pela fábrica mostrava que o menor custo por km rodado era o objetivo desse sedã. Ele ficou simples desse jeito até sair de linha em 2006, já ofuscado pelo Polo Sedan e pelo Bora nas concessionárias.

4. Volkswagen Polo 1.0 16v​

volkswagen polo 1 0 16v 2002 detalhe emblema 16v

O preço do motor 1.0 16 válvulas era pouco menor que o do 1.6 e a economia não compensava

Hoje o Polo é o sucessor do Gol, tanto dentro da Volkswagen como no ranking de vendas. Porém a situação não era assim quando o hatch estreou pela primeira vez em 2002: ele inaugurou um segmento chamado de compacto premium.

A idea era oferece um carro pequeno com parte dos confortos e bom acabamento de segmentos superiores. Como boa parte dos carros de entrada do Brasil eram defasados, o modelo padrão da Europa, como o Polo, parecia ser de um segmento superior.

Ele foi lançado com motores 1.6 e 2.0, que davam conta da carroceria mais pesada que a do Gol. Meses após a estreia, a Volkswagen passa a oferecer o 1.0 16 válvulas no Polo.

A diferença de preço para o 1.6 era de apenas R$ 610 na época, equivalente a R$ 2.966,94 segundo o índice IGP-M (FGV). É uma diferença de preço menor que a existente hoje entre as versões Track e MPI do Polo.

Esse motor era o 1.0 mais potente do Brasil, com 79 cv e 9,5 kgfm. O problema era que essa força aparecia em altas rotações, exigindo um câmbio bastante curto. A economia de combustível não era o suficiente para justificar a diferença pequena entre os preços e a motorização durou menos de 1 ano no mercado.

5. Volkswagen SP1​

propaganda sp1 e sp2 divulgacao

Era belo, mas o desempenho ficava atrás de carros que não eram esportivos

Em meio ao sucesso da Puma, com seus esportivos feitos no chassi do Fusca, a Volkswagen decidiu fazer o seu em casa. Assim nasceu o SP2, o carro que é considerado por muitos — incluindo o autor da matéria — como o mais bonito da marca.

O SP2 trazia motor 1.7, mais potente que os outros oferecidos pela marca na época. O que poucos lembram é da existência do SP1, com o mesmo 1.600 do Zé do Caixão e do TL.

O desempenho, como era de se esperar, era terrível: o carro não atingia 150 km/h e precisava de mais de 20 segundos para acelerar de zero a 100 km/h. O próprio TL era mais rápido que o SP1.

Hoje essa versão “manca” é bastante disputada pelos colecionadores pela raridade. Menos de 100 unidades foram feitas.

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