A Toyota apostou no nome do seu famoso sedã, o Corolla, para lançar o SUV – modelo de carro queridinho do mercado – Corolla Cross. Essa combinação seria a receita perfeita para o modelo ser um sucesso em vendas, e de fato os números de emplacamento do modelos são bons. No entanto, o Corolla Cross está cercado de polêmicas desde o seu lançamento aqui no Brasil – e já até ganhou o maldoso apelido “Cross Credo”.
Isso porque a gigante japonesa economizou no desenvolvimento de seu primeiro SUV produzido por aqui e a versão nacional veio muito defasada em relação à vendida no exterior. Um exemplo disso é a presença de um eixo de torção no lugar da suspensão multilink, além de adotar um antiquadíssimo freio de estacionamento acionado por pedal.
A cereja do bolo foi a solução de fundo de quintal que a Toyota adotou para disfarçar o abafador traseiro “pendurado” para fora do para-choque (chamado de marmitão do Corolla na internet): pintou, pela metade, de preto.
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Em um projeto extremamente ‘econômico’ a montadora ainda teve coragem de cobrar R$ 20 mil a mais na versão SUV quando comparada ao sedã, e tudo isso rendeu a ela o Prêmio Pinóquio de Ouro do AutoPapo.
Agora, a Toyota terá que prestar esclarecimentos sobre o possível baixo padrão de qualidade das peças e a suposta camuflagem no abafador do Corolla Cross 2023. A notificação foi feita pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no último dia 20.
O Ministro da Justiça Anderson Torres afirma que, caso comprovado que a marca nipônica agiu de má fé, ela poderá sofrer sanções administrativas.
Nas primeiras versões do Corolla Cross, o escapamento era visto por qualquer ângulo
A Toyota tentou resolver o problema pintando metade do abafador, mas a tinta utilizada é de baixa qualidade e descasca com o tempo
Pedal de freio de estacionamento do Corolla Cross
Com a notificação, o Senacon busca entender o que motivou a Toyota a, supostamente, utilizar equipamentos que impactam negativamente na performance, estética e qualidade do Corolla Cross comercializado no Brasil. Dessa forma, busca-se entender se o consumidor brasileiro está sendo prejudicado com a aquisição de produtos inferiores, sem que, contudo, tal diferenciação tenha impactado no preço final dos veículos oferecidos em território nacional.
A Senacon visa ainda apurar se os consumidores são devidamente informados sobre a pintura parcial realizada nos escapamentos dos veículos, e sobre a baixa qualidade da medida adotada pela montadora para tentar adequar a peça (que acaba descascando com o tempo).
O post Corolla Cross 2023: solução ‘tosca’ em abafador coloca Toyota na mira da Justiça apareceu primeiro em AutoPapo.
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Isso porque a gigante japonesa economizou no desenvolvimento de seu primeiro SUV produzido por aqui e a versão nacional veio muito defasada em relação à vendida no exterior. Um exemplo disso é a presença de um eixo de torção no lugar da suspensão multilink, além de adotar um antiquadíssimo freio de estacionamento acionado por pedal.
A cereja do bolo foi a solução de fundo de quintal que a Toyota adotou para disfarçar o abafador traseiro “pendurado” para fora do para-choque (chamado de marmitão do Corolla na internet): pintou, pela metade, de preto.
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Em um projeto extremamente ‘econômico’ a montadora ainda teve coragem de cobrar R$ 20 mil a mais na versão SUV quando comparada ao sedã, e tudo isso rendeu a ela o Prêmio Pinóquio de Ouro do AutoPapo.
Toyota pode ser punida pelo Ministério da Justiça
Agora, a Toyota terá que prestar esclarecimentos sobre o possível baixo padrão de qualidade das peças e a suposta camuflagem no abafador do Corolla Cross 2023. A notificação foi feita pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no último dia 20.
O Ministro da Justiça Anderson Torres afirma que, caso comprovado que a marca nipônica agiu de má fé, ela poderá sofrer sanções administrativas.
Estamos atentos para as práticas que violem a transparência na relação entre as empresas e os consumidores”
Nas primeiras versões do Corolla Cross, o escapamento era visto por qualquer ângulo
A Toyota tentou resolver o problema pintando metade do abafador, mas a tinta utilizada é de baixa qualidade e descasca com o tempo
Pedal de freio de estacionamento do Corolla Cross
Com a notificação, o Senacon busca entender o que motivou a Toyota a, supostamente, utilizar equipamentos que impactam negativamente na performance, estética e qualidade do Corolla Cross comercializado no Brasil. Dessa forma, busca-se entender se o consumidor brasileiro está sendo prejudicado com a aquisição de produtos inferiores, sem que, contudo, tal diferenciação tenha impactado no preço final dos veículos oferecidos em território nacional.
A Senacon visa ainda apurar se os consumidores são devidamente informados sobre a pintura parcial realizada nos escapamentos dos veículos, e sobre a baixa qualidade da medida adotada pela montadora para tentar adequar a peça (que acaba descascando com o tempo).
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