O custo é fator primordial para qualquer fabricante de veículos. Assim, a produção em massa acaba balizando várias decisões industriais, que passam até pela abolição de determinados itens. Mas o caso é que isso nem sempre acontece por culpa da economia em escala: a segurança ganhou enorme importância, a ponto de também determinar quais equipamentos os carros devem ter – e quais não.
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Item, que era absolutamente comum no passado, está extinto
O quebra-vento é um equipamento charmoso que muitos carros antigos possuem. Esse item permitia ventilar melhor a cabine em uma época na qual o ar-condicionado era item raro, restrito a modelos de alto luxo. Mas, acredite se quiser, saiu de cena por uma questão de segurança: quando aberto, podia atuar como uma faca contra a cabeça dos ocupantes, causando sérias lesões em impactos laterais.
Outros motivos dois também contribuíram para a abolição do quebra-vento: esse item prejudicava a aerodinâmica quando estava em uso, e ainda facilitava a vida dos arrombadores de veículos. A popularização do ar-condicionado para carros, a partir dos anos 2000, acabou de vez com esse equipamento.
Superfícies protuberantes no capô aumentavam as lesões em vítimas de atropelamentos
Até a década de 1950, praticamente todos os automóveis tinham algum tipo de ornamentação no capô. Os enfeites geralmente exibiam algum mascote, ou então faziam referência ao próprio fabricante: a estrela de três pontas que simboliza a Mercedes-Benz, por exemplo, ocupava lugar de destaque nos veículos da marca. No Brasil, um dos modelos que adotava esse tipo de adorno era o Ford Landau.
Esses itens já estavam caindo em desuso, mas foram abolidos de vez no final do século XX, quando a segurança tornou-se fator primordial no projeto dos veículos. É que, em caso de atropelamentos, objetos protuberantes sobre o capô potencializam significativamente os ferimentos aos pedestres. Os poucos modelos que ainda mantêm os mascotes, como os da Rolls Royce, adotam mecanismos para retração em acidentes.
Quebra-mato chegou a vir de fábrica em alguns veículos, como nas primeiras edições das versões Adventure, da Fiat
Outro equipamento que sumiu dos carros porque oferecia risco em caso de atropelamento é o quebra-mato. É verdade que esse adereço nunca foi majoritário nas ruas, mas era visto com alguma frequência em picapes e SUVs de maior porte. Até veículos menores chegaram a trazê-los de fábrica: lembra-se de Fiat Palio Weekend e Strada Adventure e da Chevrolet Montana Off-Road?
Hoje, o quebra-mato resiste como equipamento aftermarket apenas para veículos off-road. Desse modo, acaba justamente restrito ao cumprimento a função à qual, primordialmente, se destina: proteger a dianteira do veículo de galhos e outros tipos de vegetação que possam bloquear trilhas e vias rurais.
Farol escamoteável é mais um item abolido em prol da segurança dos pedestres
Já reparou que, já há algum tempo, os faróis escamoteáveis estão extintos? Mas esses equipamentos eram comuns nos carros esportivos das décadas de 1980 e 1990. Pois a causa da abolição desse item também é… A segurança dos pedestres. Quando estão acesos, esses itens projetam-se para fora do capô, potencializando ferimentos em atropelamentos.
Vale destacar que os faróis comuns também passaram por uma mudança focada na redução dos danos causados por atropelamentos: em vez de vidro, as lentes passaram a adotar policarbonato, material bem menos propenso a causar cortes nas vítimas de acidentes. De quebra, os fabricantes informam que eles têm poder de iluminação ligeiramente maior.
Materiais de revestimento interno não podem propagar chamas rapidamente
Até meados do século XX, era comum o uso de fibras naturais nos estofamentos dos automóveis. Modelos de luxo, claro, ostentavam revestimentos nobres, como seda e casimira. É verdade que esses materiais foram naturalmente dando lugar a similares sintéticos, que se popularizaram a partir de então. Mas também há uma questão de segurança nessa equação.
É que tecidos naturais geralmente são bastante inflamáveis. E, claro, isso não combina com motores a combustão, tampouco com acidentes… Materiais menos sensíveis às chamas acabaram se tornando padrão.
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Equipamentos abolidos dos carros por questão de segurança
O AutoPapo listou 5 equipamentos que desapareceram dos carros nas últimas décadas justamente porque, em determinadas situações, podiam comprometer a segurança, seja dos próprios ocupantes ou de quem estivesse ao redor. Confira o listão!
1. Quebra-vento
Item, que era absolutamente comum no passado, está extinto
O quebra-vento é um equipamento charmoso que muitos carros antigos possuem. Esse item permitia ventilar melhor a cabine em uma época na qual o ar-condicionado era item raro, restrito a modelos de alto luxo. Mas, acredite se quiser, saiu de cena por uma questão de segurança: quando aberto, podia atuar como uma faca contra a cabeça dos ocupantes, causando sérias lesões em impactos laterais.
Outros motivos dois também contribuíram para a abolição do quebra-vento: esse item prejudicava a aerodinâmica quando estava em uso, e ainda facilitava a vida dos arrombadores de veículos. A popularização do ar-condicionado para carros, a partir dos anos 2000, acabou de vez com esse equipamento.
2. Enfeites de capô
Superfícies protuberantes no capô aumentavam as lesões em vítimas de atropelamentos
Até a década de 1950, praticamente todos os automóveis tinham algum tipo de ornamentação no capô. Os enfeites geralmente exibiam algum mascote, ou então faziam referência ao próprio fabricante: a estrela de três pontas que simboliza a Mercedes-Benz, por exemplo, ocupava lugar de destaque nos veículos da marca. No Brasil, um dos modelos que adotava esse tipo de adorno era o Ford Landau.
Esses itens já estavam caindo em desuso, mas foram abolidos de vez no final do século XX, quando a segurança tornou-se fator primordial no projeto dos veículos. É que, em caso de atropelamentos, objetos protuberantes sobre o capô potencializam significativamente os ferimentos aos pedestres. Os poucos modelos que ainda mantêm os mascotes, como os da Rolls Royce, adotam mecanismos para retração em acidentes.
3. Quebra-mato
Quebra-mato chegou a vir de fábrica em alguns veículos, como nas primeiras edições das versões Adventure, da Fiat
Outro equipamento que sumiu dos carros porque oferecia risco em caso de atropelamento é o quebra-mato. É verdade que esse adereço nunca foi majoritário nas ruas, mas era visto com alguma frequência em picapes e SUVs de maior porte. Até veículos menores chegaram a trazê-los de fábrica: lembra-se de Fiat Palio Weekend e Strada Adventure e da Chevrolet Montana Off-Road?
Hoje, o quebra-mato resiste como equipamento aftermarket apenas para veículos off-road. Desse modo, acaba justamente restrito ao cumprimento a função à qual, primordialmente, se destina: proteger a dianteira do veículo de galhos e outros tipos de vegetação que possam bloquear trilhas e vias rurais.
4. Faróis escamoteáveis (e também os com lentes de vidro)
Farol escamoteável é mais um item abolido em prol da segurança dos pedestres
Já reparou que, já há algum tempo, os faróis escamoteáveis estão extintos? Mas esses equipamentos eram comuns nos carros esportivos das décadas de 1980 e 1990. Pois a causa da abolição desse item também é… A segurança dos pedestres. Quando estão acesos, esses itens projetam-se para fora do capô, potencializando ferimentos em atropelamentos.
Vale destacar que os faróis comuns também passaram por uma mudança focada na redução dos danos causados por atropelamentos: em vez de vidro, as lentes passaram a adotar policarbonato, material bem menos propenso a causar cortes nas vítimas de acidentes. De quebra, os fabricantes informam que eles têm poder de iluminação ligeiramente maior.
5. Tecidos naturais no interior
Materiais de revestimento interno não podem propagar chamas rapidamente
Até meados do século XX, era comum o uso de fibras naturais nos estofamentos dos automóveis. Modelos de luxo, claro, ostentavam revestimentos nobres, como seda e casimira. É verdade que esses materiais foram naturalmente dando lugar a similares sintéticos, que se popularizaram a partir de então. Mas também há uma questão de segurança nessa equação.
É que tecidos naturais geralmente são bastante inflamáveis. E, claro, isso não combina com motores a combustão, tampouco com acidentes… Materiais menos sensíveis às chamas acabaram se tornando padrão.
Carro antigo é mais seguro? Claro que não! Boris Feldman explica em vídeo!
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