Notícia Dia do Trabalhador: 10 carros que nunca ‘morcegam’ em serviço

Automóvel é aquela máquina muitas vezes usada até a exaustão. Alguns veículos, então, graças à robustez e versatilidade viram carros que são usados para o trabalho até hoje. No Dia do Trabalhador, nada melhor que relembrar alguns deles.

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E não falamos apenas de picapes ou furgões. Carros de passeio e até vans de passageiro fazem sucesso entre quem precisa usar o carro para o trabalho, seja para carregar mercadorias, seja para fazer um negócio ambulante.

1. Chevrolet Montana Combo​

chevrolet montana combo furgao branca de frente

Não tem dia ruim para o furgão da Montana, que disputa trabalho com a Fiorino (Foto: GM | Divulgação)

A picape naturalmente já era um carro para o trabalho. Mas tinha a limitação da altura de carga na caçamba aberta. A General Motors, então, desenvolveu uma cobertura de fibra com porta traseira e transformou a Montana numa espécie de furgão.

A solução foi adotada nas duas primeiras gerações da picape. Fica combinado que visualmente lembrava o “Cupê Mal-Assombrado”, pilotado pela dupla Medonho e Medinho no desenho “Corrida Maluca” – especialmente na Montana 2. Porém, foi uma forma barata e funcional de oferecer um furgãozinho.

2. VW Kombi: todo dia é dia do trabalho​

volkswagen vw kombi serie especial prata 2005 de frente

A velha guerreira já se aposentou mas se mantém na ativa até hoje (Foto: VW | Divulgação)

Quando se fala de trabalho, não tem como deixar um carro como a Kombi de fora. Por 60 anos – e até hoje, vamos ser sinceros – foi a van com melhor custo benefício para ser usada em atividades de transporte de cargas e passageiros.

Com capacidade para até 1 tonelada e mecânica simples, virou carro de feirante. Ainda nos dias atuais é figura fácil nas ruas brasileiras, e não obrigatoriamente na configuração furgão. O que não falta é Kombi de passageiros usada para levar toda a sorte de mercadorias.

3. Fiat Uno Furgão​

fiat uno furgao branco de frente

Configuração Furgão permaneceu no mercado até o fim da produção da carroceria original do Uno, aposentada no final de 2013 (Foto: Fiat | Divulgação)

O primeiro Uno foi um daqueles projetos revolucionários. O hatch compacto lançado em 1984 tinha aproveitamento de espaço excelente, ergonomia acima da média e até coeficiente aerodinâmico diferenciado para a categoria.

Mas a Fiat conseguiu transformar o Uno em um carro para o trabalho. A variante furgão da Botinha Ortopédica, lançada em 1988, teve os bancos de trás retirados, recebeu assoalho contínuo, grade divisória e vidros esbranquiçados para virar um veículo de carga barato.

4. Ford Pampa 4×4​

ford pampa 4x4 1984 a 1987

Iniciativa da Ford de equipar a Pampa com tração 4×4 ainda é única entre as leves (Foto: Ford |Divulgação)

A Ford Pampa já era uma picape robusta e com boa capacidade de carga desde o lançamento, em 1982. A marca norte-americana, porém, optou por agregar mais funcionalidades e aptidões de trabalho pesado para o carro.

Em 1984, a Pampa ganhou tração integral que já era usada em uma versão famosa da Belina. O 4×4 credenciou a picape a fazer o transporte de mercadorias não só na cidade, mas também em áreas rurais e com muita estrada de terra. Durou até 1995, mas hoje ainda é avistada na roça.

5. Chevrolet Caravan​

chevrolet caravan comodoro 1988 de frente station wagon do opala

O imenso bagageiro da Caravan fez dela uma das opções mais acessíveis para conversão em ambulância

Com seu porta-malas generoso, a station-wagon era um convite a carregar até o que não precisava. Quem nunca viu a valente Caravan transportando até geladeira?

A versatilidade era tanta que nos anos 1970 a Caravan virou sinônimo de ambulância ou de carro para um trabalho meio triste, de funerária. Hoje ainda é vista em algumas feiras livres ou para carregar quentinhas de comida na rua.

6. Peugeot 504​

picape peugeot 504 pick up

Peugeot 504 foi a primeira picape da marca francesa no Brasil, mas vendeu pouco

Nos anos 1990 uma picape da Peugeot com desenho datado fez a cabeça de muita gente que precisava de carro para o trabalho. Era a 504, importada da Argentina entre 1992 e 1999.

Foi o veículo de carga com motor a diesel mais barato do país por anos. E também oferecia carga útil de 1,3 tonelada orgulhosamente estampada na porta da caçamba. O que a tornou o comercial leve com maior capacidade do mercado, mesmo menor que a maioria das picapes médias da época.

7. Asia Towner​

asia towner rosa com porta lateral e porta malas aberto

Fala se não bate uma fome sempre que se vê a foto de uma Towner? (Foto: Asia Motors | Divulgação)

Quem lembra da Towner associa o modelo ao transporte de passageiros – muitas vezes irregular – dos anos 1990. Era a opção menor, porém, bem mais barata de van para ganhar um trocado e conseguir levar até seis passageiros – além do motorista.

O carro foi muito usado para o trabalho entre 1993 e 1999, quando foi importado da Coreia do Sul (até a marca falir na derrocada da Kia Motors, da qual era subsidiária). As unidades sobreviventes continuam na labuta.

Porém, também virou veículo para transporte de mercadorias e é figura fácil em feiras livres. Uma ou outra ainda serve como carrocinha de cachorro-quente.

8. VW Fusca​

volkswagen fusca itamar traseira

Ao longo de sua trajetória o Fusca já trabalhou para os Correios, viatura polícia e fazia sucesso na praça, nos taxis em banco passageiro dianteiro (Foto: VW | Divulgação)

Como não considerar o Fusca velho de guerra um carro sempre disposto para o trabalho? Sua robustez mecânica, facilidade extrema de manutenção e tração traseira fazem o besouro pau para toda a obra em qualquer canto do Brasil.

Aí você vê Fusca sendo usado de todas as formas. Tem os colecionadores, claro, mas especialmente nas cidades do interior dos estados, é comum se deparar com o Volkswagen mais querido de todos os tempos transportando toda a sorte de coisas.

9. Fiat Doblò​

fiat doblo prata de frente em movimento

Fiat Doblò tinha espaço de sobra para receber diferentes tipos de adaptações para variadas formas de trabalho (Foto: Fiat | Divulgação)

A multivan foi outra solução funcional de carro para o trabalho. O aproveitamento absurdo do espaço do Doblò o fez virar carro de transporte de passageiros – sempre teve opção de sete lugares. Mas você vê o mini furgão de passageiros servindo também a pequenos empresários, desde para levar equipamentos de som em eventos, até carregar plantas.

Mas o espaço do modelo era tão incrível que não tardou a ter uma versão furgão, com compartimento para carga. No fim de vida, ainda estreou uma configuração preparada de fábrica como ambulância.

10. Kia Besta​

nomes kia besta

Kia Besta chegou ao Brasil nos anos 1990, logo após a abertura das importações, e fez sucesso entre motoristas de transporte escolar (Foto: Kia | Divulgação)

Outra van que virou “referência” de transporte alternativo nas grandes capitais no Brasil. O modelo da Kia Motors começou importado em 1993 em configuração com 10 lugares e logo se tornou uma “rival” da Kombi. O que fez a Volks até brincar nas propagandas de que a única concorrente da veterana era “uma besta”.

O nome, na verdade, era uma junção de “Best” com “A”, algo como “o melhor da categoria A”, como era vendida nos mercados asiáticos. Sua segunda geração trouxe a variante 16 passageiros, que fez ainda mais a festa dos “perueiros”.

Apelidada de torradeira – enquanto a Kombi e a Towner eram os pães de forma -, a Besta ainda foi comercializada até 2005. Poucas resistiram ao tempo e as existentes continuam como carros de trabalho para transporte de passageiros.

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