Na última coluna, listei cinco títulos da franquia “Need For Speed” que considero que não serão superados por “Unbound”, novo game da série que estreia em 2 de dezembro para PC, PS5 e Xbox Series X/S. E na lista não citei “NFS: Most Wanted”, game de 2005, que teve versões para PC, PS2 e Xbox (original). Foi uma bituca de cigarro num chafariz de gasolina.
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A turma ficou furiosa nas redes sociais: “como pode deixar ‘Most Wanted’ de fora?” e coisas do tipo. Fato é que considero “Most Wanted” um jogo pequeno. Não estou falando de qualidade visual. Para 2005, o game tinha ótimos gráficos. Mas pelo fato da EA Canada e a Black Box terem feito um clone piorado de “Underground 2”.
Para quem não se lembra, “Underground 2” foi pioneiro em levar a franquia para um cenário de mundo aberto. Até então, os games contavam com pistas e trajetos fechados. O jogador escolhia a corrida e era levado automaticamente até o local da prova.
“Underground 2” deu um novo panorama ao game. O jogador podia ficar “roletando” pela cidade, numa boa. Aí, um ano depois vem “Most Wanted” com o mesmo formato. A diferença é que o game adiciona perseguições policiais. Elemento que existia desde o game original, de 1994.
“Most Wanted” era um game com visual caprichado para sua época, mas era um clone de “Underground 2”
Lembro que quando o game saiu, fui ansioso testar o game para poder escrever minha matéria para um caderno de tecnologia de um matutino de Belo Horizonte. Afinal, naquela época as mídias sociais de hoje ainda eram embrionárias, mas já rolava um hype em blogs e sites de games.
Eis que instalei o jogo e… “Uai? Tá igual ‘Underground 2’, mas a diferença é que é de dia e cheio de viaturas, como assim?” Foi um banho de água fria. Daqueles que você perde a graça na hora. Nada no game me agradou.
A trama também é medíocre. Mas tudo bem, jogo de corrida não precisa ter história. Aliás, é melhor que nem tenha. É legal quando há um modo carreira em que existe reconhecimento da “comunidade” nas conquistas, com premiações e novas oportunidades. Mas criar uma novelinha é muito cafona.
E “Most Wanted” é muito cafona. Ele coloca o jogador no mundo das corridas ilegais, em que há gangues de corredores. Caras de camisetas coladas, gatinhas com o umbigo de fora, carros tunados e falas que fariam com que Hemingway, Capote e Kerouac (para ficar nos norte-americanos) se revirassem no túmulo.
Caras sarados e gatinhas com a barriguinha de fora: ingredientes que não faltam num filme B
O gameplay é legal, mas não inova. Aliás, é um tanto limitado e fica naquela coisa de vencer um racha, fugir dos tiras, fazer uma prova de tempo. O game simplesmente não tinha graça.
As modificações são superficiais e as melhorias significam mais velocidade e aceleração. Não existe melhora na condução, pois estamos falando de um arcade. Do jeito que você entra na curva, consegue sair dela.
O elemento mais legal desse jogo era poder jogar com o Fiat Punto, que ainda seria lançado no Brasil, dois anos depois. E claro, o BMW M3 GTR futucado. Fora isso, nada tinha graça .
Depois das bravatas, resolvi jogar “MW” novamente, numa edição de “banquinha”, no meu velho PS2, que sempre ligo para jogar “Bomba Patch” e “Underground”. Foram R$ 10 inúteis, ainda bem que consegui trocar por “Gran Turismo 4”.
O post Direito de resposta: porque não gosto Need For Speed Most Wanted apareceu primeiro em AutoPapo.
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A turma ficou furiosa nas redes sociais: “como pode deixar ‘Most Wanted’ de fora?” e coisas do tipo. Fato é que considero “Most Wanted” um jogo pequeno. Não estou falando de qualidade visual. Para 2005, o game tinha ótimos gráficos. Mas pelo fato da EA Canada e a Black Box terem feito um clone piorado de “Underground 2”.
Para quem não se lembra, “Underground 2” foi pioneiro em levar a franquia para um cenário de mundo aberto. Até então, os games contavam com pistas e trajetos fechados. O jogador escolhia a corrida e era levado automaticamente até o local da prova.
“Underground 2” deu um novo panorama ao game. O jogador podia ficar “roletando” pela cidade, numa boa. Aí, um ano depois vem “Most Wanted” com o mesmo formato. A diferença é que o game adiciona perseguições policiais. Elemento que existia desde o game original, de 1994.
“Most Wanted” era um game com visual caprichado para sua época, mas era um clone de “Underground 2”
Lembro que quando o game saiu, fui ansioso testar o game para poder escrever minha matéria para um caderno de tecnologia de um matutino de Belo Horizonte. Afinal, naquela época as mídias sociais de hoje ainda eram embrionárias, mas já rolava um hype em blogs e sites de games.
Eis que instalei o jogo e… “Uai? Tá igual ‘Underground 2’, mas a diferença é que é de dia e cheio de viaturas, como assim?” Foi um banho de água fria. Daqueles que você perde a graça na hora. Nada no game me agradou.
Enredo de NFS Most Wanted
A trama também é medíocre. Mas tudo bem, jogo de corrida não precisa ter história. Aliás, é melhor que nem tenha. É legal quando há um modo carreira em que existe reconhecimento da “comunidade” nas conquistas, com premiações e novas oportunidades. Mas criar uma novelinha é muito cafona.
E “Most Wanted” é muito cafona. Ele coloca o jogador no mundo das corridas ilegais, em que há gangues de corredores. Caras de camisetas coladas, gatinhas com o umbigo de fora, carros tunados e falas que fariam com que Hemingway, Capote e Kerouac (para ficar nos norte-americanos) se revirassem no túmulo.
Caras sarados e gatinhas com a barriguinha de fora: ingredientes que não faltam num filme B
O gameplay é legal, mas não inova. Aliás, é um tanto limitado e fica naquela coisa de vencer um racha, fugir dos tiras, fazer uma prova de tempo. O game simplesmente não tinha graça.
As modificações são superficiais e as melhorias significam mais velocidade e aceleração. Não existe melhora na condução, pois estamos falando de um arcade. Do jeito que você entra na curva, consegue sair dela.
O elemento mais legal desse jogo era poder jogar com o Fiat Punto, que ainda seria lançado no Brasil, dois anos depois. E claro, o BMW M3 GTR futucado. Fora isso, nada tinha graça .
Depois das bravatas, resolvi jogar “MW” novamente, numa edição de “banquinha”, no meu velho PS2, que sempre ligo para jogar “Bomba Patch” e “Underground”. Foram R$ 10 inúteis, ainda bem que consegui trocar por “Gran Turismo 4”.
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