Notícia Dolphin Mini: teste completo, autonomia, itens de série e preço

Compacto roda, na prática, mais de 300km na cidade e deve alguns itens de série porém entre eficiência ao volante


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Por Marcos Camargo Jr. Fotos: Marcos Camargo Jr. e BYD/Divulgação



O BYD Dolphin estreou no começo do ano com a proposta de “democratizar” a eletrificação. Ao preço de um hatch compacto 1.0 turbo, o Dolphin Mini com motor elétrico anda e entrega o mesmo que os concorrentes mas vale a pena? Quais são as suas limitações? A Revista Carro testou o Dolphin Mini ao longo de uma semana para descobrir pontos positivos e negativos.

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Além do visual futurista distinto do Dolphin, o BYD Dolphin Mini mescla conceitos de monovolume no desenho e no estilo. O carro tem seus 3.780mm de comprimento (10cm mais longo que um Renault Kwid), 1.580mm de altura e 1.715mm de largura além do entre eixos curto de 2,500mm. Esta, porém, é a versão que leva quatro passageiros sendo que recentemente a BYD lançou a versão com cinco assentos.

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O BYD Dolphin Mini tem motor elétrico de 75 cv e 13,5 kgfm de torque suficiente para chegar a 130 km/h. A bateria tem 38 kwh suficiente para cerca de 280km no ciclo Inmetro e na prática pode superar os 300 km por recarga.

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Entre as curiosidades interessantes, podemos elencar que o Dolphin tem pneus estreitos combinados com roda aro 16, um único limpador, oferece faróis em LED e tem até mesmo banco do motorista elétrico. No restante, como é digno de sua categoria, não traz retrovisor fotocrômico e tem acabamento simplificado porém bem digno com boa montagem.



Teste de condução




Ao acionar o botão de partida notamos que as luzes se acendem de forma instantânea e temos contato com o diminuto painel digital ao lado da multimídia. A visibilidade é boa na frente mas atrás o vidro diminuto atrapalha um pouco. Notamos ainda, que o ar-condicionado tende a levar alguns minutos para começar a funcionar o que pode incomodar em dias quentes.

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De condução fácil, o Dolphin Mini nem parece ter apenas 75cv enquanto o Dolphin, por exemplo, tem 95cv. É fácil de desviar a trajetória do Dolphin Mini, tem boas retomadas e a posição de dirigir é boa. A cabine do carro também permite que motoristas e passageiros mais altos se acomoda com facilidade. O porta-malas é pequeno com 230 litros mas a ideia da BYD é oferecer um carro com espaço para passageiros, mesmo os mais altos.

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A multimídia de 10 polegadas é prática e tem comandos fáceis e intuitivos já bem traduzidos para o português. Há conexão Android sem fio e Apple CarPlay com cabo, comandos de voz de boa compreensão, boa câmera de ré mas não há recurso 360°. O ar condicionado é digital mas sem comando automático.

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O único ponto que merece atenção ao longo do nosso tempo de teste está na suspensão. O Dolphin Mini é mesmo excessivamente confortável sobretudo em curvas e também para passar em pequenos buracos, lombadas ou valetas. Com curso bem curto, a carroceria parece que fica flutuando em algumas situações com obstáculos o que merece atenção do motorista e certa insegurança para os passageiros. Fica o alerta para a BYD ajustar o setup de suspensão do Dolphin Mini, seja em um conjunto de molas mais rígidas ou menor curso uma vez que a elevada carroceria já não favorece as leis da física. Da mesma forma as rodas poderiam ser maiores ou então a banda do pneu mais larga e mais alta contribuindo com a sensação de segurança.

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Os pneus originais são 175/55 R16 enquanto a BYD tenta homologar o 185/55, medida mais fácil de se encontrar.



Teste de autonomia




O BYD Dolphin Mini conta com 38,8kw de bateria que rende 289km no ciclo PBEV. Mas na prática é bem generoso e eficiente no dia a dia. Para carregar em casa – que é o ideal – o custo ficará em torno de R$ 34 considerando a taxa de energia.

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No primeiro ciclo concluímos o teste com 290km, acima do que prevê o Inmetro e rodando no modo Sport com dois trechos de estrada. Depois no modo normal superamos 315km sempre com ar ligado de forma intensa e ainda marcava 13% de autonomia suficientes para 50km. Em tese ele chegaria de forma segura aos 340km de autonomia.

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Depois testamos uma recarga feita em um supermercado da rede Atacadão que dispõe de carregador de 7kw ao preço de R$ 0,98 o kw. Recarregamos o carro com mais 28kw por cerca de R$ 27. Bem interessante o custo para adicionar 200km de autonomia no carro.



Quanto custa?




A conclusão é que com exceção do sistema de suspensão muito confortável e que requer atenção, o Dolphin Mini surpreende pela economia de rodagem, pelo conforto e uma proposta interessante de carro elétrico urbano. Por R$ 115,8 mil, sai por menos do que um hatch 1.0 turbo. Seu preço é alinhado a um Chevrolet Onix LTZ, Volkswagen Polo Comfortline 170TSi e Hyundai HB20 Limited Safety que custam por volta dos R$ 115 mil.

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O Dolphin Mini pode ter alguns itens de série a menos que os competidores mas nenhum deles terá a mesma eficiência energética do compacto chinês. Assim, ele se sobressai na proposta atual para quem quer entrar no universo da eletrificação.

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