Notícia Esses são os carros que vieram com GNV de fábrica

Instalar um kit de GNV traz algumas vantagens financeiras, como um menor custo por quilômetro rodado e descontos no IPVA — que chega a 62,5% no estado do Rio de Janeiro, por exemplo. Mas vem sempre aquela desconfiança sobre adaptar algo na mecânica do carro, já que o GNV não vem de fábrica.

Se você é desses que prefere ter o veículo todo original de fábrica, mas sente uma atração pelas economias trazidas pelo gás natural, nem tudo está perdido. Alguns carros já saíram de fábrica com alterações e preparados para receber o kit gás.

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Nenhum deles saíram da linha de montagem com o kit completo, a instalação fica por conta do consumidor. Mas a preparação para o GNV já inclui mudanças na mecânica para que o motor trabalhe melhor com esse combustível e tenha maior durabilidade.

Atualmente o GNV não está mais valendo a pena​


Antes de iniciar a lista, vamos lembrar que hoje não é mais possível comprar carros novos preparados para receber kit GNV de fábrica. O motivo para isso pode ser a diminuição da procura pelo combustível alternativo.

Nos últimos meses a gasolina e o etanol receberam mais reduções nos preços que o GNV. Atualmente é preciso rodar mais quilômetros para valer a pena ter instalado o kit gás.

1. Fiat Siena Tetrafuel​

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O Siena Tetrafuel alardeava que podia usar também gasolina 100% pura (Foto: Fiat | Divulgação)
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Ele mostrava no painel o nível de gás natural (Foto: Fiat | Divulgação)

O Fiat Siena é um carro que sempre fez sucesso com taxistas. Seu porta-malas grande e a simplicidade dos motores Fire formam uma combinação que agrada a quem trabalha transportando pessoas. E esse público é um dos maiores usuários do GNV, já que rodam muito e sentem mais a economia gerada pelo uso do combustível.

O Siena Tetrafuel foi lançado no auge da popularização dos motores flex. O “tetra” em seu nome era em alusão aos quatro combustíveis que o sedã poderia usar: Gasolina sem adição de etanol, a gasolina brasileira com sua porcentagem do combustível vegetal, etanol e o gás natural veicular.

A preparação para o motor poder trabalhar com o GNV inclui um coletor de admissão diferente, quatro bicos injetores extra para o gás natural, nova geometria de válvulas e um cabeçote reforçado para lidar com a temperatura mais alta da queima desse combustível. Além disso, o carro já vinha de fábrica com molas traseiras e freios recalibrados para aguentar o peso do cilindro.

O Siena Tetrafuel também vinha com o kit gás instalado na fábrica e mostrava informações do nível de GNV no próprio computador de bordo. A Fiat divulgava a potência de 81 cv com etanol, 80 cv com gasolina pura ou brasileira e 68 cv com GNV. Em comparação, o Siena 1.4 flex comum produzia 86 cv com etanol e 85 cv com gasolina.

2. Fiat Grand Siena GNV​

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O motor Fire predisposto para rodar com gás natural trazia reforços para não ter problemas que são comuns nas adaptações (Foto: Fiat | Divulgação)

O Grand Siena continuou a tradição de seu antecessor no transporte de passageiros. A predisposição para GNV entrou como opcional em 2021, próximo ao fim da produção do modelo. Ela usava recursos que já haviam sido utilizados pelo Siena Tetrafuel, porém o kit gás precisava ser instalado em uma oficina independente.

O pacote incluía o coletor de admissão e cabeçote reforçados, os quatro bicos injetores dedicados ao GNV, válvulas otimizadas e um manual de instalação para a oficina que instalar o kit. Não havia a transição automática do gás natural para o combustível líquido o mostrador do nível do combustível alternativo era separado do painel de instrumentos, diferente do que ocorria no Tetrafuel.

A Fiat não divulgou dados de potência e desempenho do sedã quando funcionando com gás natural.

3. Chevrolet Astra Multipower​

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O Astra Multipower foi o primeiro flex a aceitar o gás natural (Foto: Chevrolet | Divulgação)

A Chevrolet foi rápida ao entrar no bonde dos carros flex, seguindo a Volkswagen rapidamente. E para se destacar, aproveitou para lançar uma versão do Astra sedã já com gás natural de fábrica. Por rodar com três combustíveis, ele foi batizado como Multipower.

A Bosch auxiliou a General Motors nessa tarefa. Fora os cilindros no porta-malas, essa versão só pode ser identificada pelo discreto acessório em um porta-objetos do painel que mostra o nível de GNV e traz uma chave para alternar entre os combustíveis. As molas traseiras são diferentes para compensar o peso extra do sistema.

O fabricante ainda fez questão de colocar uma divisória acarpetada para esconder os cilindros. O Multipower produz 127 cv com etanol, 121 cv com gasolina e 106 cv com GNV. A aceleração de zero a 100 km/h feita em 9,1 segundos com etanol cai para 13 segundos com o gás segundo a Chevrolet.

4. Ford Ranger​

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O motor 2.3 16v da Ranger recebeu reforços (Foto: Ford | Divulgação)

A Ford inovou sendo a única marca a oferecer um kit GNV homologado de fábrica para uma caminhonete. A média Ranger equipada com o motor 2.3 Duratec a gasolina e tinha apelo para uso em frotas.

Na picape o medidor do nível e o botão para alternar o combustível ficavam integrados ao painel, mas o nível era mostrado por quatro LEDs. No motor haviam modificações no cabeçote, nas válvulas e nas sedes das válvulas, para garantir durabilidade e não ter problemas típicos das conversões.

O motor 2.3 produz 150 cv com gasolina e com o GNV cai para 133 cv. Já o torque vai de 22,2 kgfm para 19,5 kgfm. A suspensão não foi alterada, ou seja, a capacidade de carga acabou sendo desfalcada e caía para 720 kg.

5. Volkswagen Santana​

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O rei dos pontos de táxi não poderia ficar de fora (Foto: Volkswagen | Divulgação)

O Volkswagen Santana nasceu como um carro desejado nos anos 80, marcado pela luxuosa versão Executivo. Mas em seu fim de vida o sedã médio sobrevivia como o favorito dos taxistas e até recebeu downgrades como bancos do Gol.

Como táxi e GNV andam lado a lado, o Santana teve uma oferta da pré-disposição para o kit gás de fábrica. Esse opcional era disponível apenas para o motor 1.8 AP. Um detalhe interessante é que o marcador de gasolina do painel passa a indicar o nível de gás natural quando alternava o combustível

6. Toyota Etios​

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A Toyota oferecia a facilidade de já sair da concessionária com o kit (Foto: Toyota | Divulgação)

O Toyota Etios, assim como o Siena e o Santana, é mais um sedã que fez sucesso transportando pessoas. Em 2020, apenas um ano antes do compacto sair de linha, o fabricante passou a oferecer um kit GNV certificado. O cliente podia escolher entre levar o carro na oficina credenciada ou já sair da concessionária com o kit instalado.

Esse kit credenciado não traz nada dedicado como outros carros da lista. Cabeçote, coletor de admissão e molas da suspensão não eram alteradas. A vantagem ficava pelo carro não perder a garantia de fábrica e o kit GNV trazia garantia de 3 anos ou 100 mil km.

Bonus: Scania GNV​

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Até caminhão entra na brincadeira (Foto: Scania | Divulgação)

Todos esses carros com kit gás de fábrica ou certificação para isso já saíram de linha. Mas no mercado de caminhões é possível comprar um Scania zero-KM movido a GNV. O fabricante sueco desenvolveu uma variação de seus motores de 9 e 13 litros que queimam apenas o gás natural.

É possível identificar esses caminhões de longe devido ao conjunto de cilindros amarelos nas laterais, onde ficariam os tanques de óleo diesel. Esses motores Scania movidos a GNV trabalham no ciclo Otto, portanto não possuem tanque de diesel para rodar caso acabe o gás dos cilindros.

Sendo de fábrica ou adaptado, fique atento na hora de abastecer:


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