Notícia Estes são os 10 carros com os piores motores já vendidos no Brasil

Sabe quando teu santo não cruza com o daquela pessoa? Tem muito automóvel que é assim também. Na verdade, são motores que ficam piores em determinados carros, seja por incompatibilidade de projetos ou mesmo porque o propulsor é mais antigo que o veículo em si.

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Por isso, na lista de carros com piores motores, nem sempre a culpa é do automóvel, e nem sempre é do conjunto mecânico. Mas o resultado do casamento geralmente é consumo elevado, comportamento ruim ou desempenho aquém do esperado.

1. Jeep Renegade 1.8 E.torQ​


Antes de mais nada, o Jeep Renegade sobe meio-fio, sim, apesar das piadas maldosas para cima do SUV compacto. Só que não tem como negar que as versões do jipinho com o motor 1.8 E.torQ deixam muito a desejar em vários aspectos.

jeep renegade sport 2016 prata frente e lateral

Motor 1.8 estava bem aquém da proposta do Jeep Renegade e foi substituído pela unidade 1.3 turbo (Foto: Marcelo Jabulas | AutoPapo)

Apesar de ser um projeto relativamente novo, oriundo da Tritec (joint venture entre BMW e Chrysler nos anos 2000), o 1.8 16V de 139/135 cv tem rodar áspero e vibra bastante. O consumo também é afetado, ainda mais com o datado câmbio automático de seis marchas da Aisin, com médias urbanas que dificilmente passam de 7 km/l com etanol, ou de 8,5 km/l, com gasolina.

Nem mesmo o que o nome que o motor sugere salva. Apesar das boas arrancadas e potência interessante, o Renegade 1.8 demora a embalar nas retomadas, justamente porque o torque máximo de 19,3 e 18,8 kgfm só aparece lá pelas 4.000 rpm.

2. Chevrolet Spin 1.8​


O motor Família I é um herói da resistência. O conjunto motriz é um projeto da Opel (então divisão europeia da General Motors) que nasceu nos anos 1980. Por aqui, estreou no revolucionário Corsa, em 1994, com “litragem” 1.0 e 50 cv de potência. Hoje resiste na Spin e figura como um dos piores motores para um carro como esta minivan.

chevrolet spin 2023 cinza vista do alto

O motor 1.8 da Spin é um veterano do mercado, que passou por ajustes nos últimos 40 anos, mas ainda segue em linha (Foto: GM | Divulgação)

Isso porque o Família I passou por tantas mudanças (já foi 1.4, ganhou sistema multiponto, teve taxa de compressão aumentada etc) e hoje trabalha em sua capacidade máxima de cilindrada sob o capô do monovolume. São 111/106 cv para mover um automóvel familiar, de quase 1,2 tonelada.

Isso afeta diretamente o consumo da Spin, que tem médias urbanas na casa dos 7 km/l (E) e 9 km/l (G). O comportamento do motor ainda é bastante áspero e ruidoso. A caixa automática de seis velocidades também não se entende com o propulsor, com imprecisões em médios giros.

3. Hyundai ix35 2.0​


O SUV feito em Anápolis (GO) pelo Grupo Caoa vendeu bem até sair de linha em 2022. Nada mais é que a segunda geração do Tucson que, por aqui, usou o motor Theta, um projeto até recente, de 2004, fruto de uma joint venture entre Hyundai, Chrysler e Mitsubishi.

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O ix35 chegou ao Brasil com o conhecido motor 2.0 da marca sul-coreana, mas peca pelo consumo exagerado (Foto: Hyundai | Divulgação)

Acontece que, ao virar flex, em 2012, o motor até ganhou em potência (partiu de 168 cv para 178/169 cv), mas perdeu em eficiência. E não combinou muito com o ix35 e sua transmissão automática de seis velocidades.

As queixas sobre o elevado consumo e as normas de emissões fizeram a Hyundai Caoa “estrangular” o propulsor, que teve a potência reduzida para 167/157 cv. Não resolveu uma coisa e piorou outra. O ix35 perdeu em desempenho nas acelerações e retomadas, e nem por isso aplacou sua sede.

4. Fiat Mobi 1.0​


Para ter um dos modelos mais baratos do país, a Fiat mantém o 1.0 Fire no Mobi. Trata-se de um dos carros com piores motores porque aqui falamos de um conjunto que tem origem em 1985 e que já se mostra bastante defasado, mesmo para a proposta de veículo popular do subcompacto da marca italiana.

Carro popular teve baixa de 10,8% nos preços

O Mobi chegou a usar o motor Firefly, mas a Fiat optou usar o velho bloco FIRE, que é mais barato (Foto: Marcelo Jabulas | Divulgação)

Sigla para “Fuly Integrated Robotised Engine”, algo como “Motor Robotizado Totalmente Integrado” (por causa da montagem do propulsor, feita por robôs), o Fire estreou no Brasil em 2000 na família Palio para suceder aos motores Fiasa e Sevel. Teve variantes 1.3 e 1.4, potência aumentada e ganhou até sobrenome Evo.

Sobrevive no Fiorino e no Mobi, mas no hatch o desempenho é sofrível. Além disso, o peso do tempo do motor se reflete em um consumo e o carrinho fica bem atrás de seu principal rival neste quesito, o Renault Kwid. Para piorar, o custo de revisão do Mobi Fire na rede Fiat é mais caro do que o Argo 1.0 três-cilindros Firefly – motor que o Mobi chegou a ter.

5. Peugeot 208 1.6​


Outro quase quarentão que faz o 208 ser um dos carros com os piores motores. O conjunto que conhecemos aqui como EC5 nasceu em 1986, como TU na então PSA Peugeot Citroën, em variantes oito e 16 válvulas. No Brasil, debutou com o Xsara, em 1998, um pouco antes de o 206 (1999) o “popularizar”.

Motor que equipa o Peugeot 208 é confiável, porém, desempenho deixa a desejar

O 208 é um carro moderno e incrivelmente bonito, mas motor 1.6 vai contra tudo que o visual vende (Foto: Peugeot | Divulgação)

O motor começou a ser feito em Porto Real (RJ), passou por novas calibragens e várias mudanças e ganhou sistema de partida a frio sem necessidade de tanquinho. Mas nunca foi o primor de eficiência. Na segunda geração do Peugeot 208, lançada em 2022, isso ficou mais evidente.

O compacto usa uma plataforma moderna e modular, tem bom acerto dinâmico, mas o 1.6 16V parece não combinar. Não que o desempenho seja ruim, com seus 120/113 cv, mas tem nível de vibração um pouco elevado e deixa a desejar no consumo. Além do mais, não combina com a bela carroceria do 208.

6. Mitsubishi ASX 2.0​


O motor 4B11 nem era tão velho quando passou a equipar o ASX. O 2.0 quatro cilindros surgiu em 2005 até com nossas, com bloco e cabeçotes de alumínio e comando duplo de válvulas, com variação na admissão e no escape.

mitsubishi asx 2013 branco frente parado com o pao de acucar ao fundo

O ASX era um SUV bacaninha, mas pecava pelo motor defasado que bebia demais e tinha comportamento letárgico (Foto: Mitsubishi | Divulgação)

Mesmo assim, se mostrou bem vacilante no crossover compacto da Mitsubishi. Com 160 cv e câmbio CVT, demora a embalar e não é nem um pouco econômico. Em 2017, virou flex, passou para 170 cv, mas o ASX continuou com desempenho anestesiado.

7. Chrysler PT Cruiser 2.4​


O estilô retrô do PT Cruiser, inspirado no Plymouth 1937, merecia um motor melhor. O estiloso carro da Chrysler teve um dos piores motores que se tem ideia. O 2.4 16V da linha EDZ sucedeu ao 2.0 com alguns cavalos a mais (totalizando 143 cv) e promessa de mais torque.

chrysler pt cruiser 2007 azul frente e lateral

Certamente o PT Cruiser foi o maior banho de água fria da história, com seu medonho motor 2.4 (Foto: Chrysler | Divulgação)

Na prática, o desempenho do belo carro continuou vacilante. O 0 a 100 km/h supera os 11 segundos e a caixa automática de quatro marchas pouco ajuda. O carro patina bastante em retomadas e tem consumo elevado.

Para piorar, o 2.4 tem ainda histórico de problemas de vazamento de óleo e manutenção complicada e cara. Ainda ganhou sobrevida no SUV Fiat Freemont, no qual também deixou um histórico de queixas quanto a performance e eficiência.

8. Ford Maverick​


O Maverick pode ser cultuado hoje, mas em vida foi um carro que jamais empolgou em vendas e ainda começou com um dos piores motores para a época. Lançado em 1973, o modelo carregava um propulsor dos anos 1930.

piores motores

Performance e eficiência eram atributos que o Maverick 4 cilindros nunca conheceu (Foto: Ford | Divulgação)

O seis cilindros da Willys-Overland – cujas operações no Brasil a Ford havia acabado de comprar – era pesado e pouco empolgante para um carro com desenho esportivo e que queria peitar o Chevrolet Opala. Para piorar, o velho propulsor trabalhava com uma transmissão vinda do Aero Willys, pontuada por vários problemas.

O desempenho era decepcionante, com 0 a 100 km/h acima dos 20 segundos. O consumo também era: menos de 9 km/l. Isso rendeu ao Maveco a famosa frase “anda como um quatro cilindros, mas bebe como um oito cilindros”.

9. Lifan 530 1.5​


O sedã da marca chinesa já não era grande coisa. Mas conseguiu ser um carro controverso e com um dos piores motores da história da indústria. Com 103 cv e 13,6 kgfm de torque a 3.500 rpm, o 1.5 é barulhento e manco.

piores motores

Pensa num carro ruim! (Foto: Lifan | Divulgação)

Não compensa nem com consumo significativo, já que as médias apontavam menos de 9 km com um litro de gasolina na cidade. Felizmente, o carro e o motor duraram pouco no mercado brasileiro.

10. Dodge Journey V6 2.7​

dodge journey r t 2 7 v6 vermelho frente parado


Existem motores de carros importados que ficam problemáticos por não estarem preparados adequadamente para as nossas condições e combustíveis. Com o V6 2.7 do Dodge Journey o problema veio da matriz.

Esse propulsor já havia má fama nos EUA desde o lançamento, sofrendo com problemas de borra de óleo. É importante lembrar que por lá toda gasolina recebe aditivos detergentes e dispersantes, ou seja, não tem cuidado que salve o proprietário do problema.

O causador desse problema era uma falha de projeto: o V6 trabalha com temperatura alta, o volume de óleo utilizado é insuficiente e a bomba d’água tocada por corrente vaza no cárter. Esse problema e as falhas no tensionador da corrente de comando renderem processos contra a Chrysler nos EUA.

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