Bob Lutz, ex-vice-presidente global de vendas da BMW e uma das figuras mais respeitadas da indústria automotiva, disparou duras críticas à atual identidade visual da montadora alemã. Em entrevista recente ao portal BimmerLife, o executivo classificou o design dos novos modelos como “horrível” e sugeriu que o sucesso comercial da marca se deve exclusivamente à inércia de seu prestígio, e não à qualidade estética dos produtos.
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Conhecido pela franqueza habitual, Lutz, que tem 92 anos, focou sua análise nas controversas grades dianteiras gigantes e nas linhas angulares adotadas nos últimos lançamentos. Segundo ele, a direção de arte perdeu a elegância funcional que historicamente definiu os veículos bávaros.
BMW XM foi um dos modelos criticados pelo executivo (Foto: BMW | Divulgação)
“Algumas das frentes são horríveis. Exageradas, com aquele visual steampunk, parecendo grandes placas octogonais de ferro fundido rebitadas ao carro”, afirmou Lutz. Para o executivo, o problema é estrutural: “As proporções estão erradas, as linhas estão erradas, os detalhes estão errados”.
A crítica de Lutz vai além da estética e toca no comportamento do consumidor. Ele argumenta que a lealdade à marca cegou o mercado. “Acho difícil acreditar que as pessoas achem isso apelativo. Francamente, esses carros estão sendo comprados apenas porque as pessoas esperam um veículo premium e querem ostentar o emblema”, completou.
Bob Lutz, ex-vice-presidente da BMW (Foto: Reprodução)
As palavras de Lutz carregam peso devido ao seu histórico na empresa. Durante sua gestão na década de 1970, ele foi peça-chave na criação da BMW Motorsport (atual Divisão M) e supervisionou o lançamento de ícones como a Série 3 (geração E21) e a Série 7. Após deixar a BMW, Lutz acumulou passagens de destaque pela Ford, Chrysler e, mais recentemente, ocupou a vice-presidência da General Motors, de onde se aposentou em 2010.
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Conhecido pela franqueza habitual, Lutz, que tem 92 anos, focou sua análise nas controversas grades dianteiras gigantes e nas linhas angulares adotadas nos últimos lançamentos. Segundo ele, a direção de arte perdeu a elegância funcional que historicamente definiu os veículos bávaros.
Design “Steampunk” e proporções erradas
BMW XM foi um dos modelos criticados pelo executivo (Foto: BMW | Divulgação)
“Algumas das frentes são horríveis. Exageradas, com aquele visual steampunk, parecendo grandes placas octogonais de ferro fundido rebitadas ao carro”, afirmou Lutz. Para o executivo, o problema é estrutural: “As proporções estão erradas, as linhas estão erradas, os detalhes estão errados”.
A crítica de Lutz vai além da estética e toca no comportamento do consumidor. Ele argumenta que a lealdade à marca cegou o mercado. “Acho difícil acreditar que as pessoas achem isso apelativo. Francamente, esses carros estão sendo comprados apenas porque as pessoas esperam um veículo premium e querem ostentar o emblema”, completou.
Autoridade histórica
Bob Lutz, ex-vice-presidente da BMW (Foto: Reprodução)
As palavras de Lutz carregam peso devido ao seu histórico na empresa. Durante sua gestão na década de 1970, ele foi peça-chave na criação da BMW Motorsport (atual Divisão M) e supervisionou o lançamento de ícones como a Série 3 (geração E21) e a Série 7. Após deixar a BMW, Lutz acumulou passagens de destaque pela Ford, Chrysler e, mais recentemente, ocupou a vice-presidência da General Motors, de onde se aposentou em 2010.
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