Notícia Fiat Mobi ou Renault Kwid: qual é o melhor ‘carro mais barato do Brasil’?

Os carros mais baratos do Brasil finalmente ficaram abaixo dos R$ 60 mil. Tudo bem que temporariamente, mas isso evidenciou a dupla Renault Kwid e Fiat Mobi. Os dois subcompactos travam uma briga particular na base do mercado e são opções para quem quer um carro racional para usar na cidade, sem machucar muito o bolso.

Mas qual dos dois é melhor? O que um oferece a mais que o outro? Neste comparativo virtual e pontual, vamos mostrar como se comportam Renault Kwid e Fiat Mobi em cada um de cinco quesitos.

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Desempenho e consumo​


Não é o forte destes dois subcompactos. Como dito, são carros pensados para serem racionais no uso urbano. Com motor mais leve, moderno e eficiente, o Kwid leva vantagem sobre o Mobi em diferentes aspectos de performance.

As acelerações do 1.0 SCe de 71/68 cv do Renault são mais espertas. Segundo dados das marcas, o Kwid precisa de 13,2 segundos para o 0 a 100 km/h, enquanto o Mobi, apesar da potência maior (74/71 cv), leva mais de 14 segundos para fazer o mesmo.

Em subidas, os dois carecem de força e é aquela sofrência para subir qualquer ladeira. No mais, o motorzinho três-cilindros da Renault vibra mais, enquanto o velho 1.0 Fire quatro canecos da Fiat tem rodar áspero e beberrão.

Confira as médias de consumo de cada um, de acordo com a tabela 2023 do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (em km/l):

Renault Kwid 1.0 SCe​

  • Consumo etanol cidade: 10,8
  • Consumo etanol estrada: 11,0
  • Consumo gasolina cidade: 15,3
  • Consumo gasolina estrada: 15,7

Fiat Mobi 1.0 Fire​

  • Consumo etanol cidade: 9,6
  • Consumo etanol estrada: 10,4
  • Consumo gasolina cidade: 13,5
  • Consumo gasolina estrada: 15,0

Comportamento dinâmico​

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Fiat Mobi
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Renault Kwid

Os dois são carros com plataformas simplificadas e daqueles chamados projetos de baixo custo. Isso se reflete em um comportamento que aparenta fragilidade no rodar. Tal percepção fica evidente principalmente na estrada.

Feito sobre a plataforma CMF-A e fruto de um projeto indiano, o Kwid até melhorou um pouco na linha 2023 lançada no ano passado. Ganhou reforços estruturais e mais equipamentos de segurança, mas continua com a dinâmica ruim, especialmente em curvas, além de freios esponjosos – o sistema de frenagem já passou por dois recalls.

O Mobi é produzido sobre a plataforma 327, a mesma da segunda geração do Uno – descontinuado em 2021. Não que seja o suprassumo da dinâmica e estabilidade, mas passa a sensação de ser um carro mais “na mão”, com frenagens mais equilibradas e carroceria que torce menos nas curvas.

De qualquer forma, andar rápido e sair pegando estrada com o pé fundo não é a proposta dos dois subcompactos mais baratos do país. Tanto Kwid como Mobi são são carros para andar pianinho na cidade.

Conforto e espaço​


São os menores carros a combustão do mercado, então não existe milagre. Kwid e Mobi têm espaço diminuto, suficiente para quatro pessoas adultas e sem sobras.

Na fita métrica o Renault leva pequena vantagem. São 3,65 metros de comprimento, 19 cm a mais que o Fiat, e 2,42 m de entre-eixos, 12 cm a mais. O que configura um pouco mais de espaço para as pernas dos ocupantes de trás.

A posição de dirigir do Kwid é ruim, enquanto no Mobi a ergonomia é melhor. No porta-malas, o modelo da marca francesa tem capacidade de 290 litros, contra 200 do carro da montadora italiana.

Porém, na capacidade o Fiat carrega um pouco mais. São 400 kg de carga útil no Mobi, ante 375 kg no Kwid.

Custo-benefício​


Com as medidas anunciadas pelo governo, Kwid e Mobi começam no mesmo preço de R$ 58.990. Desde a versão Zen, o Renault se sobressai em equipamentos devido aos controles de estabilidade, tração e subidas de série (opcionais no Mobi Like, por R$ 700), além dos airbags laterais dianteiros a mais e luzes de condução diurna.

Com exceção destes itens, a lista de equipamentos de ambos é enxuta e condizente com o segmento em que os carros estão inseridos. Ar-condicionado, direção assistida e vidros dianteiros e travas elétricos são de série no Kwid mais barato e no Mobi desde a Like.

Mais detalhes a favor do Kwid, que tem direção elétrica, enquanto a assistência do Mobi é hidráulica. O Renault também tem faróis com refletores duplos, luzes de neblina e som simples com Bluetooth e tomada USB na Zen mais barata.

A vida fica um pouco melhor nas versões intermediárias. O Kwid Intense, com o bônus, agora custa R$ 64.590 e ganha retrovisores elétricos e multimídia com câmera de ré e conexão com Android Auto e Apple CarPlay.

O multimídia (sem câmera) também é de série no Mobi Trekking, a segunda versão e a topo de linha do subcompacto, que passou a custar R$ 65.290. Esta agrega ainda banco do motorista com ajuste de altura – inexistente no concorrente da Renault.

Já o aventureiro do Kwid é o Outsider, que parte dos R$ 67.990 e agrega o visual “jipeiro”, além de rodas diamantadas aro 14”

Manutenção​


Nas revisões com preço fixo, o Kwid tem um plano mais em conta, em especial o de 60 mil km. Confira os valores apurados em junho de 2023.

Renault Kwid​

  • 10.000 km: R$ 454,33
  • 20.000 km: R$ 517,62
  • 30.000 km: R$ 517,62
  • 40.000 km: R$ 867,47
  • 50.000 km: R$ 580,91
  • 60.000 km: R$ 862,49

Fiat Mobi​

  • 10.000 km: R$ 496
  • 20.000 km: R$ 664
  • 30.000 km: R$ 1.008
  • 40.000 km: R$ 876
  • 50.000 km: R$ 676
  • 60.000 km: R$ 2.108

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