Notícia Fiat Pulse Impetus T200 Hybrid: A eletrificação “pé no chão” faz diferença?

Foram mais de 1400 quilômetros rodados com a versão MHEV do SUV




A Fiat deu o seu passo mais estratégico rumo à eletrificação no Brasil com o lançamento do sistema Bio-Hybrid. O escolhido para estrear a tecnologia foi o Pulse, na versão topo de linha Impetus, que agora une o já consagrado motor T200 a um sistema híbrido leve (MHEV) de 12V. Mas será que essa pequena dose de eletricidade é o suficiente para manter o SUV competitivo frente a rivais cada vez mais modernos?

O que muda no “Bio-Hybrid”?




Diferente de um híbrido pleno (HEV) como o Toyota Corolla Cross, o Pulse Hybrid utiliza um sistema de eletrificação leve. No lugar do alternador e do motor de partida convencionais, entra um motor elétrico multifuncional de 3 kW (4 cv) ligado ao motor térmico por uma correia.

Esse conjunto é alimentado por duas baterias de 12V, uma de chumbo-ácido no cofre do motor e uma auxiliar de íon-lítio (11Ah) sob o banco do motorista. O sistema atua em quatro frentes:

e-Start&Stop: Desliga o motor térmico antes da parada total e garante partidas muito mais suaves e silenciosas.
e-Assist: O motor elétrico entrega torque extra nas acelerações e retomadas, aliviando o esforço do motor a combustão.
e-Regen: Recupera energia nas desacelerações para carregar as baterias.
Alternador Inteligente: Gerencia a carga para otimizar a eficiência energética.




Desempenho


Sob o capô, o motor 1.0 Turbo Flex de três cilindros continua entregando os bons 130 cv com etanol (125 cv com gasolina) e 20,4 kgfm de torque já a partir de 1.750 rpm. A transmissão é a conhecida CVT que simula sete marchas. Na prática, o motor elétrico de 1 kgfm de torque adicional ajuda principalmente a vencer a inércia inicial e a preencher pequenos “buracos” de torque antes da turbina encher totalmente.

No interior, a versão Impetus mantém o bom nível de acabamento com bancos em couro, painel digital de 7 polegadas (agora com novos gráficos para monitorar o fluxo de energia) e a central multimídia de 10,1 polegadas com conexão sem fio.








Consumo declarado (Inmetro)


Segundo os dados oficiais da Fiat e a etiquetagem do PBEV, o ganho de eficiência urbana é de aproximadamente 10,7%. O consumo em ciclo urbano é de 9,3 km/l no etanol e 13,4 km/l na gasolina. Já em uso rodoviário os números são de 10,2 km/l com etanol e 14,4 km/l em gasolina.



Ao dirigir o Fiat Pulse, é perceptível que a construção é acertada, desde o espaço interno, ergonomia, ajustes, como o conjunto de suspensão e a dinâmica do veículo. Não há nada em especial para a suspensão McPherson utilizada na dianteira e eixo de torção na traseira, frequentemente utilizada em diferentes carros, porém, o comportamento do Fiat Pulse é linear e faz sentido para sua proposta.

O sistema Start-Stop ajuda bastante a obter boas médias de consumo de combustível, mas a forma com a qual o condutor fará aceleração, também é um ponto que deve ser levado em consideração. Nas saídas de semáforo, e em retomadas de aceleração em velocidades mais baixas, o sistema MHEV de 12V irá dar uma “forcinha” na potência, ajudando a consumir menos nestes momentos, mas não é algo perceptível, você consegue perceber a utilização se estiver de olho no painel de instrumentos e ver que, a barra com o nível de carga da bateria começa a cair.

Em nossos testes, foram mais de 1.400 km rodados com o Fiat Pulse que apresentou uma média geral de 10,4 Km/l. Na maior parte desta quilometragem, o veículo foi abastecido com gasolina, porém, em alguns momentos houve utilização de etanol. Levando em consideração o tanque cheio de gasolina em um trajeto rodoviário entre São Paulo e Curitiba no Paraná, a média de consumo ficou na casa de 15 km/l. É possível obter números maiores, desde que a velocidade constante seja mais baixa, por exemplo, enquanto mantivemos a velocidade máxima até 90 km/h, foi possível obter uma média de 18 km/l. Porém, quando a via permite máxima mais alta como 100 a 110 km/h, o consumo começa a ser maior e as médias declinam um pouco. Mas ainda se torna um ponto positivo por ser um número maior do que o informado pela própria Fiat.




Conclusão


O Fiat Pulse Impetus T200 Hybrid não pretende ser um carro que roda apenas no modo elétrico, mas sim um SUV que utiliza a tecnologia para poluir menos e ser mais linear no trânsito pesado. Ele mantém todas as virtudes que o tornaram um sucesso, vão livre do solo, boa conectividade e design atual, com o bônus de uma tecnologia que, em alguns estados, ainda garante benefícios fiscais como isenção ou redução de IPVA.

Vale lembrar que, em sua categoria, o Fiat Pulse concorre diretamente com Renault Kardian e Volkswagen Tera, além de receber novos concorrentes como Nissan Kait e o novo Honda WR-V. A tecnologia MHEV do Fiat Pulse, faz sentido quando o veículo trafega em perímetro urbano, mas, para obter um consumo igual ou superior ao indicado, é primordial o estilo de condução do proprietário.


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