A Fiat Strada foi o carro mais vendido do Brasil em 2021 e continua na liderança em 2022. Para conseguir vender tanto ela precisa ser boa tanto no lazer quanto para o trabalho. A nova versão topo de linha Ranch, equipada apenas com câmbio automático do tipo CVT, chegou para complementar a linha.
A Strada Ranch custa R$ 119.690, R$ 5.330 a mais que a Volcano CVT. Com esse valor adicional o consumidor leva bancos em couro, pneus de uso misto e acessórios para complementar o visual da picapinha. Nesse segundo contato com a Fiat Strada CVT aproveitamos para descobrir o motivo de tanto sucesso.
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Por fora a Strada Ranch se diferencia por traz estribos laterais e para-barros de fábrica
A capota marítima também é de série e traz o nome da versão estampada
Rodas de liga leve tem desenho exclusivo para a versão
Os pneus são de uso misto e mais agressivos que os da Volcano
Detalhe do para-lama só traz o nome da versão na topo de linha
A nova geração da Strada continua sendo uma picape compacta de tração dianteira que traz mecânica de hatch. Mas isso de forma isolada não faz jus às capacidades do carro. O vão livre agora é de 23 cm, o mesmo da irmã maior Toro.
Para ajudar na terra e em trilhas leves ela traz o TC+, que quando acionado simula um bloqueio de diferencial utilizando os freios para segurar a roda sem tração e enviar a força para as roda em contato com o solo. Ele também aciona o modo fora de estrada do ABS, que trava as rodas no inicio da frenagem para criar um “monte” de terra na frente dos pneus e ajudar a parar em uma distância menor.
A versão Ranch ainda traz pneus de uso misto mais agressivos que os usados pela Volcano. Esse conjunto deixa a Fiat Strada mais valente que muito SUV equipado com tração integral sob demanda e não contam com qualquer tipo de bloqueio no diferencial.
Suspensão com molas parabólicas na traseira tem bom curso e aguenta carga
A Strada se garante bem em trilhas que não exigem 4x4
O acerto deixa o comportamento previsível no asfalto
Com o fim da Ford Courier em 2013, a Fiat Strada ficou como única picape compacta do Brasil a trazer molas parabólicas na traseira. Isso traduz em uma maior robustez e capacidade de carga, características que consolidaram o modelo em frotas e fazendas de todo o país.
Na Ranch e na Volcano CVT a capacidade de carga é de 600 kg, nas versões de cabine dupla com cambio manual é de 650 kg e nas versões de cabine simples a Strada pode levar até 720 kg. E nossos colegas do Autos Segredos dizem que uma versão capaz de levar 770 kg está a caminho.
Um comportamento típico de veículos com molas parabólicas é ter a traseira mais “saltitante” quando vazia. A Fiat adotou batentes de celasto para compensar isso e suavizar a rodagem. O acerto da suspensão segura bem a picape em rodovias, dando comportamento previsível em curvas. O destaque fica para o conforto e o curso longo, que ajuda nas trilhas.
Porém nem tudo são flores na Strada Ranch. Devido a cabine dupla foi preciso tirar espaço da caçamba, que é curta. E não pense em usar a picape como um sedã, pois a capota marítima não fornece um selo hermético ao compartimento. Isso não é uma falha do modelo e sim uma característica desse tipo de capota. Se for viajar com a família será preciso uma bolsa ou baú para as malas ficarem isoladas de poeira e água.
O motor 1.3 Firefly dá conta quando vazia, mas mostra as limitações quando a picape está carregada
Hoje a Fiat Strada é oferecida com dois motores: o antigo 1.4 Fire e o moderno 1.3 Firefly. O motor de menor deslocamento é o usado na Ranch, produzindo 107 cv e 13,7 kgfm quando abastecido com etanol e 98 cv e 13,2 kgfm com gasolina.
Apesar de moderno, esse motor traz concepção simples: utiliza apenas duas válvulas por cilindro, comando simples e injeção multiponto. Sua concepção prioriza a força em baixa rotação, o que é bom para uma picape. O desempenho quando vazia é bom, mas uma opção mais forte é sentida quando a picape está carregada.
A modernidade do motor Firefly fica no projeto modular, bloco em alumínio, variador de fase no comando, aquecimento dos bicos injetores para a partida a frio e corrente de comando. Esse motor é base para o 1.3 turbo GSE usado pela Toro e pelos Jeep Renegade, Compass e Commander.
O câmbio CVT casa bem com o 1.3 Firefly e consegue explorar bem a força do motor, mas falta reduzir sozinho em descidas
A primeira picape compacta nacional com câmbio automático foi a Chevrolet Chevy 500, mas chegou em uma época onde esse tipo de cambio era exceção. Hoje mais de 50% dos carros vendidos no Brasil são automáticos, e a caixa CVT da Aisin chegou em uma boa hora para a Strada.
O modelo manual possui relações de marchas muito curtas, o que deixava a condução na estrada incomoda. O CVT resolve esse problema, pisando leve o motor fica sempre abaixo de 2.000 rpm e resulta em uma boa economia. Em uma viagem de 200 km feita pelo autor o carro fez 12 km/l com etanol.
O funcionamento do CVT na Strada é o tradicional desse tipo de câmbio: quando você exige no pedal o CVT trabalha para manter sempre na rotação ideal para o momento. Para reduzir a sensação de estranheza causada pelo motor “urrando” em uma rotação fixa, o carro simula uma troca de marcha quando o motorista pisa no fundo e exige potência.
Existe também um modo sequencial, que é ativado movendo a alavanca para a esquerda ou acionando as borboletas atrás do volante. Nesse modo a caixa oferece 7 relações fixas. Esse modo é bastante útil em descidas, pois o câmbio não faz freio motor e deixa o carro solto. Chamando nas borboletas é possível subir a rotação e poupar o freio de serviço.
A versão Ranch traz de exclusivos os detalhes em bronze... (Foto: Fiat | Divulgação)
... e os bancos em couro (Foto: Fiat | Divulgação)
Central multimídia é a mesma da Volcano (Foto: Fiat | Divulgação)
Modelos com câmbio automático trazem carregador sem fio bem localizado (Foto: Fiat | Divulgação)
O espaço no banco traseiro é apertado (Foto: Fiat | Divulgação)
A versão topo de linha Ranch traz o mesmo pacote de equipamentos da Strada Volcano, mudando apenas os bancos. Ela traz apenas o trivial: ar-condicionado, trio elétrico, central multimídia, quatro airbags, controle de tração e estabilidade, rodas de liga leve e faróis full-LED.
É o suficiente para o uso diário, mas pelo preço cobrado sentimos faltas de alguns equipamentos, como o cruise control, ar-condicionado automático e mais entradas USB. Esses itens já vem de série no Pulse de entrada que custa R$ 89.990.
Sensor de estacionamento dianteiro e alerta de ponto cego também fazem falta na Strada devido a visibilidade ruim da picape. O capô alto limita a visibilidade em manobras e as barras na janela traseira atrapalham a visão do retrovisor interno.
O acabamento é simples, usando plástico duro no painel e nas portas. Para o trabalho isso é bom, pois caso suje de lama pode ser limpo apenas com um pano úmido. Mas no uso diário faz falta uma superfície macia na porta para apoiar o braço. Uma coisa sentida no teste é que os painéis de porta vibram quando o volume do som está alto e a música possui graves fortes – o baixo de Geddy Lee comprovou isso.
Fotos: Eduardo Rodrigues | AutoPapo
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A Strada Ranch custa R$ 119.690, R$ 5.330 a mais que a Volcano CVT. Com esse valor adicional o consumidor leva bancos em couro, pneus de uso misto e acessórios para complementar o visual da picapinha. Nesse segundo contato com a Fiat Strada CVT aproveitamos para descobrir o motivo de tanto sucesso.
VEJA TAMBÉM:
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1. Valentia longe do asfalto
Por fora a Strada Ranch se diferencia por traz estribos laterais e para-barros de fábrica
A capota marítima também é de série e traz o nome da versão estampada
Rodas de liga leve tem desenho exclusivo para a versão
Os pneus são de uso misto e mais agressivos que os da Volcano
Detalhe do para-lama só traz o nome da versão na topo de linha
A nova geração da Strada continua sendo uma picape compacta de tração dianteira que traz mecânica de hatch. Mas isso de forma isolada não faz jus às capacidades do carro. O vão livre agora é de 23 cm, o mesmo da irmã maior Toro.
Para ajudar na terra e em trilhas leves ela traz o TC+, que quando acionado simula um bloqueio de diferencial utilizando os freios para segurar a roda sem tração e enviar a força para as roda em contato com o solo. Ele também aciona o modo fora de estrada do ABS, que trava as rodas no inicio da frenagem para criar um “monte” de terra na frente dos pneus e ajudar a parar em uma distância menor.
A versão Ranch ainda traz pneus de uso misto mais agressivos que os usados pela Volcano. Esse conjunto deixa a Fiat Strada mais valente que muito SUV equipado com tração integral sob demanda e não contam com qualquer tipo de bloqueio no diferencial.
2. Capacidade de carga
Suspensão com molas parabólicas na traseira tem bom curso e aguenta carga
A Strada se garante bem em trilhas que não exigem 4x4
O acerto deixa o comportamento previsível no asfalto
Com o fim da Ford Courier em 2013, a Fiat Strada ficou como única picape compacta do Brasil a trazer molas parabólicas na traseira. Isso traduz em uma maior robustez e capacidade de carga, características que consolidaram o modelo em frotas e fazendas de todo o país.
Na Ranch e na Volcano CVT a capacidade de carga é de 600 kg, nas versões de cabine dupla com cambio manual é de 650 kg e nas versões de cabine simples a Strada pode levar até 720 kg. E nossos colegas do Autos Segredos dizem que uma versão capaz de levar 770 kg está a caminho.
Um comportamento típico de veículos com molas parabólicas é ter a traseira mais “saltitante” quando vazia. A Fiat adotou batentes de celasto para compensar isso e suavizar a rodagem. O acerto da suspensão segura bem a picape em rodovias, dando comportamento previsível em curvas. O destaque fica para o conforto e o curso longo, que ajuda nas trilhas.
Porém nem tudo são flores na Strada Ranch. Devido a cabine dupla foi preciso tirar espaço da caçamba, que é curta. E não pense em usar a picape como um sedã, pois a capota marítima não fornece um selo hermético ao compartimento. Isso não é uma falha do modelo e sim uma característica desse tipo de capota. Se for viajar com a família será preciso uma bolsa ou baú para as malas ficarem isoladas de poeira e água.
3. Motorização apenas adequada
O motor 1.3 Firefly dá conta quando vazia, mas mostra as limitações quando a picape está carregada
Hoje a Fiat Strada é oferecida com dois motores: o antigo 1.4 Fire e o moderno 1.3 Firefly. O motor de menor deslocamento é o usado na Ranch, produzindo 107 cv e 13,7 kgfm quando abastecido com etanol e 98 cv e 13,2 kgfm com gasolina.
Apesar de moderno, esse motor traz concepção simples: utiliza apenas duas válvulas por cilindro, comando simples e injeção multiponto. Sua concepção prioriza a força em baixa rotação, o que é bom para uma picape. O desempenho quando vazia é bom, mas uma opção mais forte é sentida quando a picape está carregada.
A modernidade do motor Firefly fica no projeto modular, bloco em alumínio, variador de fase no comando, aquecimento dos bicos injetores para a partida a frio e corrente de comando. Esse motor é base para o 1.3 turbo GSE usado pela Toro e pelos Jeep Renegade, Compass e Commander.
4. Câmbio CVT
O câmbio CVT casa bem com o 1.3 Firefly e consegue explorar bem a força do motor, mas falta reduzir sozinho em descidas
A primeira picape compacta nacional com câmbio automático foi a Chevrolet Chevy 500, mas chegou em uma época onde esse tipo de cambio era exceção. Hoje mais de 50% dos carros vendidos no Brasil são automáticos, e a caixa CVT da Aisin chegou em uma boa hora para a Strada.
O modelo manual possui relações de marchas muito curtas, o que deixava a condução na estrada incomoda. O CVT resolve esse problema, pisando leve o motor fica sempre abaixo de 2.000 rpm e resulta em uma boa economia. Em uma viagem de 200 km feita pelo autor o carro fez 12 km/l com etanol.
O funcionamento do CVT na Strada é o tradicional desse tipo de câmbio: quando você exige no pedal o CVT trabalha para manter sempre na rotação ideal para o momento. Para reduzir a sensação de estranheza causada pelo motor “urrando” em uma rotação fixa, o carro simula uma troca de marcha quando o motorista pisa no fundo e exige potência.
Existe também um modo sequencial, que é ativado movendo a alavanca para a esquerda ou acionando as borboletas atrás do volante. Nesse modo a caixa oferece 7 relações fixas. Esse modo é bastante útil em descidas, pois o câmbio não faz freio motor e deixa o carro solto. Chamando nas borboletas é possível subir a rotação e poupar o freio de serviço.
5. Equipamentos
A versão Ranch traz de exclusivos os detalhes em bronze... (Foto: Fiat | Divulgação)
... e os bancos em couro (Foto: Fiat | Divulgação)
Central multimídia é a mesma da Volcano (Foto: Fiat | Divulgação)
Modelos com câmbio automático trazem carregador sem fio bem localizado (Foto: Fiat | Divulgação)
O espaço no banco traseiro é apertado (Foto: Fiat | Divulgação)
A versão topo de linha Ranch traz o mesmo pacote de equipamentos da Strada Volcano, mudando apenas os bancos. Ela traz apenas o trivial: ar-condicionado, trio elétrico, central multimídia, quatro airbags, controle de tração e estabilidade, rodas de liga leve e faróis full-LED.
É o suficiente para o uso diário, mas pelo preço cobrado sentimos faltas de alguns equipamentos, como o cruise control, ar-condicionado automático e mais entradas USB. Esses itens já vem de série no Pulse de entrada que custa R$ 89.990.
Sensor de estacionamento dianteiro e alerta de ponto cego também fazem falta na Strada devido a visibilidade ruim da picape. O capô alto limita a visibilidade em manobras e as barras na janela traseira atrapalham a visão do retrovisor interno.
O acabamento é simples, usando plástico duro no painel e nas portas. Para o trabalho isso é bom, pois caso suje de lama pode ser limpo apenas com um pano úmido. Mas no uso diário faz falta uma superfície macia na porta para apoiar o braço. Uma coisa sentida no teste é que os painéis de porta vibram quando o volume do som está alto e a música possui graves fortes – o baixo de Geddy Lee comprovou isso.
Fotos: Eduardo Rodrigues | AutoPapo
O post Fiat Strada Ranch: 5 motivos para a picape ser boa no trabalho e no lazer apareceu primeiro em AutoPapo.
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