Como já abordamos aqui no AutoPapo, o Wheeling é uma prática esportiva que consiste basicamente em fazer manobras (geralmente empinando) com a motocicleta. Na brasilidade ela é chamada de “grau” e é muito comum principalmente nas comunidades e entre os proprietários de motos mais populares, as city. E é aí que está o problema.
As motocicletas mais comuns não saem de fábrica com ajuste mecânico próprio para realizar o grau de moto e o piloto antecipa o desgaste do modelo para antes do planejado pela fabricante.
VEJA TAMBÉM:
Longe de criticar o esporte – desde que seja praticado em pista fechada, com segurança e obedecendo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para não colocar a vida de ninguém em risco. Fato é que a prática do grau de moto acelera o desgaste de algumas peças mecânicas do modelo, fazendo que o consumidor tenha de fazer manutenções “inesperadas”.
Em entrevista exclusiva ao AutoPapo, o especialista em desenvolvimento do setor de pesquisa da Honda, Bismark do Vale, apontou que os modelos city não são desenvolvidos para este fim e assim podem sofrer com a prática, principalmente nas partes relacionadas a suspensão dianteira.
Segundo o especialista, os principais componentes afetados pelo grau de moto estão relacionados com a suspensão dianteira. São eles:
Bismark ainda aponta que as motocicletas com farol de LED em geral têm uma sensibilidade a mais em relação aos impactos diretos no equipamento (embora o LED dure mais que lâmpadas convencionais).
Quem também sofre com o grau de moto é o motor e o chassi. Embora o corte de giro (que também está dentro da prática do grau) seja o maior responsável pelo desgaste precoce do motor, junto da falta de uso do filtro de ar, – como afirma o especialista Honda – a variação de posição brusca que acontece com o ato de empinar a moto também afeta o componente e atrapalha na lubrificação correta – já que o óleo chacoalha mais ainda.
Bismark finaliza dizendo que historicamente os chassis da marca são bem robustos e a marca sempre tenta reformá-los, mas não é por isso que a prática do grau de moto com modelos que não são designados para isso deva ser encorajada.
O mais prudente é que o condutor adepto do grau de moto procure um modelo mais resistente a esta prática, ou ao menos saiba o quanto pode gastar com as manutenções na sua city.
Continue lendo...
As motocicletas mais comuns não saem de fábrica com ajuste mecânico próprio para realizar o grau de moto e o piloto antecipa o desgaste do modelo para antes do planejado pela fabricante.
VEJA TAMBÉM:
- Triumph Trident 660 2025 – a partir de R$ 50.990
- Motos elétricas venderam menos em 2024 do que em 2023
- Royal Enfield Meteor 350: a porta de entrada do mundo custom
Longe de criticar o esporte – desde que seja praticado em pista fechada, com segurança e obedecendo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para não colocar a vida de ninguém em risco. Fato é que a prática do grau de moto acelera o desgaste de algumas peças mecânicas do modelo, fazendo que o consumidor tenha de fazer manutenções “inesperadas”.
Em entrevista exclusiva ao AutoPapo, o especialista em desenvolvimento do setor de pesquisa da Honda, Bismark do Vale, apontou que os modelos city não são desenvolvidos para este fim e assim podem sofrer com a prática, principalmente nas partes relacionadas a suspensão dianteira.
Nossas motos são submetidas a vários testes de resistência, no entanto o uso extremo em qualquer situação desgasta precocemente alguns componentes. Não é atoa que a maioria prefere nossas motos para determinados usos em manobras, mas alguns modelos não são para esse fim. Modelos cross são melhor projetados para aguentar essas coisas e no caso das variantes city como a CG o desgaste precoce de alguns componentes pode acontecer.”, afirma do Vale.
Segundo o especialista, os principais componentes afetados pelo grau de moto estão relacionados com a suspensão dianteira. São eles:
- Desgaste precoce de rolamentos da roda dianteira
- Das pistas da coluna de direção
- Retentores da suspensão
- Dano ao led dos faróis
Bismark ainda aponta que as motocicletas com farol de LED em geral têm uma sensibilidade a mais em relação aos impactos diretos no equipamento (embora o LED dure mais que lâmpadas convencionais).
Quem também sofre com o grau de moto é o motor e o chassi. Embora o corte de giro (que também está dentro da prática do grau) seja o maior responsável pelo desgaste precoce do motor, junto da falta de uso do filtro de ar, – como afirma o especialista Honda – a variação de posição brusca que acontece com o ato de empinar a moto também afeta o componente e atrapalha na lubrificação correta – já que o óleo chacoalha mais ainda.
Bismark finaliza dizendo que historicamente os chassis da marca são bem robustos e a marca sempre tenta reformá-los, mas não é por isso que a prática do grau de moto com modelos que não são designados para isso deva ser encorajada.
Quando digo que a moto é robusta, significa que nós fazemos diversos testes e tudo mais. Porém incentivar a prática do grau foge de todos os nossos princípios de segurança com a moto. A moto é muito boa, ela é robusta e tudo mais e se utilizada de forma correta ela vai durar até mais do que a margem de segurança para durabilidade da moto. Infelizmente muita gente ignora essa etapa, fazendo alterações, utilização mais pesada, e aí a pessoa vai arcar com os resultados.”
O mais prudente é que o condutor adepto do grau de moto procure um modelo mais resistente a esta prática, ou ao menos saiba o quanto pode gastar com as manutenções na sua city.
Continue lendo...