A Honda lançou, no fim do ano passado, a CRF1100L Africa Twin 2026, que contou com a grande novidade de uma variante inédita chamada Adventure Sports. Com a roda dianteira menor, ela tem uma proposta mais on-road do que a clássica. Além da variante, ajustes no motor e tecnológicos também compõem a nova moto.
A convite da Honda, o AutoPapo foi até Cuiabá (MT) e rodou algumas centenas de km na Chapada dos Guimarães. Testamos cada uma das três variantes da Africa Twin 2026 e pudemos perceber a diferença entre cada modelo.
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À primeira vista, não dá para negar: a novidade causou estranhamento. Afinal, uma big trail menos “trail” perde parte de sua proposta. Porém, ao rodar com a nova versão, logo se percebe: continua sendo uma CRF!
A Honda CRF1100L Africa Twin 2026 mantém a mesma base da antiga; o chassi, por exemplo, continua sendo de aço tipo berço semi-duplo e subchassi de alumínio.
A estrutura muda um pouco na nova versão Adventure Sports, uma vez que, para ajustar a roda de 19 polegadas, a suspensão dianteira baixou de 230 mm de curso para 210 mm, e a traseira saiu de 220 mm para 200 mm.
Na prática da condução, a mudança é facilmente perceptível, sobretudo pela altura do guidão, que deixa os braços mais baixos e os ombros menos tensionados (principalmente para os pilotos de menor estatura).
A CRF1100L Africa Twin Adventure Sports ainda tem o banco mais baixo que o da tradicional, podendo variar entre 855 mm e 835 mm. A Africa de roda 21 fica entre 870 mm e 850 mm. A distância do solo também diminuiu: com 30 mm a menos, ela fica a 220 mm do chão.
O tanque também é outro diferencial. Na nova versão, a capacidade foi ampliada para 24,8 L, contra 18,8 L da antiga, mudança que proporciona muito mais autonomia nesta moto, que faz entre 16 km/l e 18 km/l.
Tudo isso culmina em um modelo levemente menor e que, pelo tamanho da roda, é mais ágil e leve para manobras e mudanças de direção. Mesmo que o modelo tenha sido urbanizado, o desempenho no fora de estrada fica mais impactado pelo tipo de pneu com que o modelo vem de fábrica (que não é adequado para terrenos acidentados) do que pelo tamanho da roda. Afinal, como dito, ainda é uma CRF.
Importante destacar a atualização no motor feita na versão 2026. Com exatos 1.084 cm³ de capacidade, a potência da CRF1100L é de 99,3 cv a 7.500 rpm, enquanto o torque máximo sofreu um leve aumento e passa a ser de 10,9 kgfm a 5.250 rpm. Desde as 2.500 rpm, o torque já é significativo, o que resulta em um motor muito elástico, que não demanda constantes trocas de marcha. As antigas gerações do motor tinham torque máximo acima dos 6.000 rpm.
Tudo isso transformou a moto. Agora, a Honda CRF1100L Africa Twin está muito mais “mansa” durante a condução, e a vibração é significativamente menor.
E essa também foi a maior mudança na clássica variante de roda 21 polegadas na dianteira e 18 na traseira (aqui igual à nova versão). Assim como a Adventure Sports, as duas variantes mais voltadas para a pista também estão mais mansas e fortes no motor.
Com isso, essa campeã dos ralis mantém-se como um dos grandes nomes para terrenos acidentados e provas de alto desempenho. Conforto, tecnologia e desempenho sobram no modelo.
Para a versão 21 automatizada com câmbio DCT (caixa presente também na variante Adventure Sports), um destaque positivo também vai para as suspensões eletrônicas Showa EERA, que se ajustam às diferentes condições. Cinco modos identificam o tipo de terreno, peso, viagem e demais necessidades.
Quem ainda quiser uma variante mais simples, a Honda mantém a versão MT na Africa Twin, ou seja, manual. A mais barata e simples dentre as três conta com roda 21 e câmbio manual de seis velocidades. Sua suspensão dianteira não perde no curso, mas não tem a tecnologia eletrônica.
No desempenho, o modelo fica mais “na mão”, e o condutor pode trocar as marchas quando quiser, podendo, assim, elevar mais ou menos o giro do motor.
Por fim, a nova Honda CRF1100L Africa Twin chega com três variantes que encontram, sim, seu espaço no mercado. Tanto os mais conservadores quanto os adeptos à tecnologia — e até quem não gosta tanto do off-road — agora podem ter um modelo que combina especificamente consigo.
As tecnologias apenas somaram ao modelo, que desde 2021 já conta com touchscreen e conectividade com o celular. Porém, tudo tem um preço, e nesta ele é elevado: de R$ 85.500 a R$ 116.513.
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A convite da Honda, o AutoPapo foi até Cuiabá (MT) e rodou algumas centenas de km na Chapada dos Guimarães. Testamos cada uma das três variantes da Africa Twin 2026 e pudemos perceber a diferença entre cada modelo.
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À primeira vista, não dá para negar: a novidade causou estranhamento. Afinal, uma big trail menos “trail” perde parte de sua proposta. Porém, ao rodar com a nova versão, logo se percebe: continua sendo uma CRF!
A Honda CRF1100L Africa Twin 2026 mantém a mesma base da antiga; o chassi, por exemplo, continua sendo de aço tipo berço semi-duplo e subchassi de alumínio.
Honda CRF1100L Africa Twin Adventure Sports
A estrutura muda um pouco na nova versão Adventure Sports, uma vez que, para ajustar a roda de 19 polegadas, a suspensão dianteira baixou de 230 mm de curso para 210 mm, e a traseira saiu de 220 mm para 200 mm.
Na prática da condução, a mudança é facilmente perceptível, sobretudo pela altura do guidão, que deixa os braços mais baixos e os ombros menos tensionados (principalmente para os pilotos de menor estatura).
A CRF1100L Africa Twin Adventure Sports ainda tem o banco mais baixo que o da tradicional, podendo variar entre 855 mm e 835 mm. A Africa de roda 21 fica entre 870 mm e 850 mm. A distância do solo também diminuiu: com 30 mm a menos, ela fica a 220 mm do chão.
O tanque também é outro diferencial. Na nova versão, a capacidade foi ampliada para 24,8 L, contra 18,8 L da antiga, mudança que proporciona muito mais autonomia nesta moto, que faz entre 16 km/l e 18 km/l.
Tudo isso culmina em um modelo levemente menor e que, pelo tamanho da roda, é mais ágil e leve para manobras e mudanças de direção. Mesmo que o modelo tenha sido urbanizado, o desempenho no fora de estrada fica mais impactado pelo tipo de pneu com que o modelo vem de fábrica (que não é adequado para terrenos acidentados) do que pelo tamanho da roda. Afinal, como dito, ainda é uma CRF.
Importante destacar a atualização no motor feita na versão 2026. Com exatos 1.084 cm³ de capacidade, a potência da CRF1100L é de 99,3 cv a 7.500 rpm, enquanto o torque máximo sofreu um leve aumento e passa a ser de 10,9 kgfm a 5.250 rpm. Desde as 2.500 rpm, o torque já é significativo, o que resulta em um motor muito elástico, que não demanda constantes trocas de marcha. As antigas gerações do motor tinham torque máximo acima dos 6.000 rpm.
Tudo isso transformou a moto. Agora, a Honda CRF1100L Africa Twin está muito mais “mansa” durante a condução, e a vibração é significativamente menor.
Honda CRF1100L Africa Twin 21”
E essa também foi a maior mudança na clássica variante de roda 21 polegadas na dianteira e 18 na traseira (aqui igual à nova versão). Assim como a Adventure Sports, as duas variantes mais voltadas para a pista também estão mais mansas e fortes no motor.
Com isso, essa campeã dos ralis mantém-se como um dos grandes nomes para terrenos acidentados e provas de alto desempenho. Conforto, tecnologia e desempenho sobram no modelo.
Para a versão 21 automatizada com câmbio DCT (caixa presente também na variante Adventure Sports), um destaque positivo também vai para as suspensões eletrônicas Showa EERA, que se ajustam às diferentes condições. Cinco modos identificam o tipo de terreno, peso, viagem e demais necessidades.
Africa Twin raiz
Quem ainda quiser uma variante mais simples, a Honda mantém a versão MT na Africa Twin, ou seja, manual. A mais barata e simples dentre as três conta com roda 21 e câmbio manual de seis velocidades. Sua suspensão dianteira não perde no curso, mas não tem a tecnologia eletrônica.
No desempenho, o modelo fica mais “na mão”, e o condutor pode trocar as marchas quando quiser, podendo, assim, elevar mais ou menos o giro do motor.
Mudanças que tiveram sem peso
Por fim, a nova Honda CRF1100L Africa Twin chega com três variantes que encontram, sim, seu espaço no mercado. Tanto os mais conservadores quanto os adeptos à tecnologia — e até quem não gosta tanto do off-road — agora podem ter um modelo que combina especificamente consigo.
As tecnologias apenas somaram ao modelo, que desde 2021 já conta com touchscreen e conectividade com o celular. Porém, tudo tem um preço, e nesta ele é elevado: de R$ 85.500 a R$ 116.513.
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