A Honda anunciou uma revisão drástica em suas projeções financeiras, prevendo o primeiro prejuízo anual desde que abriu capital na bolsa de Tóquio, em 1957. A montadora japonesa, que inicialmente estimava lucro, agora projeta uma perda líquida de US$ 3,6 bilhões (aproximadamente R$ 18,36 bilhões) para o ano fiscal que se encerra em março de 2026. O resultado negativo é reflexo de um cenário global adverso para veículos elétricos e de uma guinada protecionista nos Estados Unidos.
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O impacto total no balanço da companhia chega a US$ 15,7 bilhões em baixas contábeis. O montante refere-se principalmente ao cancelamento de três novos SUVs elétricos que seriam produzidos em solo americano e à reestruturação de sua cadeia de suprimentos. Segundo a diretoria da empresa, a decisão foi precipitada pela redução de incentivos governamentais nos EUA e pela agressiva política de preços de fabricantes chinesas, lideradas pela BYD.
Como medida de austeridade, o CEO Toshihiro Mibe e outros membros da alta cúpula anunciaram um corte voluntário de 30% em suas remunerações pelos próximos seis meses. O revés da Honda não é um caso isolado: o setor automotivo tradicional atravessa um período de “ajuste de realidade” em relação à eletrificação, com perdas bilionárias registradas também por concorrentes como Ford e Stellantis.
Para mitigar o prejuízo, a Honda prepara um redirecionamento geográfico de seus investimentos, elegendo a Índia como novo polo estratégico. O mercado indiano é visto como um “porto seguro” devido às restrições comerciais impostas pelo governo local às fabricantes chinesas. Ao fortalecer sua linha de produtos na região, a Honda espera recuperar margens de lucro sem a pressão direta da concorrência de baixo custo que inviabilizou seus planos na América do Norte.
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