A legislação brasileira permite importar apenas carros zero km ou carros antigos com 30 anos ou mais. Agora, com a chegada de 2025, passamos a poder trazer veículos estrangeiros feitos em 1995.
Isso representa a possibilidade de importar alguns modelos interessantes e diferente do que vemos nas nossas ruas — ou nos encontros de clássicos. Veja quais são as nossas escolhas.
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O Barchetta é um roadster leve feito na plataforma do Punto (Foto: Fiat | Divulgação)
O motor 1.8 16v é mais que suficiente para um carro que pesa 1.050 kg (Foto: Fiat | Divulgação)
Esse deve ser o carro mais acessível da lista. Conversíveis compactos eram comuns na Europa e o Mazda MX-5 trouxe de volta o interesse nos roadsters durante os anos 90.
O Fiat Barchetta foi a alternativa italiana para esse segmento. Era um roadster esportivo feito sobre a plataforma do primeiro Punto, que por sua vez era irmão do nosso Palio.
O motor do Fiat Barchetta era o 1.8 16 válvulas da família Pratola Serra, que foi usado no Brasil pelo Marea e pelo Brava. Seus 131 cv são mais que o suficiente para a carroceria leve de apenas 1.056 kg, a aceleração de zero a 100 km/h é feita em 8,9 segundos.
É um carro antigo com 30 anos, mas o estilo passa a imagem de ser mais atual e a mecânica não é um bicho de sete cabeças para os brasileiros. Só não pode colocar emblemas da Ferrari como os donos de Fiat Coupé fizeram.
Contrariando todas as leis da física e do bom senso, o Azure é um conversível de 2,6 toneladas e com bom desempenho (Foto: Bentley | Divulgação)
O Bentley Azure é um tipo de conversível bem diferente do Fiat Barchetta. Ele é um carro grande, com mais de 5 metros de comprimento, que pesa 2,6 toneladas e usa um motor V8 turbo bastante potente.
No início dos anos 80 a Bentley lançou o sedã Mulsanne Turbo para resgatar seu histórico de vitórias em corridas do início do século. Para isso ela turbinou o tradicional motor V8 da Rolls-Royce, que nunca foi famoso pelo desempenho.
Esse motor turbo foi melhorado com o tempo, no Azure ele já rendia 390 cv e 76,4 kgfm. O motor não girava muito, a potência máxima aparecia a apenas 4.000 rpm. Quase o comportamento de um motor diesel.
Mesmo sendo tão grande e tão pesado quanto um prédio comercial, o Bentley Azure era capaz de acelerar de zero a 100 km/h 6,5 segundos e atingir 241 km/h. Tudo isso com um conforto difícil de ver em carros modernos.
Ele se parece com um Humvee, mas tem mecânica menos complicada e a robustez de um Toyota (Foto: Toyota | Divulgação)
O motor de seis cilindros veio de um caminhão (Foto: Toyota | Divulgação)
A Toyota desenvolveu o Mega Cruiser como um veículo militar e fez um desenho bem parecido com o do Humvee. Por baixo dessas semelhanças visuais estão muitas diferenças mecânicas e um conjunto bem menos complicado que o do jipão militar dos EUA.
A suspensão é por eixo portal, como nos caminhões da Unimog. Isso permite um vão livre maior que o de um eixo rígido comum e não traz as complicações do sistema independente do Humvee.
Outra forma onde o Toyota Mega Cruiser é mais simples e confiável que o norte-americano é no motor. Ele utiliza um seis cilindros em linha turbodiesel 4.1 que era usado em caminhões e ônibus. Ele produz 154 cv e 39 kgfm.
Foram feitas 112 unidades civis do Mega Cruiser, é o carro mais raro dessa lista. Algumas já estão nos EUA, o que facilita a importação agora que ele é um carro com 30 anos.
O motor do SL73 foi o V12 aspirado mais potente da AMG (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
Ele pode passar de 320 km/h (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
A mecânica é a mesma do Pagani Zonda, porém o supercarro italiano foi feito em mais unidades (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
A AMG só virou uma divisão da Mercedes-Benz em 1999, antes disso era uma preparadora independente. Nessa era ela podia ousar mais, pois não precisava respeitar a “escadinha” das versões de linha.
O motor M120 foi o primeiro V12 da Mercedes-Benz e estreou no Classe S e no SL. A primeira versão, com 6 litros, já produzia respeitáveis 394 cv, mas a AMG achou que o roadster SL merecia mais.
Ela fez uma versão mais brava do 6.0, chamada de SL 60 AMG, depois aumentou o deslocamento para 7 litros, no SL 70 AMG, e teve o auge no SL 73 AMG lançado em 1995. O V12 7.3 tinha taxa de compressão elevada e entregava 525 cv. O torque era de 76,4 kgfm.
O Mercedes SL 73 AMG acelerava de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e a velocidade máxima era acima de 320 km/h. Esse motor foi usado também pelo Pagani Zonda.
O CTR2 estava entre os carros mais rápidos do mundo em 1995, perdia apenas para o McLaren F1 (Foto: Ruf | Divulgação)
A Porsche fornecia apenas o monobloco sem numeração de chassi, o resto era feito pela Ruf (Foto: Ruf | Divulgação)
A Ruf não é uma preparadora de Porsche. Ela é homologada pelo governo alemão como fabricante e recebe monoblocos de 911 novos da Porsche, o resto é montado a mão na pequena fábrica de Pfaffenhausen.
O CTR2 é um dos carros mais icônicos da Ruf e foi lançado há 30 anos. Ele usa como base o 911 da geração 993, a última com motor refrigerado a ar. Ele foi o sucessor do icônico Yellowbird.
O Ruf CTR2 tem um seis cilindros boxer 3.6 bitrubo, capaz de produzir 527 cv. A tração é traseira e não existe controle de tração para ajudar, apenas o ABS nos freios. O peso é de apenas 1.358 kg.
Ele foi um dos carros mais rápidos do mundo em 1995. A aceleração de 0 a 96 km/h era feita em 3,6 segundos e a velocidade máxima era de 350 km/h. Ele superou o Jaguar XJ220 e a Ferrari F50, só ficava atrás do McLaren F1.
Um detalhe interessante do RUF CTR2 era o formato de seu aerofólio, que parece um alça na tampa do motor. A peça possui uma tomada de ar na parte central. É difícil confundir com um 911 Turbo do mesmo ano.
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Isso representa a possibilidade de importar alguns modelos interessantes e diferente do que vemos nas nossas ruas — ou nos encontros de clássicos. Veja quais são as nossas escolhas.
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1. Fiat Barchetta
O Barchetta é um roadster leve feito na plataforma do Punto (Foto: Fiat | Divulgação)
O motor 1.8 16v é mais que suficiente para um carro que pesa 1.050 kg (Foto: Fiat | Divulgação)
Esse deve ser o carro mais acessível da lista. Conversíveis compactos eram comuns na Europa e o Mazda MX-5 trouxe de volta o interesse nos roadsters durante os anos 90.
O Fiat Barchetta foi a alternativa italiana para esse segmento. Era um roadster esportivo feito sobre a plataforma do primeiro Punto, que por sua vez era irmão do nosso Palio.
O motor do Fiat Barchetta era o 1.8 16 válvulas da família Pratola Serra, que foi usado no Brasil pelo Marea e pelo Brava. Seus 131 cv são mais que o suficiente para a carroceria leve de apenas 1.056 kg, a aceleração de zero a 100 km/h é feita em 8,9 segundos.
É um carro antigo com 30 anos, mas o estilo passa a imagem de ser mais atual e a mecânica não é um bicho de sete cabeças para os brasileiros. Só não pode colocar emblemas da Ferrari como os donos de Fiat Coupé fizeram.
2. Bentley Azure
Contrariando todas as leis da física e do bom senso, o Azure é um conversível de 2,6 toneladas e com bom desempenho (Foto: Bentley | Divulgação)
O Bentley Azure é um tipo de conversível bem diferente do Fiat Barchetta. Ele é um carro grande, com mais de 5 metros de comprimento, que pesa 2,6 toneladas e usa um motor V8 turbo bastante potente.
No início dos anos 80 a Bentley lançou o sedã Mulsanne Turbo para resgatar seu histórico de vitórias em corridas do início do século. Para isso ela turbinou o tradicional motor V8 da Rolls-Royce, que nunca foi famoso pelo desempenho.
Esse motor turbo foi melhorado com o tempo, no Azure ele já rendia 390 cv e 76,4 kgfm. O motor não girava muito, a potência máxima aparecia a apenas 4.000 rpm. Quase o comportamento de um motor diesel.
Mesmo sendo tão grande e tão pesado quanto um prédio comercial, o Bentley Azure era capaz de acelerar de zero a 100 km/h 6,5 segundos e atingir 241 km/h. Tudo isso com um conforto difícil de ver em carros modernos.
3. Toyota Mega Cruiser
Ele se parece com um Humvee, mas tem mecânica menos complicada e a robustez de um Toyota (Foto: Toyota | Divulgação)
O motor de seis cilindros veio de um caminhão (Foto: Toyota | Divulgação)
A Toyota desenvolveu o Mega Cruiser como um veículo militar e fez um desenho bem parecido com o do Humvee. Por baixo dessas semelhanças visuais estão muitas diferenças mecânicas e um conjunto bem menos complicado que o do jipão militar dos EUA.
A suspensão é por eixo portal, como nos caminhões da Unimog. Isso permite um vão livre maior que o de um eixo rígido comum e não traz as complicações do sistema independente do Humvee.
Outra forma onde o Toyota Mega Cruiser é mais simples e confiável que o norte-americano é no motor. Ele utiliza um seis cilindros em linha turbodiesel 4.1 que era usado em caminhões e ônibus. Ele produz 154 cv e 39 kgfm.
Foram feitas 112 unidades civis do Mega Cruiser, é o carro mais raro dessa lista. Algumas já estão nos EUA, o que facilita a importação agora que ele é um carro com 30 anos.
4. Mercedes-Benz SL 73 AMG
O motor do SL73 foi o V12 aspirado mais potente da AMG (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
Ele pode passar de 320 km/h (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
A mecânica é a mesma do Pagani Zonda, porém o supercarro italiano foi feito em mais unidades (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
A AMG só virou uma divisão da Mercedes-Benz em 1999, antes disso era uma preparadora independente. Nessa era ela podia ousar mais, pois não precisava respeitar a “escadinha” das versões de linha.
O motor M120 foi o primeiro V12 da Mercedes-Benz e estreou no Classe S e no SL. A primeira versão, com 6 litros, já produzia respeitáveis 394 cv, mas a AMG achou que o roadster SL merecia mais.
Ela fez uma versão mais brava do 6.0, chamada de SL 60 AMG, depois aumentou o deslocamento para 7 litros, no SL 70 AMG, e teve o auge no SL 73 AMG lançado em 1995. O V12 7.3 tinha taxa de compressão elevada e entregava 525 cv. O torque era de 76,4 kgfm.
O Mercedes SL 73 AMG acelerava de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e a velocidade máxima era acima de 320 km/h. Esse motor foi usado também pelo Pagani Zonda.
5. Ruf CTR2
O CTR2 estava entre os carros mais rápidos do mundo em 1995, perdia apenas para o McLaren F1 (Foto: Ruf | Divulgação)
A Porsche fornecia apenas o monobloco sem numeração de chassi, o resto era feito pela Ruf (Foto: Ruf | Divulgação)
A Ruf não é uma preparadora de Porsche. Ela é homologada pelo governo alemão como fabricante e recebe monoblocos de 911 novos da Porsche, o resto é montado a mão na pequena fábrica de Pfaffenhausen.
O CTR2 é um dos carros mais icônicos da Ruf e foi lançado há 30 anos. Ele usa como base o 911 da geração 993, a última com motor refrigerado a ar. Ele foi o sucessor do icônico Yellowbird.
O Ruf CTR2 tem um seis cilindros boxer 3.6 bitrubo, capaz de produzir 527 cv. A tração é traseira e não existe controle de tração para ajudar, apenas o ABS nos freios. O peso é de apenas 1.358 kg.
Ele foi um dos carros mais rápidos do mundo em 1995. A aceleração de 0 a 96 km/h era feita em 3,6 segundos e a velocidade máxima era de 350 km/h. Ele superou o Jaguar XJ220 e a Ferrari F50, só ficava atrás do McLaren F1.
Um detalhe interessante do RUF CTR2 era o formato de seu aerofólio, que parece um alça na tampa do motor. A peça possui uma tomada de ar na parte central. É difícil confundir com um 911 Turbo do mesmo ano.
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