Segundo balanço da Anfavea, foram comercializados 170,5 mil veículos leves e pesados no primeiro mês do ano ou 0,4% a menos que janeiro de 2025. Resultado representou uma queda pequena, embora janeiro de 2026 tivesse um dia útil a menos sobre o mesmo mês do ano passado. Automóveis cresceram 1,4% e comerciais leves (basicamente picapes) avançaram um pouco mais, 3%. Em um ano de eleições nacionais a comercialização desses dois segmentos (95% do total) é mais difícil de prever, embora a entidade que representa a indústria automobilística pretenda fazer revisões trimestrais.
VEJA TAMBÉM:
Média diária de vendas, 8.100 unidades, subiu quase 4% em relação a janeiro de 2025, resultado um pouco acima do que tanto Anfavea (mais 2,6%) quanto Fenabrave (mais 3%) preveem para 2026. Assim, ao longo dos próximos meses deverá haver uma acomodação. Os níveis de estoques subiram de 37 dias em dezembro para 57 dias em janeiro. No entanto, os veículos de fabricação nacional têm apenas 29 dias de estoque, enquanto os importados nada menos que 172 dias.
É fácil explicar esta enorme diferença. Ao cruzar os registros de importações com os emplacamentos a distorção aparece em razão de uma única empresa, a BYD. No ano passado importou milhares de carros elétricos em navios ro-ro de última geração para aproveitar o imposto de importação mais baixo que os 35% em vigor desde janeiro de 1995. Tardiamente o Governo Federal deu-se conta da manobra e ficou por isso mesmo. A benesse, entretanto, já acabou. Todavia seus feitos vão se estender ainda ao longo de 2026.
Apesar dos acordos do Mercosul, a Argentina (13.400 veículos) perdeu pela primeira vez para a China (16.400 unidades) como principal fornecedor externo para o mercado brasileiro, em janeiro último. O vizinho do Sul recebe muito mais carros do Brasil do que envia para cá. No caso da China nenhum carro brasileiro segue para lá, obviamente, mas portas continuam abertas aqui para 14 marcas chinesas. Essa situação de desequilíbrio começa a melhorar este ano, porém com índice de conteúdo local extremamente baixo. GWM saiu na frente, mas a BYD vai mudar o cenário em 2026 (no início com unidades importadas semidesmontadas).
Em janeiro, esta foi a repartição das vendas: gasolina, 3,8%; elétrico, 5,1%; híbrido, 6,7%; híbrido plugável, 5,1%; diesel, 11,7%; flex, 67,7%.
Pode parecer estranho, porém apenas no ano passado 664,4 mil motoristas tiveram o IPVA protestado em cartório, após não pagarem no prazo, o que resultou na negativação do CPF. Informação é do IEPTB – Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil. Desde 2012, mais de 4,6 milhões de dívidas deste imposto acabaram protestados apenas em cartórios da cidade de São Paulo.
Além do valor exorbitante, parte dessas pendências já poderia estar solucionada. Cerca de 350.000 dívidas (mais de R$ 1 bilhão) foram quitadas, contudo permanecem registradas nos cartórios da cidade. A explicação vai desde o esquecimento até evitar pagar novas taxas de regularização nada módicas, além da demora de cinco dias úteis.
Outra ameaça envolve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Três anos atrás o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que a suspensão ou apreensão da CNH pode se adotar como medida coercitiva excepcional a fim de estimular a quitação de dívidas de qualquer natureza, desde que observados critérios rigorosos de proporcionalidade e razoabilidade.
Entretanto, o juiz deve respeitar direitos fundamentais como saúde e segurança financeira. Se o motorista comprovar que a CNH o ajuda no seu sustento, por exemplo, será poupado. Segundo resposta de I.A., a decisão do STJ aplica-se a dívidas cíveis e, com maior frequência, em casos de alto valor em que o devedor esconde patrimônio.
Curiosidades: Contran liberou, uma quinzena atrás, exame prático com carros de câmbio automático (veículos elétricos nem câmbio têm, por exemplo). Prova de baliza também foi dispensada. Automóveis modernos possuem câmeras que facilitam bastante manobras de estacionamento e a tendência é sua adoção aumentar ao caírem de preço. Enquanto isso não acontecer, prepare-se para ver muitos novatos ao volante penarem para estacionar e até ouvir buzinadas nervosas…
Continue lendo...
VEJA TAMBÉM:
- SUV cupê off-road sul-coreano com motor V8 de 1.100 cv?
- Governo quer facilitar a CNH com fim da baliza
- Dança das cadeiras no varejo em 2025
Média diária de vendas, 8.100 unidades, subiu quase 4% em relação a janeiro de 2025, resultado um pouco acima do que tanto Anfavea (mais 2,6%) quanto Fenabrave (mais 3%) preveem para 2026. Assim, ao longo dos próximos meses deverá haver uma acomodação. Os níveis de estoques subiram de 37 dias em dezembro para 57 dias em janeiro. No entanto, os veículos de fabricação nacional têm apenas 29 dias de estoque, enquanto os importados nada menos que 172 dias.
É fácil explicar esta enorme diferença. Ao cruzar os registros de importações com os emplacamentos a distorção aparece em razão de uma única empresa, a BYD. No ano passado importou milhares de carros elétricos em navios ro-ro de última geração para aproveitar o imposto de importação mais baixo que os 35% em vigor desde janeiro de 1995. Tardiamente o Governo Federal deu-se conta da manobra e ficou por isso mesmo. A benesse, entretanto, já acabou. Todavia seus feitos vão se estender ainda ao longo de 2026.
Apesar dos acordos do Mercosul, a Argentina (13.400 veículos) perdeu pela primeira vez para a China (16.400 unidades) como principal fornecedor externo para o mercado brasileiro, em janeiro último. O vizinho do Sul recebe muito mais carros do Brasil do que envia para cá. No caso da China nenhum carro brasileiro segue para lá, obviamente, mas portas continuam abertas aqui para 14 marcas chinesas. Essa situação de desequilíbrio começa a melhorar este ano, porém com índice de conteúdo local extremamente baixo. GWM saiu na frente, mas a BYD vai mudar o cenário em 2026 (no início com unidades importadas semidesmontadas).
Em janeiro, esta foi a repartição das vendas: gasolina, 3,8%; elétrico, 5,1%; híbrido, 6,7%; híbrido plugável, 5,1%; diesel, 11,7%; flex, 67,7%.
IPVA atrasado soma R$ 36 bilhões, só em São Paulo
Pode parecer estranho, porém apenas no ano passado 664,4 mil motoristas tiveram o IPVA protestado em cartório, após não pagarem no prazo, o que resultou na negativação do CPF. Informação é do IEPTB – Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil. Desde 2012, mais de 4,6 milhões de dívidas deste imposto acabaram protestados apenas em cartórios da cidade de São Paulo.
Além do valor exorbitante, parte dessas pendências já poderia estar solucionada. Cerca de 350.000 dívidas (mais de R$ 1 bilhão) foram quitadas, contudo permanecem registradas nos cartórios da cidade. A explicação vai desde o esquecimento até evitar pagar novas taxas de regularização nada módicas, além da demora de cinco dias úteis.
Outra ameaça envolve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Três anos atrás o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que a suspensão ou apreensão da CNH pode se adotar como medida coercitiva excepcional a fim de estimular a quitação de dívidas de qualquer natureza, desde que observados critérios rigorosos de proporcionalidade e razoabilidade.
Entretanto, o juiz deve respeitar direitos fundamentais como saúde e segurança financeira. Se o motorista comprovar que a CNH o ajuda no seu sustento, por exemplo, será poupado. Segundo resposta de I.A., a decisão do STJ aplica-se a dívidas cíveis e, com maior frequência, em casos de alto valor em que o devedor esconde patrimônio.
Curiosidades: Contran liberou, uma quinzena atrás, exame prático com carros de câmbio automático (veículos elétricos nem câmbio têm, por exemplo). Prova de baliza também foi dispensada. Automóveis modernos possuem câmeras que facilitam bastante manobras de estacionamento e a tendência é sua adoção aumentar ao caírem de preço. Enquanto isso não acontecer, prepare-se para ver muitos novatos ao volante penarem para estacionar e até ouvir buzinadas nervosas…
Continue lendo...