O Jeep Renegade completou 10 anos de produção no Brasil em março de 2025. Para celebrar isso, a marca criou o pacote 10 Anos para a versão topo de linha Willys. O AutoPapo testou esse modelo para saber se o 4×4 mais barato do país ainda vale a pena.
Durante essa década muita coisa aconteceu no segmento de SUVs compactos. O Renegade, junto do Honda HR-V, revolucionaram esse filão em 2015 e hoje quase todas as marcas tem uma oferta nele.
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Mesmo com toda essa competição, o Renegade não trocou de geração. Ele foi bastante atualizado, o motor 1.3 turbo flex substituiu os antigos 1.8 aspirado e o 2.0 diesel, o desenho foi atualizado e o pacote de equipamentos foi incrementado.
O que não mudou foi a oferta de tração integral, que hoje é oferecida apenas no modelo Willys. Isso é uma exclusividade da Jeep no segmento de SUVs compactos e dá mais capacidade para quem vai usar o modelo para aventuras.
O Jeep Renegade Willys parte de R$ 185.790, o pacote 10 Anos adiciona mais R$ 3 mil ao valor final. Ele agrega adesivos no capô e na coluna C, plaqueta com o número da unidade, forração exclusiva nos bancos e um kit composto por uma camiseta personalizada e mochila.
A Stellantis aproveitou a amortização dos investimentos feitos para produzir o Renegade para oferecer preços agressivos. Versões topo de linha dos rivais passam dos R$ 200 mil. O custo/benefício virou um dos principais argumentos de venda do modelo.
O motor 1.3 turbo agora rende 176 cv, o torque de 27,5 kgfm agora aparece um pouco mais tarde
O seletor de terrenos configura a tração integral para a situação
O motor 1.3 turbo flex da Stellantis foi recalibrado no início de 2025. A potência caiu em 9 cv, agora é de 176 cv com ambos combustíveis. O torque foi mantido em 27,5 kgfm, mas agora aparece a 2.000 rpm, antes era a 1.750 rpm.
O Renegade é o único carro a combinar esse motor com a tração integral e ao câmbio automático de 9 marchas. A primeira marcha possui relação super reduzida e só entra se o botão “Low” foi acionado.
A tração integral é sob demanda, ou seja, o carro trabalha o tempo todo mandando força apenas para o eixo dianteiro. O eixo traseiro só é acionado se o sistema detectar que as rodas dianteiras estão perdendo tração.
O motorista pode bloquear a distribuição em 50% para cada eixo com o botão “Lock”. O Renegade Willys também conta com o seletor de terreno, que ajusta os parâmetros para a situação.
Como ele não tem bloqueio nos diferenciais, isso é simulado pelos freios, ele não é indicado para trilhas pesadas. Mas com os pneus lameiros da versão Willys o Renegade vai bem quando chove e a estrada para o sítio vira lama ou quando você tiver indo para uma praia mais isolada.
O peso do modelo Willys é elevado, mais de 1.600 kg
Isso faz o desempenho ser similar ao de rivais 1.0 turbo
O modelo Willys vem com pneus lameiros
O maior calcanhar de Aquiles do Jeep Renegade é o peso elevado. Devido a tração integral, essa versão pesa 1.643 kg. Isso é fruto do projeto antigo e comum a todos os carros dessa plataforma.
O motor 1.3 turbo junto do câmbio de 9 marchas disfarçam esse peso com as respostas rápidas, mas a inércia é sentido em cada arrancada e os números de desempenho são similares ao de alguns rivais com motor 1.0 turbo. O Renegade Willys acelera de zero a 100 km/h em 9,7 segundos.
O peso é sentido nas curvas, o carro não aponta tão bem quanto os rivais mais leves. Mas no geral, a suspensão tem uma calibração confortável sem deixar a segurança de lado, o Renegade não dá sustos nem é molenga como alguns chineses.
A combinação da tração integral, os pneus de todo terreno e o peso elevado é cobrada na hora de abastecer. O consumo do Renegade é elevado, principalmente na estrada. Confira as médias:
O painel é bem acabado, mas a cabine é esteira
O carregador por indução fica em uma posição estranha
O teto solar agora é de série
A Jeep só oferece opcionais na versão de entrada do Renegade, a Sport. O resto da gama já vêm completa desde o reposicionamento feito em 2024. Com isso, o modelo Willys passou a ter teto solar, monitor de pontos cegos, serviços conectados, frenagem autônoma de emergência, leitor de placas e assistente de manutenção em faixa de série.
Ele também traz bancos em couro, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sensor crepuscular, sensor de chuva, freio de estacionamento eletrônico, ar-condicionado de duas zonas, painel digital, chave presencial, faróis full-LED, carregador por indução e cruise control de série.
O pacote de equipamentos deve alguns itens que existem na concorrência, como o cruise control adaptativo, sistema de som com mais de 6 alto-falantes, regulagem elétrica no banco do motorista e saídas de ventilação no banco traseiro.
Painel digital e alguns assistentes ADAS fazem parte do pacote
O freio de mão eletrônico foi um dos destaques no lançamento em 2015
O espaço atrás é bom apenas para dois ocupantes
O espaço interno do Jeep Renegade é bom para quem vai na frente e para dois passageiros na traseira. A cabine é estreita, outra limitação dessa plataforma, por isso o quinto passageiro fica apertado. Isso atrapalha também no console central, que não tem muito espaço para objetos e o carregador por indução fica à frente do câmbio em uma posição apertada.
O painel é bem acabado e conta com revestimento emborrachado. Esse material era usado nas portas, mas foi trocado por plástico duro no face-lift promovido em 2022. Pelo menos as quatro portas seguem com a porção generosa em tecido, algo que está sumindo nos carros novos.
Quem está dentro do Jeep Renegade se sente bem insolado do mundo exterior, o carro é silencioso e isso só é quebrado nas rodovias com o som do vento batendo contra os retrovisores. As portas são peadas e fecham com um som abafado, sinal de que a vedação é boa.
Para quem busca o SUV como um carro familiar é preciso pensar duas vezes. O Renegade Willys conta com porta-malas de apenas 314 litros, menor que muitos hatchbacks. Parte da culpa disso vem do estepe com roda de liga leve, nas outras versões é usado um pneu mais fino que permite o assoalho ficar mais baixo.
Por ser um veterano, ele pode ser encontrado com muitos descontos nas lojas
Estar há 10 anos no mercado permitiu que o Jeep Renegade seja vendido com preços agressivos. Ele já é atrativo na tabela de preços, mesmo devendo alguns equipamentos, mas nas lojas está sempre com descontos.
No site de ofertas da Jeep é possível encontrar o Renegade Willys por R$ 168.139, R$ 17.650 abaixo da tabela. Nos pátios talvez seja possível negocia mais descontos, principalmente após a virada do ano.
Mesmo com tantos descontos, é preciso colocar na ponta do lápis os outros gastos. O maior será com combustível, já que o Renegade é um beberrão. Também existe o IPVA, alguns rivais são híbridos e possuem isenção em alguns estados.
Se você for do tipo que gosta de passear nos finais de semana atrás de uma cachoeira ou tem sítio, o Renegade acaba sendo a única opção abaixo de R$ 200 mil com tração integral. Nisso ele ainda é imbatível.
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Durante essa década muita coisa aconteceu no segmento de SUVs compactos. O Renegade, junto do Honda HR-V, revolucionaram esse filão em 2015 e hoje quase todas as marcas tem uma oferta nele.
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Mesmo com toda essa competição, o Renegade não trocou de geração. Ele foi bastante atualizado, o motor 1.3 turbo flex substituiu os antigos 1.8 aspirado e o 2.0 diesel, o desenho foi atualizado e o pacote de equipamentos foi incrementado.
O que não mudou foi a oferta de tração integral, que hoje é oferecida apenas no modelo Willys. Isso é uma exclusividade da Jeep no segmento de SUVs compactos e dá mais capacidade para quem vai usar o modelo para aventuras.
O Jeep Renegade Willys parte de R$ 185.790, o pacote 10 Anos adiciona mais R$ 3 mil ao valor final. Ele agrega adesivos no capô e na coluna C, plaqueta com o número da unidade, forração exclusiva nos bancos e um kit composto por uma camiseta personalizada e mochila.
A Stellantis aproveitou a amortização dos investimentos feitos para produzir o Renegade para oferecer preços agressivos. Versões topo de linha dos rivais passam dos R$ 200 mil. O custo/benefício virou um dos principais argumentos de venda do modelo.
Mecânica de peso
O motor 1.3 turbo agora rende 176 cv, o torque de 27,5 kgfm agora aparece um pouco mais tarde
O seletor de terrenos configura a tração integral para a situação
O motor 1.3 turbo flex da Stellantis foi recalibrado no início de 2025. A potência caiu em 9 cv, agora é de 176 cv com ambos combustíveis. O torque foi mantido em 27,5 kgfm, mas agora aparece a 2.000 rpm, antes era a 1.750 rpm.
O Renegade é o único carro a combinar esse motor com a tração integral e ao câmbio automático de 9 marchas. A primeira marcha possui relação super reduzida e só entra se o botão “Low” foi acionado.
A tração integral é sob demanda, ou seja, o carro trabalha o tempo todo mandando força apenas para o eixo dianteiro. O eixo traseiro só é acionado se o sistema detectar que as rodas dianteiras estão perdendo tração.
O motorista pode bloquear a distribuição em 50% para cada eixo com o botão “Lock”. O Renegade Willys também conta com o seletor de terreno, que ajusta os parâmetros para a situação.
Como ele não tem bloqueio nos diferenciais, isso é simulado pelos freios, ele não é indicado para trilhas pesadas. Mas com os pneus lameiros da versão Willys o Renegade vai bem quando chove e a estrada para o sítio vira lama ou quando você tiver indo para uma praia mais isolada.
O peso do modelo Willys é elevado, mais de 1.600 kg
Isso faz o desempenho ser similar ao de rivais 1.0 turbo
O modelo Willys vem com pneus lameiros
O maior calcanhar de Aquiles do Jeep Renegade é o peso elevado. Devido a tração integral, essa versão pesa 1.643 kg. Isso é fruto do projeto antigo e comum a todos os carros dessa plataforma.
O motor 1.3 turbo junto do câmbio de 9 marchas disfarçam esse peso com as respostas rápidas, mas a inércia é sentido em cada arrancada e os números de desempenho são similares ao de alguns rivais com motor 1.0 turbo. O Renegade Willys acelera de zero a 100 km/h em 9,7 segundos.
O peso é sentido nas curvas, o carro não aponta tão bem quanto os rivais mais leves. Mas no geral, a suspensão tem uma calibração confortável sem deixar a segurança de lado, o Renegade não dá sustos nem é molenga como alguns chineses.
A combinação da tração integral, os pneus de todo terreno e o peso elevado é cobrada na hora de abastecer. O consumo do Renegade é elevado, principalmente na estrada. Confira as médias:
| Combustível | Cidade | Estrada |
|---|---|---|
| Etanol | 6,3 km/l | 7,4 km/l |
| Gasolina | 9,2 km/l | 10,1 km/l |
Vida a bordo do Jeep Renegade Willys
O painel é bem acabado, mas a cabine é esteira
O carregador por indução fica em uma posição estranha
O teto solar agora é de série
A Jeep só oferece opcionais na versão de entrada do Renegade, a Sport. O resto da gama já vêm completa desde o reposicionamento feito em 2024. Com isso, o modelo Willys passou a ter teto solar, monitor de pontos cegos, serviços conectados, frenagem autônoma de emergência, leitor de placas e assistente de manutenção em faixa de série.
Ele também traz bancos em couro, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sensor crepuscular, sensor de chuva, freio de estacionamento eletrônico, ar-condicionado de duas zonas, painel digital, chave presencial, faróis full-LED, carregador por indução e cruise control de série.
O pacote de equipamentos deve alguns itens que existem na concorrência, como o cruise control adaptativo, sistema de som com mais de 6 alto-falantes, regulagem elétrica no banco do motorista e saídas de ventilação no banco traseiro.
Painel digital e alguns assistentes ADAS fazem parte do pacote
O freio de mão eletrônico foi um dos destaques no lançamento em 2015
O espaço atrás é bom apenas para dois ocupantes
O espaço interno do Jeep Renegade é bom para quem vai na frente e para dois passageiros na traseira. A cabine é estreita, outra limitação dessa plataforma, por isso o quinto passageiro fica apertado. Isso atrapalha também no console central, que não tem muito espaço para objetos e o carregador por indução fica à frente do câmbio em uma posição apertada.
O painel é bem acabado e conta com revestimento emborrachado. Esse material era usado nas portas, mas foi trocado por plástico duro no face-lift promovido em 2022. Pelo menos as quatro portas seguem com a porção generosa em tecido, algo que está sumindo nos carros novos.
Quem está dentro do Jeep Renegade se sente bem insolado do mundo exterior, o carro é silencioso e isso só é quebrado nas rodovias com o som do vento batendo contra os retrovisores. As portas são peadas e fecham com um som abafado, sinal de que a vedação é boa.
Para quem busca o SUV como um carro familiar é preciso pensar duas vezes. O Renegade Willys conta com porta-malas de apenas 314 litros, menor que muitos hatchbacks. Parte da culpa disso vem do estepe com roda de liga leve, nas outras versões é usado um pneu mais fino que permite o assoalho ficar mais baixo.
Ainda vale a pena ter um Jeep Renegade?
Por ser um veterano, ele pode ser encontrado com muitos descontos nas lojas
Estar há 10 anos no mercado permitiu que o Jeep Renegade seja vendido com preços agressivos. Ele já é atrativo na tabela de preços, mesmo devendo alguns equipamentos, mas nas lojas está sempre com descontos.
No site de ofertas da Jeep é possível encontrar o Renegade Willys por R$ 168.139, R$ 17.650 abaixo da tabela. Nos pátios talvez seja possível negocia mais descontos, principalmente após a virada do ano.
Mesmo com tantos descontos, é preciso colocar na ponta do lápis os outros gastos. O maior será com combustível, já que o Renegade é um beberrão. Também existe o IPVA, alguns rivais são híbridos e possuem isenção em alguns estados.
Se você for do tipo que gosta de passear nos finais de semana atrás de uma cachoeira ou tem sítio, o Renegade acaba sendo a única opção abaixo de R$ 200 mil com tração integral. Nisso ele ainda é imbatível.
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