O Brasil foi invadido por casas de apostas virtuais e jogos que simulam cassinos. O mais famoso é o famigerado “Jogo do Tigrinho”, que aparecem em propagandas e foi difundido por influenciadores.
Como nada vem fácil na vida, esses jogos prometem dinheiro fácil sem sair de casa, mas na prática só trazem prejuízos e colocam impasses para receber os ganhos. Isso nos lembrou de alguns carros, que são boas compras só para quem acredita na sorte.
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O Marea exige manutenção criteriosa, algo difícil de garante após mais de 20 anos (Foto: Fiat | Divulgação)
Quando foi lançado no Brasil em 1999, o Fiat Marea era um carro bastante avançado. O desenho moderno, interior bem acabado e o motor de cinco cilindros importado eram atributos que o colocava acima da média dos outros sedãs.
Tudo isso caiu por terra com ele caindo nas mãos de proprietários que não davam a devida atenção a sua mecânica. Por ser diferente de tudo que a Fiat vendia, era preciso também tomar mais cuidados e até ter ferramentas especiais para cuidar da mecânica.
Um exemplo famoso é a troca da correia dentada, que exigia a remoção do motor do cofre caso o mecânico não houvesse a ferramenta específica para isso. Hoje, com muitos carros dilapidados, achar um Marea bom é mais difícil que obter lucro no jogo do tigrinho.
A marca Lifan fechou na China (Foto: Lifan | Divulgação)
No início dos anos 2010 estava ocorrendo a primeira invasão chinesa no mercado de automóveis brasileiro. Marcas que nem existem mais traziam carros bem equipados por preços baixos, porém a qualidade também era baixa.
Uma delas é a Lifan, que teve como principal arma o hatch 320. Seu visual era uma cópia do britânico Mini, a representação local da marca até pegou carona nisso chamando o sósia do Mr. Beam (personagem que dirige um Mini clássico) para fazer a publicidade.
Quem foi cativado pela ideia de ter um Mini pelo preço de um Fiat Mille acabou caindo em uma cilada. Além do carro ser pouco confiável, a marca saiu do Brasil e deixou os consumidores na mão.
Cuidar de uma Alfa não é para qualquer um (Foto: Alfa Romeo | Divulgação)
Os carros da Alfa Romeo são apaixonantes e muto bons de dirigir. Quando funcionam. O 164 foi bastante popular durante os anos 90, mas é um carro que exige cuidado na manutenção.
Quando um aparece à venda com preço convidativo, pode apostar que vai apresentar prejuízos tão rápido quanto o jogo do tigrinho. Os “alfistas” que tratam o carro com carinho acabam cobrando por isso na hora de vender.
É grande e recheado, tanto de equipamentos quanto de problemas (Foto: Citroën | Divulgação)
Havia uma grande concorrência no segmento dos sedãs médios quando a Citroën lançou o C4 Pallas. Esse modelo francês trouxe como argumentos o espaço interno cavernoso e o painel moderno cheio de recursos.
Quem apostou no modelo se gabou do conforto e da tecnologia, mas logo teve que lidar com problemas que não haviam nos concorrentes japoneses. Os mais comuns eram relacionados com o câmbio automático de quatro marchas.
No mercado de usados isso seguiu, com alguns problemas elétricos aparecendo aqui e ali. Comprar um C4 Pallas usado é como apostar no jogo do tigrinho, pois ele vai dar algum prejuízo inesperado.
Foi preciso trocar todo o motor em alguns carros (Foto: Ford | Divulgação)
A Ford construiu uma tradição no Brasil de vender sedãs grandes bastante confortáveis e bem acabados. Isso começou com o Galaxie. O Fusion não é muito diferente.
A segunda geração dele cresceu e ganhou o motor 2.0 EcoBoost, que deu um desempenho excelente. Ele virou jogo de azar por apresentar problemas graves, que gerou um recall onde era preciso trocar todo o propulsor.
Ainda existem unidades que não tiveram o motor trocado. Outras apresentaram falhas diferentes por falta de manutenção adequada.
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Como nada vem fácil na vida, esses jogos prometem dinheiro fácil sem sair de casa, mas na prática só trazem prejuízos e colocam impasses para receber os ganhos. Isso nos lembrou de alguns carros, que são boas compras só para quem acredita na sorte.
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1. Fiat Marea
O Marea exige manutenção criteriosa, algo difícil de garante após mais de 20 anos (Foto: Fiat | Divulgação)
Quando foi lançado no Brasil em 1999, o Fiat Marea era um carro bastante avançado. O desenho moderno, interior bem acabado e o motor de cinco cilindros importado eram atributos que o colocava acima da média dos outros sedãs.
Tudo isso caiu por terra com ele caindo nas mãos de proprietários que não davam a devida atenção a sua mecânica. Por ser diferente de tudo que a Fiat vendia, era preciso também tomar mais cuidados e até ter ferramentas especiais para cuidar da mecânica.
Um exemplo famoso é a troca da correia dentada, que exigia a remoção do motor do cofre caso o mecânico não houvesse a ferramenta específica para isso. Hoje, com muitos carros dilapidados, achar um Marea bom é mais difícil que obter lucro no jogo do tigrinho.
2. Lifan 320
A marca Lifan fechou na China (Foto: Lifan | Divulgação)
No início dos anos 2010 estava ocorrendo a primeira invasão chinesa no mercado de automóveis brasileiro. Marcas que nem existem mais traziam carros bem equipados por preços baixos, porém a qualidade também era baixa.
Uma delas é a Lifan, que teve como principal arma o hatch 320. Seu visual era uma cópia do britânico Mini, a representação local da marca até pegou carona nisso chamando o sósia do Mr. Beam (personagem que dirige um Mini clássico) para fazer a publicidade.
Quem foi cativado pela ideia de ter um Mini pelo preço de um Fiat Mille acabou caindo em uma cilada. Além do carro ser pouco confiável, a marca saiu do Brasil e deixou os consumidores na mão.
3. Alfa Romeo 164
Cuidar de uma Alfa não é para qualquer um (Foto: Alfa Romeo | Divulgação)
Os carros da Alfa Romeo são apaixonantes e muto bons de dirigir. Quando funcionam. O 164 foi bastante popular durante os anos 90, mas é um carro que exige cuidado na manutenção.
Quando um aparece à venda com preço convidativo, pode apostar que vai apresentar prejuízos tão rápido quanto o jogo do tigrinho. Os “alfistas” que tratam o carro com carinho acabam cobrando por isso na hora de vender.
4. Citroën C4 Pallas
É grande e recheado, tanto de equipamentos quanto de problemas (Foto: Citroën | Divulgação)
Havia uma grande concorrência no segmento dos sedãs médios quando a Citroën lançou o C4 Pallas. Esse modelo francês trouxe como argumentos o espaço interno cavernoso e o painel moderno cheio de recursos.
Quem apostou no modelo se gabou do conforto e da tecnologia, mas logo teve que lidar com problemas que não haviam nos concorrentes japoneses. Os mais comuns eram relacionados com o câmbio automático de quatro marchas.
No mercado de usados isso seguiu, com alguns problemas elétricos aparecendo aqui e ali. Comprar um C4 Pallas usado é como apostar no jogo do tigrinho, pois ele vai dar algum prejuízo inesperado.
5. Ford Fusion
Foi preciso trocar todo o motor em alguns carros (Foto: Ford | Divulgação)
A Ford construiu uma tradição no Brasil de vender sedãs grandes bastante confortáveis e bem acabados. Isso começou com o Galaxie. O Fusion não é muito diferente.
A segunda geração dele cresceu e ganhou o motor 2.0 EcoBoost, que deu um desempenho excelente. Ele virou jogo de azar por apresentar problemas graves, que gerou um recall onde era preciso trocar todo o propulsor.
Ainda existem unidades que não tiveram o motor trocado. Outras apresentaram falhas diferentes por falta de manutenção adequada.
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