Todos nós estamos acostumados com a classificação dos carros no mercado ou suas categorias. SUVs, picapes, hatches, peruas (station wagon) e assim vai. Mas isso também acontece com os pesados. Mas é bem mais complexa que segmentação popular de carreta e caminhão. Tecnicamente falando, a classificação dos caminhões está ligada à sua capacidade de carga, o Peso Bruto Total (PBT ).
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O Delivery foi um dos maiores acerto da Volkswagen Caminhões no mercado brasileiro (Foto: VWCO | Divulgação)
Os comerciais leves e utilitários também podem ser chamados de Veículo Urbano de Carga (VUC ). Eles têm capacidade de carga de até 3.500 quilos. A grande vantagem é que para esses modelos, o condutor só precisa ter a carteira nacional de habilitação (CNH) na categoria B.
A Sprinter, que tem mais de 25 anos de mercado, tem versão chassi cabine e furgão (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
Os semileve basicamente servem para quem quer um caminhão do tamanho de um comercial leve, mas com o dobro de carga. Tanto é que alguns fabricantes oferecem o mesmo modelo apenas com a capacidade de carga maior. E às vezes um motor com 10 cv a mais. Nessa categoria, quem lidera é a Mercedes-Benz Sprinter 416, essa para 4 toneladas, porém o vice-líder também fica com a Mercedes-Benz, com a Sprinter 516, uma tonelada a mais, mas o mesmo motor.
Accelo 1016 lidera a categoria de leves (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
A categoria de leves complementa todos os modelos com PBT de 7 a 10 toneladas. Curiosamente, em janeiro deste ano, o sexto caminhão mais emplacado foi um elétrico, o JAC IEV1200T. Na verdade, os elétricos lançados até o momento são da categoria leve a diante. O motivo é simples, o peso das baterias. Outra curiosidade é que o Foton Aumark S 6.5 toneladas é mencionado como um leve pela Fenabrave. Quem lidera essa categoria é o Mercedes-Benz Accelo 1016.
O Delivery 11.180 é o queridinho das seguradoras para caminhão prancha ou reboque (foto: VWCO | Divulgação)
Basicamente, os caminhões médios são modelos leves com adição de um terceiro eixo. Um bom exemplo disso é o Tector da Iveco, e Accelo da Mercedes-Benz. Esses modelos ainda são usados em aplicações urbanas, porém para cargas mais pesadas, assim como entregas de maior distância. O Volkswagen Delivery 11.180 lidera a categoria de médios.
O Volvo VM se tornou líder da categoria de semipesados deixando para trás o Volkswagen Constellation (Foto: Volvo Trucks | Divulgação)
A categoria de semipesados talvez seja uma das mais “reconhecidas”, já que é um segmento que tem números expressivos em emplacamentos todos os meses. O atual líder da categoria é o Volvo VM 270, que como já mostramos aqui no Auto Papo, ganhou novo motor para a linha 2023. Os caminhões nesta categoria também são os que estão envolvidos na velha polêmica da traseira alta, apenas como referência.
Além de liderar a categoria de Pesados, o Volvo FH 540 ainda é o caminhão mais vendido, mesmo somando o resultado das demais categorias (Foto: Volvo Trucks | Divulgação)
Por fim, a última categoria, mas devemos notar certas particularidades. Caminhões pesados são sim cavalos mecânicos, ou seja, que se acopla ou engatam em um implemento, o que forma o conjunto ou que a gente conhece popularmente como carreta.
Entretanto, alguns modelos semipesados, que são chassis rígidos podem ser pesados, principalmente nas suas versões 6×4, 8×2 e 8×4, quando a capacidade supera as 23 toneladas. É o caso do Atego 3030 ou o Volvo VMX de 32 toneladas.
O líder da categoria é o Volvo FH 540 em sua versão 6×4. Ah, caminhões pesados podem puxar carretas de 2, 3 ou 4 eixos, além dos bi-trem e rodotrem.
A primeira vista é um semipesado, mas na verdade é um pesado, para trabalhos pesados (Foto: Volvo Trucks | Divulgação)
Extrapesados, existem?
Bom, o leitor já deve ter visto algumas montadoras falando de seus modelos pesados e chamando-os de extrapesados. Pessoalmente não vejo motivo algum para falarem isso, já que tanto a Associação Nacional Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) como a Fenabrave não usam essa denominação.
O post Leves e Pesados: conheça as diferentes categorias dos caminhões apareceu primeiro em AutoPapo.
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Comerciais Leves – PBT inferior a 3.5 toneladas
O Delivery foi um dos maiores acerto da Volkswagen Caminhões no mercado brasileiro (Foto: VWCO | Divulgação)
Os comerciais leves e utilitários também podem ser chamados de Veículo Urbano de Carga (VUC ). Eles têm capacidade de carga de até 3.500 quilos. A grande vantagem é que para esses modelos, o condutor só precisa ter a carteira nacional de habilitação (CNH) na categoria B.
Semileves – PBT de 3,5 a 6 toneladas
A Sprinter, que tem mais de 25 anos de mercado, tem versão chassi cabine e furgão (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
Os semileve basicamente servem para quem quer um caminhão do tamanho de um comercial leve, mas com o dobro de carga. Tanto é que alguns fabricantes oferecem o mesmo modelo apenas com a capacidade de carga maior. E às vezes um motor com 10 cv a mais. Nessa categoria, quem lidera é a Mercedes-Benz Sprinter 416, essa para 4 toneladas, porém o vice-líder também fica com a Mercedes-Benz, com a Sprinter 516, uma tonelada a mais, mas o mesmo motor.
Leves – PBT de 7 a 10 toneladas
Accelo 1016 lidera a categoria de leves (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)
A categoria de leves complementa todos os modelos com PBT de 7 a 10 toneladas. Curiosamente, em janeiro deste ano, o sexto caminhão mais emplacado foi um elétrico, o JAC IEV1200T. Na verdade, os elétricos lançados até o momento são da categoria leve a diante. O motivo é simples, o peso das baterias. Outra curiosidade é que o Foton Aumark S 6.5 toneladas é mencionado como um leve pela Fenabrave. Quem lidera essa categoria é o Mercedes-Benz Accelo 1016.
Médios – PBT de 11 a 16 toneladas
O Delivery 11.180 é o queridinho das seguradoras para caminhão prancha ou reboque (foto: VWCO | Divulgação)
Basicamente, os caminhões médios são modelos leves com adição de um terceiro eixo. Um bom exemplo disso é o Tector da Iveco, e Accelo da Mercedes-Benz. Esses modelos ainda são usados em aplicações urbanas, porém para cargas mais pesadas, assim como entregas de maior distância. O Volkswagen Delivery 11.180 lidera a categoria de médios.
Semipesados – PBT de 17 a 23 toneladas
O Volvo VM se tornou líder da categoria de semipesados deixando para trás o Volkswagen Constellation (Foto: Volvo Trucks | Divulgação)
A categoria de semipesados talvez seja uma das mais “reconhecidas”, já que é um segmento que tem números expressivos em emplacamentos todos os meses. O atual líder da categoria é o Volvo VM 270, que como já mostramos aqui no Auto Papo, ganhou novo motor para a linha 2023. Os caminhões nesta categoria também são os que estão envolvidos na velha polêmica da traseira alta, apenas como referência.
Pesados – PBT acima de 23 toneladas
Além de liderar a categoria de Pesados, o Volvo FH 540 ainda é o caminhão mais vendido, mesmo somando o resultado das demais categorias (Foto: Volvo Trucks | Divulgação)
Por fim, a última categoria, mas devemos notar certas particularidades. Caminhões pesados são sim cavalos mecânicos, ou seja, que se acopla ou engatam em um implemento, o que forma o conjunto ou que a gente conhece popularmente como carreta.
Entretanto, alguns modelos semipesados, que são chassis rígidos podem ser pesados, principalmente nas suas versões 6×4, 8×2 e 8×4, quando a capacidade supera as 23 toneladas. É o caso do Atego 3030 ou o Volvo VMX de 32 toneladas.
O líder da categoria é o Volvo FH 540 em sua versão 6×4. Ah, caminhões pesados podem puxar carretas de 2, 3 ou 4 eixos, além dos bi-trem e rodotrem.
A primeira vista é um semipesado, mas na verdade é um pesado, para trabalhos pesados (Foto: Volvo Trucks | Divulgação)
Extrapesados, existem?
Bom, o leitor já deve ter visto algumas montadoras falando de seus modelos pesados e chamando-os de extrapesados. Pessoalmente não vejo motivo algum para falarem isso, já que tanto a Associação Nacional Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) como a Fenabrave não usam essa denominação.
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