SUV cupê com motor T200 de 130 cv, câmbio automático e porta-malas de 490 litros custa R$ 113,9 mil e mira quem quer espaço e desempenho pagando menos
O Citroën Basalt Shine 2026, que foi lançado em outubro, é hoje o modelo mais vendido da marca no país e aposta em uma equação direta: motor turbo, câmbio automático e preço abaixo dos principais SUVs compactos. Terceiro integrante do projeto C-Cubed, o utilitário chega à linha 2026 com ajustes no acabamento e novos equipamentos, mantendo a proposta de custo-benefício. Portanto, não espere um alto nível de sofisticação nos plásticos e bancos super macios.
Citroën linha 2026 – Mudanças para o C3, Aircross e Basalt. VEJA O VÍDEO!
Isto posto, a Revista Carro avaliou a versão Shine Turbo 200 em um percurso de cerca de 400 km entre estrada, avenidas e trânsito urbano na capital paulista.
Proposta cupê com foco em espaço
O Basalt aposta em carroceria com traseira alongada e tampa do porta-malas integrada ao vidro, reforçando o estilo cupê. A proposta remete ao Fiat Fastback, hoje uma das referências entre SUVs com perfil mais esportivo.
Construído sobre a mesma base de Citroën C3 e Citroën C3 Aircross, o modelo se destaca pelas dimensões com entre-eixos de 2,64 m, comprimento de 4,34 m, largura de 2,01 m e porta-malas com capacidade para 490 litros. O que é ideal para quem utiliza para trabalhar com aplicativos de viagem ou táxi.
O volume de bagagem é um dos maiores da categoria e pode atrair clientes de sedãs compactos e motoristas que dependem de espaço no dia a dia, como taxistas e condutores de aplicativo. O banco traseiro, porém, não é bipartido.
Interior simples, mas bem equipado
A proposta de baixo custo aparece no acabamento interno. Há predominância de plástico rígido e ausência de revestimentos nas portas. Na linha 2026, o painel passou a contar com aplicação de revestimento em couro na parte central, buscando melhorar a percepção visual.
Entre os equipamentos da versão Shine estão: multimídia de 10 polegadas com conexão com Android Auto e Apple CarPlay, painel de instrumentos digital, ar-condicionado digital com comandos físicos, volante com revestimento em couro, câmera de ré, quatro airbags, controles de tração e estabilidade e freios ABS.
Todavia, o modelo não oferece assistentes avançados de condução como alerta de colisão, frenagem autônoma, assistente de permanência em faixa ou controle de cruzeiro adaptativo.
Motor T200 garante desempenho consistente
Sob o capô está o motor T200 1.0 turbo, que entrega 130 cv e 20 kgfm de torque. Com peso de 1.191 kg e relação peso-potência de 9,16 kg/cv, o Basalt apresenta respostas rápidas em acelerações urbanas e retomadas.
O conjunto trabalha com câmbio automático do tipo CVT, que simula sete marchas, e mostra desempenho alinhado à proposta do modelo. Em altas rotações, mantém o comportamento típico dos motores 1.0 turbo. Durante o teste, o consumo registrado foi de 9,3 km/l com etanol, em uso misto entre cidade e estrada.
Suspensão elevada e uso urbano
O Basalt adota suspensão de curso longo, rodas aro 16 e pneus de perfil mais alto. Os ângulos de ataque e saída são de 21º e 28º, respectivamente, favorecendo o uso em valetas e irregularidades urbanas.
A posição de dirigir é mais elevada que a de um sedã, mas não tão alta quanto a do C3 Aircross. A ausência de ajuste de altura do cinto pode dificultar a ergonomia para motoristas de menor estatura.
Preço abaixo dos rivais
O Citroën Basalt Shine 2026 tem preço sugerido de R$ 113,9 mil. O valor o posiciona cerca de R$ 25 mil abaixo de modelos como Fiat Pulse, Peugeot 2008 e o próprio Citroën C3 Aircross com motorização semelhante, já que são todos da Stellantis. Também surge como alternativa a sedãs 1.0 turbo como Hyundai HB20S, Chevrolet Onix Plus e Volkswagen Virtus.
Vale a troca?
O Basalt Shine 2026 entrega espaço interno amplo, porta-malas generoso, motor turbo eficiente e preço competitivo. Em contrapartida, simplifica o acabamento e não oferece pacote de assistência à condução, o que pode atrasar clientes mais exigentes. Portanto, para quem prioriza espaço, desempenho e valor final, o SUV cupê da Citroën se coloca como uma das opções mais acessíveis com motor turbo e câmbio automático no mercado brasileiro.
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