Notícia Mesmo nome, carros diferentes; veja 10 casos de carros xarás

O nome é algo importante para os carros. Ele pode dizer algo sobre o modelo, se consolidar no mercado ou pode até ajudar a encerrar a carreira de um veículo antes da hora. Mas graças às grandes diferenças entre os mercados, o mesmo nome pode acabar sendo usado por carros completamente diferentes.

Esses casos raramente acontecem no mesmo mercado, devido a leis de propriedade intelectual. Quando acontece, é após muitos anos e em segmentos diferentes. O AutoPapo separou alguns desses carros sem nenhuma relação além do nome.

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1. Plymouth e Renault Duster​

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O motor 340 do Plymouth Duster tinha origem nas corridas
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Para o brasileiro o nome Duster é sinônimo de um SUV familiar espaçoso

Quando a Renault lançou o SUV Duster, os fãs de muscle cars acharam o nome familiar. A Plymouth, antiga marca de entrada do grupo Chrysler, havia fabricado, entre 1969 e 1976, um cupê de estilo esportivo com esse nome na mesma plataforma do nosso Dodge Dart.

Ambos trazem em comum o fato de terem duas personalidades. O Duster franco-romeno é um SUV familiar espaçoso, e na versão de tração integral traz uma valentia acima da média para a categoria.

Já o Plymouth Duster servia como um cupê estiloso para o uso diário nas versões de seis cilindros e com os V8 mais mansos, mas virava um esportivo de baixo custo quando equipado com o V8 de 340 pol³ derivado das pistas de corrida.

2. Ford e Oldsmobile Fiesta​

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A Oldsmobile Fiesta não possuía a coluna B, algo raro em uma perua
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O Ford Fista é um compacto muito bem sucedido na Europa e conquistou fãs no Brasil

O Ford Fiesta é um dos carros compactos mais bem-sucedidos do mundo, sendo hoje o carro mais vendido do Reino Unido de todos os tempos. A trajetória do compacto fez seu nome mundialmente reconhecido, mas ele não foi o primeiro carro com esse batismo.

A Oldsmobile, finada divisão intermediária da General Motors, utilizou o nome Fiesta para designar as suas peruas grandes de 1957 a 1964. A primeira Fiesta trazia estilo hardtop e não possuía a coluna B nas janelas. Partindo da linha 1959, a perua passou a utilizar portas e janelas convencionais; em 1965 a marca deixou de oferecer peruas grandes para focar na média Vista Cruiser.

3. Mahindra e Ford Scorpio​

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O Scorpio era um sedã executivo da Ford que competia com o Omega
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O SUV indiano teve carreira curta no Brasil

Você se lembra do Mahindra Scorpio? O fabricante indiano esteve presente no Brasil por pouco tempo com o SUV Scorpio e uma caminhonete chamada apenas de Pick-Up. A simplicidade rustica desses modelos acabaram não caindo nas graças do consumidor, mas a marca continua até hoje firme no mercado de tratores.

O Scorpio da Ford é mais antigo que o SUV da Mahindra, porém ele foi conhecido por ser sofisticado. Ele foi o topo de linha da Ford Europeia, vendido nas carrocerias sedã, liftback e perua. O seu principal concorrente nós conhecemos bem, era o Opel Omega. O Ford Scorpio tinha tração traseira, motores de quatro cilindros ou V6 e servia como uma opção de carro executivo.

Na segunda geração do Ford Scorpio ele ganhou uma semelhança com o seu xará indiano: o design ficou controverso. Para não ter que chamar de feio. A perua manteve a traseira antiga, mas a dianteira com faróis e grades ovalados aceleraram aposentadoria do carro. Nem o motor V6 Cosworth e o interior luxuoso salvaram o veículo. Já o Mahindra Scorpio continua em produção com alguns face-lifts.

4. Renault e Fiat Pulse​

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A Renault indiana vendeu o March enquanto a Nissan vendia o Duster
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SUV compacto disputa segmento que mais cresce no mercado brasileiro

O primeiro SUV nacional da Fiat teve o seu nome escolhido através de uma votação na internet. As opções foram Tuo, Domo e Pulse, a escolha do público foi pela última. Que por coincidência, viria a ser o mesmo nome utilizado pelo Nissan March vendido pela Renault na Índia.

A Renault e a Nissan possuem alguns intercâmbios curiosos na Índia, o March foi vendido pela marca francesa enquanto o Duster recebeu mudanças na dianteira e foi rebatizado como Nissan Terrano. Hoje essa salada dimuiu, a Renault encontrou seu espaço na Índia com o Kwid enquanto a Nissan vende um Kicks crescido feito na plataforma do Duster e o suvinho Magnite.

5. Toyota e Mercedes -Benz Sprinter​

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O Sprinter da Toyota era um Corolla vendido por outra rede de concessionárias, mas ganhou fama nas pistas e nos quadrinhos
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A van da Mercedes virou referência no segmento

Quem é fã de drift certamente conhece o Toyota Sprinter Trueno AE86, que estrelou o mangá Initial D e é a escolha do “rei do drift” Keiichi Tsuchiya. Essa é apenas uma dos vários Sprinter da gigante japonesa, que nada mais é o Corolla com outro nome.

A Toyota vende seus carros no Japão através de quatro redes de concessionárias e cada uma possuía uma gama específica de modelos. Muitos deles eram carros gêmeos com leve mudanças visuais, como é a relação do Sprinter com o Corolla. O AE86 foi a última geração dele com tração traseira, virou um ícone do drift por ser leve, acessível e fácil de preparar.

A van Sprinter da Mercedes-Benz faz parte de uma linhagem menos confusa. Apareceu em 1995 para suceder o antigo furgão TN, que datava de 1977, e reforçar o braço comercial da marca. Hoje a van é considerada como referência na categoria.

6. Ford e Can-Am Maverick​

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O Can-Am Maverick é presença garantida nos ralis
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Hoje a Ford chama uma picape de Maverick, mas esse nome já passou por outras carros da marca

Não basta o nome Maverick ter sido usado pela Ford em quatro veículos completamente diferentes, sendo dois deles feitos pela Nissan, ele também é usado pelo UTV da canadense Can-Am. O Maverick canadense é um veículo off-road dedicado e não pode ser emplacado.

Ele é figurinha carimbada nos ralis e competições, muitas vezes correndo em categorias específicas. O Can-Am Maverick usa motor Rotax aliado a uma caixa CVT, a tração pode ser traseira ou 4×4.

7. Mitsubishi e Dodge Challenger​

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A Dodge usou o nome Challenger primeiro com seu muscle car em 1970
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A Mitsubishi pegou emprestado por um tempo

A Dodge demorou a apresentar a sua resposta ao Ford Mustang, mas chegou em grande estilo ao segmento em 1970 com o Challenger. O muscle car compacto durou pouco tempo no mercado, saiu de linha em 1974. Ele ganhou uma segunda geração entre 1978 e 1983, que coincidentemente era um Mitsubishi com emblemas trocados, e desde 2009 está na bem sucedida terceira geração.

A Mitsubishi lançou em 1996 um SUV derivado da picape L200, seu nome no Japão, em alguns mercados asiáticos e na Oceania era Challenger. Nos outros mercados ele pegava carona no sucesso do Pajero (também chamado de Montero e Shogun) e foi batizado como Pajero Sport. O nome Challenger durou até a segunda geração, na atual terceira geração ele se chama apenas Pajero Sport .

8. BMW e Citroen XM​

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O Citroen XM é descendente da linhagem do revolucionário DS
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A BMW firmou um acordo com os franceses para usar o nome nesse SUV

A BMW ainda não mostrou a versão final do seu XM, mas já confirmou que o primeiro carro exclusivo da divisão Motorsport compartilhará o nome com o antigo topo de linha da Citroën. Para poder usar esse nome sem ter problemas legais, os alemães firmaram um acordo com os franceses.

São carros bem difíceis de confundir, o da BMW é um SUV esportivo grandalhão. Já o da Citroën é um liftfback grande com estilo aerodinâmico bem noventista. O Citroën XM é herdeiro da linhagem do inovador DS.

9. Toyota e Chevrolet Corsa​

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O Corsa foi o primeiro carro da Toyota de tração dianteira
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Por causa da Toyota, o Corsa precisou ser vendido como Opel Vita no Japão

Antes de existir o Yaris e o Aygo, o menor carro da Toyota globalmente era o Tercel. Mas em seu país de origem, o Japão, esse carro se chamava Corsa. Lançado em 1978, ele foi o primeiro carro de motor transversal e tração dianteira da marca.

O Toyota Corsa antecedeu o Corsa da General Motors, que foi lançado pela Opel em 1982. Os japoneses usaram o nome Corsa até 1999, quando lançou o primeiro Yaris. Nessa época a Opel vendia os seus carros oficialmente no Japão, o que obrigou a rebatizar o seu Corsa como Vita.

10. Volkswagen, Gumpert, Holden e Buick Apollo​

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O Volkswagen Apollo foi um dos filhos da Autolatina
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O Apollo GT foi o vilão do filme Se Meu Fusca Falasse
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Na Buick o nome Apollo teve vida curta e veio para ajudar a marca durante a crise do petróleo
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O Holden Apollo foi o sucessor do Camira, o nosso Monza
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O esportivo alemão Gumpert Apollo atrai mais pelo desempenho que pelo design

A Autolatina sempre rendeu modelos e histórias curiosas. O Volkswagen Apollo era apenas uma versão com outro nome do Ford Verona e teve uma vida curta no mercado. Seu nome veio do deus grego do sol.

Muitos carros usaram esse nome, o primeiro foi um esportivo independente feito entre 1962 e 1965, feito na Califórnia e unindo uma carroceria italiana com o motor V8 Buick. Esse carro foi usado pelo vilão do filme Se Meu Fusca Falasse, de 1968.

Entre 1973 e 1975 a Buick, divisão de semi-luxo da General Motors, fez um Apollo. O dela era uma versão mais bem equipada do Chevrolet Nova, para a marca possuir um modelo mais acessível durante a crise do petróleo. Outra divisão da GM a ter um Apollo foi a Holden, o seu foi um Toyota Camry com o logo do leão na grade.

O Apollo mais bem sucedido foi o feito pela alemã Gumpert. Esse superesportivo de desenho agressivo foi lançado em 2005 e lembra mais um carro de corrida que um de rua. Seu chassi é tubular, feito de aço cromo, e a carroceria é de fibra de vidro com fibra de carbono. Um motor V8 4.2 biturbo da Audi está montado em posição central. O consumidor pode escolher opções de potência entre 650 e 800 cv.

Bonus: Hudson e Honda Hornet​

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O Hudson Hornet dominou a Nascar e foi homenageado pela Pixar
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A Honda Hornet era uma naked esportiva que mais tarde viraria tema de músicas

Se for para incluir carros e motos com o mesmo nome a lista seria enorme, mas escolhemos uma dupla para representar essa relação a título de curiosidade. No Brasil quando se fala em Hornet a primeira coisa que vem a menta é a motor naked de 600 cm³ da Honda, que ganhou uma segunda fama nas letras de funk ostentação.

O Hudson Hornet também é famoso, mas por outros motivos. Graças ao seu chassi perimetral que permitia uma carroceria mais baixa e ao potente motor de seis cilindros em linha, ele dominou a Nascar nos anos 50, ganhando o apelido de “O Fabuloso Hudson Hornet”. Essas conquistas foram homenageadas no filme Carros (2006), com o personagem Doc Hudson.


Fotos: Divulgação

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