Vendas em baixo podem fazer a marca do grupo BMW a manter a importação da China
Texto: Marcos Camargo
Com as vendas de carros elétricos estagnadas na Europa em 2024, as fabricantes começam a rever seus planos de eletrificação “total” previsto antes para 2030. Depois da Audi, Volkswagen, Volvo e Mercedes-Benz reverem suas posições para uma eletrificação completa até o final da década, a Mini, marca do BMW Group também claudicou da decisão. Agora a BMW diz que o plano de produzir os modelos Cooper e Aceman elétricos no Reino Unido não acontecerá mais no próximo ano.
Com vendas em ritmo mais lento do que o esperado para os modelos elétricos, o investimento de US$ 757 milhões, cerca de R$ 4,34 bi pode não ser concluído para nacionalizar a produção dos elétricos em Oxford, Inglaterra.
Inicialmente os planos seriam de lançar a produção inglesa dos elétricos no ano que vem substituindo aos poucos as versões a combustão até 2030. De acordo com a agência de notícias Reuters o BMW Group está revisando essa estratégia.
“Dadas as incertezas enfrentadas pela indústria automobilística, o BMW Group está revisando o cronograma para reintroduzir a produção do Mini elétrico a bateria em Oxford”, disse oficialmente.
Além das incertezas sobre os elétricos na Europa, a intenção da Mini era exportar as versões elétricas para países como os Estados Unidos.
Como exemplo de crise no setor está a VW que fechou a produção de elétricos em Bruxelas e a Audi está encerrando a linha do Q8 E-tron na Europa. Dessa forma, a Mini pode seguir recebendo o Cooper e o Aceman da China sem previsão de nacionalizar a produção.
Oficialmente a BMW apenas diz que “continuamos em diálogo próximo sobre nossos planos futuros” mas agora já não há uma data para transição elétrica total até 2030.
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