Notícia Não quer motorista homem? Uber agora permite escolher só mulheres ao volante em 13 cidades do Brasil

Em resposta à crescente demanda por segurança no transporte por aplicativo, a Uber expandiu aa ferramenta “Uber Mulher” no Brasil. O recurso, que permite às usuárias solicitar corridas preferencialmente com motoristas do sexo feminino, chega a 13 capitais brasileiras nos próximos dias, após um período de testes em sete cidades.

A novidade contempla, nesta fase inicial, municípios de todas as regiões do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Recife, Manaus, Fortaleza, Belém, João Pessoa, Goiânia, São Luís e Cuiabá. O objetivo, segundo a diretoria da empresa no país, é oferecer maior previsibilidade e conforto para passageiras, pessoas não-binárias e adolescentes.

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As três modalidades do serviço


Para contornar o fato de que as mulheres ainda representam apenas 8% da base ativa de condutores da plataforma no Brasil, a Uber dividiu a funcionalidade em três formatos. A opção mais direta é o próprio botão “Uber Mulher”, disponível na tela inicial apenas durante o dia para viagens imediatas. Caso o tempo de espera exceda o padrão, o aplicativo consulta a usuária sobre o desejo de aguardar a condutora ou redirecionar o pedido para o motorista mais próximo, independentemente do sexo.

A segunda alternativa é a “Preferência das Mulheres”, que pode ser ativada permanentemente nas configurações de perfil. Com ela ligada, o algoritmo prioriza o pareamento com mulheres na categoria UberX tradicional, sem, contudo, garantir a exclusividade em caso de escassez de veículos na região da chamada.

Por fim, há o “Reserve Uber Mulher”, modalidade voltada a agendamentos com no mínimo 30 minutos de antecedência, garantindo a previsibilidade do atendimento feminino. Todas essas opções também foram estendidas às contas Uber Teens, voltadas a jovens de 12 a 17 anos, que já contam com rastreamento em tempo real e recursos adicionais de segurança para os responsáveis.

A iniciativa ocorre em um cenário no qual as plataformas de mobilidade buscam diferenciais de mercado calcados na proteção, respondendo aos índices elevados de violência de gênero e ao apelo por um ambiente de transporte mais seguro no país.

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