Notícia O “código secreto” da F1: o que significam as novas luzes nos carros de 2026?

A temporada de 2026 da Fórmula 1 trouxe uma mudança visual sensível para o público e estratégica para os pilotos: a introdução de um novo sistema de iluminação nos carros. A novidade integra o aguardado regulamento técnico da categoria, que também prevê veículos menores, mais leves e com maior protagonismo da energia elétrica no conjunto híbrido.

Até 2025, a comunicação luminosa resumia-se basicamente a uma luz vermelha intermitente na traseira — ativada na chuva ou durante a colheita de energia — e LEDs nas extremidades da asa. Com as novas diretrizes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o esquema passa a contar com cinco pontos de luz estrategicamente distribuídos: dois na dianteira e três na traseira.

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Sinalização frontal e código de cores

F1 Grand Prix Of Australia Qualifying
MELBOURNE, AUSTRALIA - MARCH 07: Liam Lawson of New Zealand driving the (30) Visa Cash App Racing Bulls VCARB 03 RB Ford in the Pitlane during qualifying ahead of the F1 Grand Prix of Australia at Albert Park Grand Prix Circuit on March 07, 2026 in Melbourne, Australia. (Photo by Mark Thompson/Getty Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202603070257 // Usage for editorial use only //

Na dianteira, duas luzes de tom âmbar foram acopladas aos espelhos retrovisores, garantindo visibilidade lateral e frontal. Elas acendem automaticamente quando o carro trafega abaixo de 20 km/h, está imobilizado na pista ou durante o procedimento de largada, com o câmbio em ponto morto. O sistema também muda de cor caso o monoposto seja conduzido por um piloto sem a Superlicença completa da FIA.

Na seção traseira, o tradicional módulo retangular foi substituído por uma luz central ovalada em leds, montada na estrutura de impacto e integrada à câmera e ao microfone. O componente indica cenários críticos da corrida, como a presença do safety car, trechos de baixa aderência e o acionamento do limitador de velocidade.

A inovação mais tática, porém, está na leitura do sistema híbrido (MGU-K). A luz traseira, em conjunto com duas faixas verticais nos suportes da asa, passa a detalhar a situação da bateria. Um piscar único avisa que o carro entrega potência reduzida; dois flashes indicam ausência de fornecimento elétrico; já piscadas rápidas revelam que o veículo está regenerando energia enquanto o propulsor a combustão opera em carga máxima.

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