Em 2021, acidentes de trânsito foram a segunda principal causa de morte entre norte-americanos com menos de 45 anos. Número à frente da Covid-19, suicídios e violência armada. Mas o que chama atenção é que a letalidade dos acidentes estão diretamente ligadas ao porte dos carros envolvidos nas ocorrências.
Nos Estados Unidos, a média de peso do carro comprado em 2021 era 1,94 toneladas, meia tonelada a mais que a média europeia. Compras de SUVs e picapes agora respondem por quatro em cada cinco veículos novos comprados nos EUA, contra um em cada cinco há 50 anos.
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Usando o padrão de compra de carros é possível encontrar uma relação com a divisão política dos EUA. Os republicanos são mais propensos do que os democratas a comprar um veículo novo de qualquer tipo, e muito mais propensos a comprar um automóvel grande.
F-150 é o carro mais vendido nos Estados Unidos em 2022
Cerca de 65% dos compradores das grandes caminhonetes, utilitários e SUVs no ano passado eram republicanos, em comparação com apenas 15% comprados pelos democratas, de acordo com uma pesquisa da empresa de pesquisa Strategic Vision.
E isso não tem nada a ver com a geografia do país porque as caminhonetes já dominam os grandes centros urbanos dos Estados Unidos. O que deixa isso ainda mais claro são os adjetivos usados pelos estadunidenses para descrever o que eles buscam em um carro: “agressivo”, “poderoso” e “robusto”.
À medida que os carros americanos aumentaram, o número de mortes de motoristas e passageiros dentro desses trambolhos caiu 22%. Mas o número de pedestres mortos envolvidos nos acidentes aumentou 57%.
De acordo com uma estimativa de Justin Tyndall, professor assistente de economia da Universidade do Havaí, mais de 8.000 pedestres poderiam ter sido salvos entre 2000 e 2018 se os norte-americanos tivessem optado por veículos menores.
8000 acidentes poderiam ser evitados se os estadunidenses comprassem carros menores (Foto: Cadillac | Divulgão)
A associação do individualismo com direção é letal. Quase um em cada dez motoristas e passageiros no banco da frente dos carros não usa cinto de segurança, e 45% dizem que costumam dirigir cerca de 24 km/h acima do limite de velocidade nas rodovias.
O post Obsessão por caminhonetes e SUVs tem consequências fatais apareceu primeiro em AutoPapo.
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Nos Estados Unidos, a média de peso do carro comprado em 2021 era 1,94 toneladas, meia tonelada a mais que a média europeia. Compras de SUVs e picapes agora respondem por quatro em cada cinco veículos novos comprados nos EUA, contra um em cada cinco há 50 anos.
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- SUV é o queridinho do mercado, mas mata muito mais que o automóvel nos acidentes
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Por que os americanos compram caminhonetes?
Usando o padrão de compra de carros é possível encontrar uma relação com a divisão política dos EUA. Os republicanos são mais propensos do que os democratas a comprar um veículo novo de qualquer tipo, e muito mais propensos a comprar um automóvel grande.
F-150 é o carro mais vendido nos Estados Unidos em 2022
Cerca de 65% dos compradores das grandes caminhonetes, utilitários e SUVs no ano passado eram republicanos, em comparação com apenas 15% comprados pelos democratas, de acordo com uma pesquisa da empresa de pesquisa Strategic Vision.
E isso não tem nada a ver com a geografia do país porque as caminhonetes já dominam os grandes centros urbanos dos Estados Unidos. O que deixa isso ainda mais claro são os adjetivos usados pelos estadunidenses para descrever o que eles buscam em um carro: “agressivo”, “poderoso” e “robusto”.
SUVs e caminhonetes matam mais
À medida que os carros americanos aumentaram, o número de mortes de motoristas e passageiros dentro desses trambolhos caiu 22%. Mas o número de pedestres mortos envolvidos nos acidentes aumentou 57%.
De acordo com uma estimativa de Justin Tyndall, professor assistente de economia da Universidade do Havaí, mais de 8.000 pedestres poderiam ter sido salvos entre 2000 e 2018 se os norte-americanos tivessem optado por veículos menores.
8000 acidentes poderiam ser evitados se os estadunidenses comprassem carros menores (Foto: Cadillac | Divulgão)
A associação do individualismo com direção é letal. Quase um em cada dez motoristas e passageiros no banco da frente dos carros não usa cinto de segurança, e 45% dizem que costumam dirigir cerca de 24 km/h acima do limite de velocidade nas rodovias.
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