Notícia Onix: Homofóbicos descobrem vídeo de Pabllo Vittar com Chevrolet

As redes sociais são terrenos em que conteúdos podem viralizar rapidamente ou ficar incubados até explodir. Depois do levante de ódio contra o Volkswagen Polo, devido a uma peça da fabricante sobre igualdade de gênero, agora a “infecção” de intolerância tem como alvo o Chevrolet Onix e a cantora Pabllo Vittar.

O vídeo publicado no Instagram em 24 de março, como parte da campanha de promoção do festival Lollapalooza, mostra a artista dentro do Onix e comentando sobre o ar-condicionado do carro. Nada demais, uma vez que a General Motors é patrocinadora do festival.

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O vídeo foi postado, teve pouco mais de 1,8 mil curtidas, o festival aconteceu no Autódromo José Carlos Pace, Interlagos, assim como o show da Pabllo e a vida seguiu. No entanto, há cerca de duas semanas o vídeo foi encontrado e os ataques tiveram início.

Em um dos comentários, um usuário do Instagram demonstra seu descontentamento com a campanha da marca da gravatinha. “Vcs (sic) estão de palhaçada com a gente? Ficam dando foco em minorias? E como ficam as pessoas normais, famílias, héteros e etc? Já não tem mais carros decentes e de primeira linha. Saudades da época dos Opalas, D20, Monza e etc. Hoje só merdas e cada vez mais afastando os que adoravam a marca”.


Ou seja, pela ótica do cidadão, autor do infeliz comentário, a escolha de gênero é algo que faz do ser humano normal ou anormal. Além disso, a opção sexual não é fator de desenvolvimento de um carro. Mesmo que a marca produza uma campanha de inclusão, como a igualdade de gênero, o automóvel continua ser feito para ser conduzido por seres humanos e transportar outros humanos. Inclusive famílias formadas por essa espécie de mamíferos de polegares opostos.

Basta reparar que os carros, como o Onix, foram desenhados para a anatomia de um homo sapiens, independente do gênero, da opção sexual, do tipo de roupa, cabelo, ou qualquer outro elemento estético que impeça que cidadãos, como o usuário do Instagram acima, não considere “normal” num ser humano.

Onix e Polo​


Comentários sexistas e mais conteúdos odiosos se acumularam na publicação da Chevrolet. Ameaças de abandonar a marca, dentre outras bravatas. Numa dessas lamentáveis divagações, um usuário questiona: “Que merda, hein?! Tá de palhaçada com os clientes? Não aprenderam bosta nenhuma com o que aconteceu com o Polo? Conserta essa merda.”

O que o autor acima não sabe é que o conteúdo da VW não interferiu nas vendas do Polo. Pelo contrário, os números de emplacamentos foram melhores. O hatch da VW licenciou 391 unidades em maio, no mês em que explodiu o levante homofóbico contra o compacto alemão.

propaganda volkswagen polo estrelada por casal gay

Recentemente um conteúdo produzido pela VW, em 2021, virou alvo de ataques homofóbicos (Foto: Reprodução VW)

Em abril, antes da celeuma, o mesmo Polo tinha emplacado 329 unidades, segundo os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Inclusive, reportagem do AutoPapo procurou concessionários, que apontaram que não houve queda de interesse pelo modelo.

Entramos em contato com a General Motors, para se posicionar sobre o assunto. Até o momento da publicação, a fabricante ainda não tinha se manifestado.

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