Notícia Os carros japoneses mais sem graça que já passaram pelo Brasil

Hoje os japoneses se tronaram referência em carros bem feitos e duráveis. Qualidades assim ajudaram a fazer da Toyota a marca que mais vende no mundo. Mas nem sempre os nipônicos acertam no prazer ao dirigir, muitos de seus projetos são bem sem graça.

Essa fama de ter carros mundanos e sem graça é global. O jornalista britânico Jeremy Clarkson já comparou o Toyota Corolla com um eletrodoméstico, por exemplo. Aqui no Brasil recebemos muitos carros comuns japoneses, com os esportivos sendo exceção. Confira os mais sem graça:

VEJA TAMBÉM:

1. Toyota Corolla Cross​

toyota corolla cross gr s branco frente

Ele até tem essa versão esportivada, mas nem ela salva (Foto: Toyota | Divulgação)

O Toyota Corolla sedã geralmente é a referência nesse assunto de carro japonês sem graça, mas a geração atual do modelo melhorou bastante nisso. O novo motor 2.0 aspirado com alta taxa de compressão e a nova suspensão traseira multilink deixaram o sedã mais interessante de dirigr.

Toda essa evolução parece ter sido jogada pelo ralo com o Corolla Cross. Saiu a suspensão multilink bem acertada e veio um eixo de torção calibrado para o conforto. O desenho também ficou insosso, passando despercebido nas ruas.

O SUV não traz algum diferencial para se destacar na categoria, como é o caso da tração nas quatro rodas do Jeep Compass ou do espaço interno do Volkswagen Taos. Ele está lá como um meio-termo ou apenas para os clientes da Toyota que querem um carro altinho.

2. Nissan Altima​

nissan altima branco frente em movimento rodovia

O Sentra pegou a fama de tiozão, mas o Altima também passa perto (Foto: Nissan | Divulgação)

A categoria de sedãs médio-grandes já foi mais forte no Brasil, hoje eles sucumbiram a onipresença dos SUVs. O Nissan Altima foi um dos últimos a chegar ao Brasil veio tarde e hoje poucos lembram que veio oficialmente.

Esse sedã japonês veio apenas em 2013 e com motor 2.4 aspirado de 182 cv. O desempenho era modesto e o câmbio deixava o Altima ainda mais sem graça. O estilo faz ele ser confundido com o irmão menor Sentra.

Uma curiosidade sobre o Nissan Altima é que nos EUA esse carro virou meme por ter os piores motoristas. A expressão “Altima driver” virou sinônimo de barbeiro ou dono desleixado. No Brasil não deve ter algo similar pois apenas 1.162 unidades foram vendidas por aqui.

3. Mitsubishi ASX​

mitsubishi asx 2013 branco frente parado com o pao de acucar ao fundo

A Mitsubishi faz bons SUVs, mas o ASX ficou sem o tempero dos irmãos maiores (Foto: Mitsubishi | Divulgação)

A Mitsubishi tem seus altos e baixos na linha de carros, mas os seus SUVs e picapes costumam ser constantemente bons. O Eclipse Cross é um dos poucos SUVs médios para entusiastas e o Pajero Sport é valente no barro, por exemplo.

A porta de entrada para o mundo de utilitários da marca destoa dos irmãos maiores. O ASX nada mais é que um crossover derivado do Lancer, com maioria das versões sendo com tração dianteira. É uma fórmula similar a do Corolla Cross, mas com um câmbio CVT que dava problemas pela falta de trocador de calor nos primeiros anos.

As versões AWD do ASX não chegam a tirar o estigma de carro sem graça do SUV japonês. Sua tração é simples e traz apenas uma função para limitar em 50% para cada eixo. A falta de um bloqueio dos diferenciais, ou simulação disso, limita o uso na terra.

4. Honda CR-V (terceira geração)​

honda cr v 2010 duas unidades uma de frente e uma de traseira paradas na fabrica da honda

Nessa geração o CR-V virou um carrão familiar, o motor 2.0 limitou o desempenho (Foto: Honda | Divulgação)

Das marcas japonesas, a Honda é uma das que mais tenta fazer carros mais interessantes de dirigir. O Civic é o eterno rival do Corolla e sempre se destacou por ser mais esportivo que o concorrente. O mesmo vale para o Fit, que mesmo não sendo rápido em linha reta, diverte bem nas estradas sinuosas.

O CR-V nasceu como um suvinho do Civic e com uma pegada bem aventureira. Na terceira geração ele sucumbiu a vida de carro familiar, ganhando peso e tendo uma tração integral voltada para a exigência de lugares onde neva.

Para o Brasil foi escolhido o motor 2.0 aspirado, para pagar menos imposto. Isso deixou o CR-V ainda mais sem graça, pois o desempenho rivaliza com o de carros 1.0. Pelo menos a robustez foi mantida, fazendo dele uma boa opção de usado para famílias que não têm pressa alguma.

5. Mazda Protegé​

mazda protege 1999 vermelho frente parado em rodovia

Olhe com atenção para essa foto, pois talvez essa seja a única vez que você vai ver um Protegé na vida (Foto: Mazda | Divulgação)

Você se lembra que a Mazda vendeu carros oficialmente no Brasil até o ano 2000? O seu carro de entrada era o sedã médio Protegé, concorrente direto de Corolla e Civic. Ele até teve versões esportivas bem interessantes lá fora, mas para cá foi escolhida uma configuração bem sem graça.

Ele era equipado com motor 1.8 de 122 cv e câmbio automático de quatro marchas, assim como o Corolla contemporâneo. O preço era maior que o de carros nacionais similares, além disso era em dólar. Ou seja, o valor de compra do carro dependia de como a bolsa estava no dia.

Com a Mazda saindo do Brasil, o Protegé ficou ainda mais difícil de ser visto. É bem capaz que você se esqueça que esse carro foi vendido aqui após ler essa matéria.

O post Os carros japoneses mais sem graça que já passaram pelo Brasil apareceu primeiro em AutoPapo.

Continue lendo...
 
Top