Os carros elétricos estão se popularizando no mundo inteiro – no Brasil de forma mais lenta, é verdade – e já estão por aí no mercado já há algum tempo. No entanto, tive minha primeira experiência de dirigir um veículo com essa propulsão recentemente.
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O modelo em questão foi o Peugeot e-208 GT, único carro de passeio elétrico da Peugeot e que chegou ao Brasil importado da Europa.
Se eu disser que fiquei confortável durante todo o percurso estaria mentindo. Mas o incômodo não se deu pelo fato de o carro ser ruim ou algo do tipo, mas por estar em um habitáculo bastante diferente do convencional e por se tratar de uma propulsão completamente nova.
Quadro de instrumentos flutuante tem projeção das informações com efeito 3D
De início estranhei um pouco o volante de raio menor, que dá uma sensação esportiva e faz o quadro de instrumentos do 208 elétrico ficar acima do volante – o conceito Air Cockpit da Peugeot. Não que aquilo fosse algo de outro mundo, mas é que em um primeiro contato causa uma certa estranheza.
Somado a isso, existe o fator da propulsão elétrica que se você não estiver bem atento não percebe que o carro já deu a partida, pois ele não faz nenhum barulho.
Então, por esses dois motivos, ao sair da vaga da garagem estava meio ‘deslocado’ ali dentro do carro, mas foi só começar a andar na rua que eu fui ficando mais acomodado.
Em um primeiro momento estava mais contido com o acelerador, pois sabia que ele entregaria os 26,5 kgfm de torque de maneira imediata caso pisasse fundo e não queria fazer nenhuma bobagem.
Por isso, fui entendendo como era a resposta do acelerador até que meu amigo Jabulas, que estava no banco ao lado, me encorajou a pisar um pouco mais fundo. O trânsito na via não me permitiu ficar de pé embaixo – até porque o trecho também tinha radares – mas foi possível sentir a resposta rápida do motor elétrico. E, de fato, é uma sensação bem legal.
Oferta de torque instantânea faz do e-208 GT um carrinho muito divertido de guiar
Em um desses momentos de aceleração, percebi um dos pontos que pode ser perigoso para quem dirige o carro elétrico com falta de atenção. Em um ponto do passeio, na BR-040, estava próximo aos 100 km/h, e só percebi a velocidade mais elevada quando comecei a frear para entrar em uma curva.
Caso estivesse em um carro com motor a combustão eu certamente teria percebido a velocidade com antecedência, por causa do ruído que estaria fazendo o motor.
Mas o e-208 GT se comportou bem na curva, e estava firme, possivelmente pela suspensão mais rígida calibrada para as ruas do mercado europeu. Essa configuração também deixa o modelo um pouco mais baixo, o que é ruim para o Brasil devido aos buracos e lombadas. Inclusive, quando saí do prédio, o carro raspou o fundo na rampa da garagem, mas nada que fosse muito sério.
O motor elétrico na dianteira produz 136 cv e 26,5 kgfm
Por último, mas não menos importante, uma função que eu gostei e que deixa o motorista do carro elétrico um pouco mais confortável é a função ‘one pedal’.
Ela é acionada através do câmbio e funciona como uma espécie de freio motor e ajuda na regeneração de energia quando se tira o pé do acelerador. Nesse modo, o motorista praticamente não precisa usar o freio, pois a desaceleração é praticamente instantânea quando se alivia o pedal direito. Mas é claro que em situações de emergência, o freio deve ser utilizado.
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O modelo em questão foi o Peugeot e-208 GT, único carro de passeio elétrico da Peugeot e que chegou ao Brasil importado da Europa.
Se eu disser que fiquei confortável durante todo o percurso estaria mentindo. Mas o incômodo não se deu pelo fato de o carro ser ruim ou algo do tipo, mas por estar em um habitáculo bastante diferente do convencional e por se tratar de uma propulsão completamente nova.
Quadro de instrumentos flutuante tem projeção das informações com efeito 3D
De início estranhei um pouco o volante de raio menor, que dá uma sensação esportiva e faz o quadro de instrumentos do 208 elétrico ficar acima do volante – o conceito Air Cockpit da Peugeot. Não que aquilo fosse algo de outro mundo, mas é que em um primeiro contato causa uma certa estranheza.
Somado a isso, existe o fator da propulsão elétrica que se você não estiver bem atento não percebe que o carro já deu a partida, pois ele não faz nenhum barulho.
Então, por esses dois motivos, ao sair da vaga da garagem estava meio ‘deslocado’ ali dentro do carro, mas foi só começar a andar na rua que eu fui ficando mais acomodado.
e-208 GT acelera forte
Em um primeiro momento estava mais contido com o acelerador, pois sabia que ele entregaria os 26,5 kgfm de torque de maneira imediata caso pisasse fundo e não queria fazer nenhuma bobagem.
Por isso, fui entendendo como era a resposta do acelerador até que meu amigo Jabulas, que estava no banco ao lado, me encorajou a pisar um pouco mais fundo. O trânsito na via não me permitiu ficar de pé embaixo – até porque o trecho também tinha radares – mas foi possível sentir a resposta rápida do motor elétrico. E, de fato, é uma sensação bem legal.
Oferta de torque instantânea faz do e-208 GT um carrinho muito divertido de guiar
Em um desses momentos de aceleração, percebi um dos pontos que pode ser perigoso para quem dirige o carro elétrico com falta de atenção. Em um ponto do passeio, na BR-040, estava próximo aos 100 km/h, e só percebi a velocidade mais elevada quando comecei a frear para entrar em uma curva.
Caso estivesse em um carro com motor a combustão eu certamente teria percebido a velocidade com antecedência, por causa do ruído que estaria fazendo o motor.
Mas o e-208 GT se comportou bem na curva, e estava firme, possivelmente pela suspensão mais rígida calibrada para as ruas do mercado europeu. Essa configuração também deixa o modelo um pouco mais baixo, o que é ruim para o Brasil devido aos buracos e lombadas. Inclusive, quando saí do prédio, o carro raspou o fundo na rampa da garagem, mas nada que fosse muito sério.
O motor elétrico na dianteira produz 136 cv e 26,5 kgfm
Por último, mas não menos importante, uma função que eu gostei e que deixa o motorista do carro elétrico um pouco mais confortável é a função ‘one pedal’.
Ela é acionada através do câmbio e funciona como uma espécie de freio motor e ajuda na regeneração de energia quando se tira o pé do acelerador. Nesse modo, o motorista praticamente não precisa usar o freio, pois a desaceleração é praticamente instantânea quando se alivia o pedal direito. Mas é claro que em situações de emergência, o freio deve ser utilizado.
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