O ICE — polícia migratória do governo de Donald Trump nos EUA — enfrenta uma crise interna após o investimento de milhões de dólares em uma nova frota de veículos, com identidade visual inspirada no jato particular de Donald Trump. O design gerou um impasse entre a direção da agência e os agentes de campo, que consideram os carros ineficazes e perigosos para operações que exigem discrição e o chamado “elemento surpresa” na caçada por imigrantes ilegais.
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Agentes argumentam que o visual “anuncia” a presença da autoridade à distância, inviabilizando missões táticas. Relatos internos apontam um boicote silencioso, com veículos permanecendo estacionados devido à recusa das equipes em utilizá-los.
Oficialmente, o ICE nega a ociosidade da frota e defende que os modelos personalizados apoiam operações nacionais, comparando-os a viaturas policiais convencionais. Contudo, informações de bastidores indicam que a sede da agência já estuda rever os pedidos pendentes para que as futuras entregas dispensem a ornamentação polêmica.
A renovação da frota substitui veículos descaracterizados por uma estética composta por pintura azul-marinho, listras vermelhas e logotipos dourados com o slogan “Stand for the Homeland” (Defenda a Pátria). Em determinadas unidades, o nome de Donald Trump aparece em letras douradas no vidro traseiro. O pedido total compreende cerca de 2.500 unidades, incluindo modelos Chevrolet Tahoe e Ford Mustang GT Fastback.
O aspecto financeiro também fomentou críticas dos democratas nos EUA. Um contrato de US$ 2,25 milhões (R$ 11,47 milhões) para o envelopamento de apenas 25 unidades do modelo Tahoe foi concedido sem licitação a uma empresa vinculada a um doador republicano. Além disso, os gastos superam US$ 120 mil (R$ 612 mil) por cada Mustang customizado, enquanto outros contratos de adesivação oscilam entre US$ 174 mil e US$ 230 mil.
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Resistência técnica e resposta oficial
Agentes argumentam que o visual “anuncia” a presença da autoridade à distância, inviabilizando missões táticas. Relatos internos apontam um boicote silencioso, com veículos permanecendo estacionados devido à recusa das equipes em utilizá-los.
Oficialmente, o ICE nega a ociosidade da frota e defende que os modelos personalizados apoiam operações nacionais, comparando-os a viaturas policiais convencionais. Contudo, informações de bastidores indicam que a sede da agência já estuda rever os pedidos pendentes para que as futuras entregas dispensem a ornamentação polêmica.
Estética presidencial e controvérsia orçamentária
A renovação da frota substitui veículos descaracterizados por uma estética composta por pintura azul-marinho, listras vermelhas e logotipos dourados com o slogan “Stand for the Homeland” (Defenda a Pátria). Em determinadas unidades, o nome de Donald Trump aparece em letras douradas no vidro traseiro. O pedido total compreende cerca de 2.500 unidades, incluindo modelos Chevrolet Tahoe e Ford Mustang GT Fastback.
O aspecto financeiro também fomentou críticas dos democratas nos EUA. Um contrato de US$ 2,25 milhões (R$ 11,47 milhões) para o envelopamento de apenas 25 unidades do modelo Tahoe foi concedido sem licitação a uma empresa vinculada a um doador republicano. Além disso, os gastos superam US$ 120 mil (R$ 612 mil) por cada Mustang customizado, enquanto outros contratos de adesivação oscilam entre US$ 174 mil e US$ 230 mil.
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