Notícia Produtores musicais estão usando carros da Cadillac para mixar suas músicas

O tradicional “teste do carro” — ritual onde músicos levam uma gravação recém-saída do estúdio para ouvir no sistema de som de um veículo — deixou de ser apenas uma conferência final para integrar o processo de mixagem. Durante a NAMM 2026 (National Association of Music Merchants), a Cadillac demonstrou como seus novos carros elétricos estão servindo de “segunda opinião” técnica para grandes produtores.

A experiência focou na capacidade dos modelos Escalade IQ e Optiq de revelarem imperfeições ou nuances invisíveis em salas tratadas acusticamente. O produtor Moritz Braun, convidado para o desafio, teve apenas 45 minutos para gravar e mixar uma faixa com os músicos Malavika e Biako. O resultado final foi polido dentro dos utilitários da marca.

Cadillac Escalade IQL 2026
Novos Cadillac elétricos apostaram pesado no sistema Hi-Fi da cabine

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Segundo Braun, a audição nos veículos permitiu perceber camadas e texturas sonoras que não haviam sido notadas completamente no estúdio convencional. Isso ocorre devido à evolução do hardware embarcado: o Escalade IQ, por exemplo, utiliza um sistema AKG Studio Reference com 36 alto-falantes, transformando a cabine em um ambiente de escuta crítica de alta fidelidade.

A lógica por trás do teste é pragmática: como o automóvel é um dos ambientes primários de consumo de música, ele funciona como o “filtro da verdade”. No entanto, com a introdução do Dolby Atmos — tecnologia de som espacial que proporciona maior clareza e separação de instrumentos —, o carro deixa de ser um local passivo para se tornar uma ferramenta ativa de equalização.

Ao reproduzir a faixa nesses ambientes, produtores conseguem corrigir problemas de equilíbrio de graves e posicionamento espacial (o chamado “soundstage”) com mais precisão do que em monitores de referência tradicionais.

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