Eu fico incrédulo ao assistir alguns vídeos no YouTube com dicas furadas e irresponsáveis para motoristas. Fosse apenas as picaretas para faturar desonestamente, ainda ficaria só no prejuízo financeiro. Mas muito pior são alguns especialistas que, do alto de sua falsa sabedoria, passam informações sem nenhum fundamento técnico e que pode até colocar em risco a vida do motorista e passageiros.
Uma recente foi sobre a validade dos pneus. Um tema controvertido, pois as próprias fábricas se eximem de prestar informações precisas. Neste vídeo do YouTube, um mecânico contesta o que eu sempre afirmei de que pneu oxida como qualquer outro composto de borracha. Por isso ele tem validade. Expira como palhetas dos limpadores, mangueiras, correias, coifas e vários outros. Todos exigem manutenção preventiva.
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Têm que serem substituídos, o que, aliás, é recomendação de fábricas de engenheiros, oficinas mecânicos e técnicos. Então, dizer que não há prazo, que os pneus devem ser verificados pelo dono do carro é uma inconsequência, pois o dono do carro não é um especialista e não tem conhecimento técnico para avaliar suas condições. O que pode e deve. Isso sim é importante.
É fazer a leitura na banda lateral do pneu para saber quando foram fabricados. Vejam na imagem está logo depois das letras DOT (D-O-T) são quatro dígitos, sendo os 2 primeiros o da semana, os dois últimos, do ano em que foram produzidos. Por exemplo, 1619 significa que foram produzidos na 16ª semana do ano de 2019. A partir daí, há um consenso entre engenheiros das fábricas de pneus e de automóveis sobre a validade a ser respeitada, pois existem sim estes prazos.
Informações do pneu estão gravadas na lateral do composto (Foto| Internet)
Lembrando que não são rigorosos. Existe uma pequena variação em função do tipo do composto da utilização peso, têmpera, altura, etc. Mas em média de cinco a seis anos rodam sem problemas. Este é o prazo médio em que o pneu mantém as características originais que lhe conferem boa performance. Mantém a necessária aderência com asfalto flexível, agilidade e resistência de seis a dez anos de fabricação.
Dá para rodar, mas com cuidado, porque o pneu começa a perder suas características e não oferece perigo, mas pode assustar o motorista em algumas situações extremas, como freadas de emergência, curvas mais apertadas na estrada e manobras emergenciais. Mas já não é recomendável, óbvio, sua utilização, principalmente em rodovias, pneus acima de dez anos. Jogar no lixo nem precisa verificar nada.
O composto de borracha já se oxidou, ressecou, está rígido e com pouca aderência flexível e lidade e já aparecem fissuras, pequenas rachaduras no fundo dos sulcos. E aí, com o esforço e a elevação de temperatura provocada por velocidades mais elevadas, podem provocar o rompimento do composto de borracha. O pneu frequentemente estoura nessas condições, colocando a vida dos passageiros em risco.
Então, assegurar que o pneu não tem prazo é uma afirmação falsa, irresponsável e até perigosa, que pode resultar em acidentes, principalmente em rodovias, onde o carro anda mais rápido. Aliás, o pneu enfrenta as mais complexas situações e entra em contato com os materiais mais diversos no asfalto, como óleos, detergentes, ácidos, etc. Mas mesmo aquele que ficou na prateleira, no estoque da loja sofre também a oxidação e antes de comprá-lo, deve se conferir a data de fabricação.
Se já não está em calhado há tempos e quase vencendo a validade de cinco anos. A mesmíssima advertência em relação ao sobressalente, ao estepe. Ele pode ter ficado sem uso no porta malas, mas depois de cinco ou seis anos já era. Então com pneu não se brinca, pois é o responsável pela estabilidade, distância de frenagem e aderência até no asfalto molhado.
Em resumo, jamais se esquecer de que é o único ponto de contato do automóvel com o asfalto.
Agora que você sabe que pneu tem validade, confira tudo sobre esse importante item do seu carro aqui!
O post Quem nega que pneu não tem validade é irresponsável ou mentiroso apareceu primeiro em AutoPapo.
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Uma recente foi sobre a validade dos pneus. Um tema controvertido, pois as próprias fábricas se eximem de prestar informações precisas. Neste vídeo do YouTube, um mecânico contesta o que eu sempre afirmei de que pneu oxida como qualquer outro composto de borracha. Por isso ele tem validade. Expira como palhetas dos limpadores, mangueiras, correias, coifas e vários outros. Todos exigem manutenção preventiva.
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Têm que serem substituídos, o que, aliás, é recomendação de fábricas de engenheiros, oficinas mecânicos e técnicos. Então, dizer que não há prazo, que os pneus devem ser verificados pelo dono do carro é uma inconsequência, pois o dono do carro não é um especialista e não tem conhecimento técnico para avaliar suas condições. O que pode e deve. Isso sim é importante.
É fazer a leitura na banda lateral do pneu para saber quando foram fabricados. Vejam na imagem está logo depois das letras DOT (D-O-T) são quatro dígitos, sendo os 2 primeiros o da semana, os dois últimos, do ano em que foram produzidos. Por exemplo, 1619 significa que foram produzidos na 16ª semana do ano de 2019. A partir daí, há um consenso entre engenheiros das fábricas de pneus e de automóveis sobre a validade a ser respeitada, pois existem sim estes prazos.
Informações do pneu estão gravadas na lateral do composto (Foto| Internet)
Lembrando que não são rigorosos. Existe uma pequena variação em função do tipo do composto da utilização peso, têmpera, altura, etc. Mas em média de cinco a seis anos rodam sem problemas. Este é o prazo médio em que o pneu mantém as características originais que lhe conferem boa performance. Mantém a necessária aderência com asfalto flexível, agilidade e resistência de seis a dez anos de fabricação.
Dá para rodar, mas com cuidado, porque o pneu começa a perder suas características e não oferece perigo, mas pode assustar o motorista em algumas situações extremas, como freadas de emergência, curvas mais apertadas na estrada e manobras emergenciais. Mas já não é recomendável, óbvio, sua utilização, principalmente em rodovias, pneus acima de dez anos. Jogar no lixo nem precisa verificar nada.
Pneu tem validade sim!
O composto de borracha já se oxidou, ressecou, está rígido e com pouca aderência flexível e lidade e já aparecem fissuras, pequenas rachaduras no fundo dos sulcos. E aí, com o esforço e a elevação de temperatura provocada por velocidades mais elevadas, podem provocar o rompimento do composto de borracha. O pneu frequentemente estoura nessas condições, colocando a vida dos passageiros em risco.
Então, assegurar que o pneu não tem prazo é uma afirmação falsa, irresponsável e até perigosa, que pode resultar em acidentes, principalmente em rodovias, onde o carro anda mais rápido. Aliás, o pneu enfrenta as mais complexas situações e entra em contato com os materiais mais diversos no asfalto, como óleos, detergentes, ácidos, etc. Mas mesmo aquele que ficou na prateleira, no estoque da loja sofre também a oxidação e antes de comprá-lo, deve se conferir a data de fabricação.
Se já não está em calhado há tempos e quase vencendo a validade de cinco anos. A mesmíssima advertência em relação ao sobressalente, ao estepe. Ele pode ter ficado sem uso no porta malas, mas depois de cinco ou seis anos já era. Então com pneu não se brinca, pois é o responsável pela estabilidade, distância de frenagem e aderência até no asfalto molhado.
Em resumo, jamais se esquecer de que é o único ponto de contato do automóvel com o asfalto.
Agora que você sabe que pneu tem validade, confira tudo sobre esse importante item do seu carro aqui!
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